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segunda-feira, abril 12, 2004

Negociações com o MCOTA - O que nos espera!? 

"A aproximação da realização da segunda reunião com os representantes do Ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, marcada para o próximo dia 16 de Abril, leva-nos a questionar que expectativas temos para a mesma.

Como oportunamente a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública divulgou em comunicado dirigido aos Vigilantes da Natureza, muito pouco de concreto foi possível alcançar na primeira reunião o que, das duas uma, pode evidenciar uma estratégia deliberada de fazer passar o tempo sem que nada de objectivo resulte das negociações, ou pode significar que faltou ao MCOTA a definição das linhas de actuação no processo em que diz querer estar envolvido.

Ainda que com cepticismo, aceitámos marcar uma segunda reunião, onde questões e propostas muito mais concretas deverão ser debatidas: FORMAÇÃO PROFISSIONAL e UNIFORMES.

O cepticismo que temos, resultado de muitos contactos infrutíferos, de muitas reuniões frustradas, de promessas mil, de silêncios prolongados e de indiferenças perante problemas constantes, pode esbater-se se o MCOTA demonstrar inequivocamente a sua vontade de dar resposta às reivindicações apresentadas e que no essencial têm a ver com a necessidade de melhorar as condições de trabalho dos Vigilantes da Natureza.

Como todos sabemos, os "ventos" não estão de feição para os trabalhadores da Administração Pública, nem para as funções sociais que o Estado deve desempenhar - a preservação do Ambiente e da Natureza é uma delas(!).

Logo, são de esperar dificuldades mil até vermos concretizadas as aspirações que temos. Tal como aconteceu com o processo de negociação do Decreto-Lei nº 470/99(Regime de Trabalho dos Vigilantes da Natureza).
Ou já nos esquecemos que por três vezes iniciámos o processo e o vimos abrupta e injustificamente interrompido pelo Ministério do Ambiente?

Desistimos na altura? Não!

Ganhámos forças, voltámos a lutar e a negociar. O resultado acabou por aparecer.

Se não fosse assim, teríamos tido ocasião de ver o 470/99 aprovado, com o conteúdo que o mesmo tem, favorável aos Vigilantes da Natureza?

Claro que não!

Daí a necessidade de, em forte unidade, com muito empenho e persistência, darmos continuidade a este processo."



Rui Raposo, rraposo@fnsfp.pt
Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública
Responsável pelo Grupo de Trabalho dos Vigilantes da Natureza

P.S.: Entretanto, após se ter recebido este artigo, o MCOTA mais uma vez adiou a reunião marcada, a qual passou para dia 21/04. Vamos a ver se realmente vai acontecer!

sexta-feira, abril 09, 2004

Presidente da República Portuguesa, Dr. Jorge Sampaio, convida representantes de Vigilantes da Natureza para visita a Áreas Protegidas 

Por convite do Exmº. Senhor Presidente da Republica, a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, como única entidade associativa e representativa de Vigilantes da Natureza, legalmente constituída, vai acompanhar a visita que o Sr. Presidente vai efectuar ao Parque Natural do Tejo Internacional.

Irá tentar sensibiliza-lo para os graves problemas que os Vigilantes da Natureza enfrentam assim como tentar obter o seu apoio para que os mesmos se resolvam!

È um convite que muito nos honra e que esperamos ser frutífero, constatando-se pois que também à Presidência da Republica já chegou a informação da situação problemática que os Vigilantes da Natureza enfrentam, mas também a de que os Vigilantes da Natureza, após 30 anos de existência e de outros tantos de trabalho de campo, bastantes e fiáveis informações podem dar sobre o estado actual da conservação da natureza e da preservação do meio ambiente, assim como dos resultados que após estes anos todos foram obtidos!

Esta divulgação dos Vigilantes da Natureza, das suas actividades, dos seus problemas e da importância da sua existência, deve-se principalmente ao esforço permanente de dois deles, o Francisco José Semedo Correia do ICN e o Nuno Jorge Roque Cardoso da CCDR-Centro.

Debate sobre florestas e incêndios florestais! 

Tendo sido pedido a contribuição dos Vigilantes da Natureza para este debate em 31/03/2004, esperando que tal já não seja tardio, aqui fica o Blog onde o mesmo se passa http://bioterra.blogspot.com/, pelo que se sugere a participação de todos os interessados, que sabemos muito terem a dizer sobre esta questão.

Cópia da mensagem recebida:

Caro Nuno Roque, Sou colaborador do blog Ambientalistas, http://www.ambientalistas.blogspot.com/
Convido-o ao debate que estou a abrir no meu blog sobre incendios florestais e floresta: problemas/reflexões,etc. em http://bioterra.blogspot.com/.
Mais tarde terei muito gosto de falarmos sobre a água.
Com o tempo espero saber como se processa as likagens para colocar o vosso IMPORTANTE blog!!
Cordialmente,

João Paulo Soares
"No novo Contrato Social, o trabalho humano tem de saber partilhar a actividade do mundo com o trabalho da Natureza." de Prof. Boaventura dos
Santos in Reinventar a Democracia,2002


Um problema que a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza rápidamenre tem que resolver, a bem de todos nós! 

Olá mais uma vez!
Cá vai mais um contributo para o nosso blog.

Só queria deixar aqui registado, e uma vez que se fala muito da união dos Vigilantes da Natureza, que uma vez mais não percebo porque existe uma Associação de Guardas e Vigilantes, senão para defender a união e interesses destes!

Como tinha escrito neste blog, no seu início, eu e mais 2 colegas enviámos propostas para associados da referida associação em Fevereiro de 2003 e nunca vimos qualquer resposta.

Quando perguntámos o porquê de não haver resposta, foi-nos dito que a folha de proposta para novo associado não teria nenhum associado proponente, bem como a falta de pagamento a anexar a essa folha não existia e por esse motivo não tinham registado a nossa entrada como sócios.

Pois bem... não me agradou de modo algum a resposta, em relação ao pagamento, pois se não sabiamos ainda se iríamos ser aceites, como poderíamos efectuar tal pagamento?!?

Adiante... resolvemos preencher essas lacunas, enviando novas folhas de associado, com cheque em anexo para pagamento da jóia de inscrição em e com um Vigilante da Natureza já sócio subscrevendo a proposta para a nossa integração como sócios.

Qual é o meu espanto (ou não) que passado mais de um mês deste novo envio não obtivemos qualquer tipo de resposta!!!

Sinceramente não entendo! Será por pertencermos às CCDR's, já que não está ninguém na direcção pertencente às CCDR's? Será que têm medo de novas ideias? Ou será que simplesmente ignoram as outras vozes dos Vigilantes?

Alguém tem uma resposta para dar?

25/03/2004,
Pedro Duvalle, duvalle@guiaviseu.com
Vigilante da Natureza, CCDR-Centro

Em Portugal, segundo "inteligentes pensadores", a pesca e a caça nada têm a ver com a Conservação da Natureza, mas que pelo menos sigam bons exemplos! 

Para alem do chumbo que se usa na pesca, com muitos milhares, mesmo milhões de praticantes e consequente dispersão de milhares de quilos desta substância na água dos nossos rios, durante as centenas de dias de pesca existentes em um ano, também o seu uso na caça è extremamente preocupante!

Se fizermos umas contas muito simples, contabilizando os cerca de 300.000 caçadores, as dezenas de dias de caça e tiro aos pratos, os milhões de cartuchos gastos usando chumbo, podemos chegar á terrivel conclusão de que todos os anos muitas toneladas deste perigoso metal são dispersas pelo solo e água de Portugal, o que leva de certeza ao aparecimento de graves doenças.

Assim torna-se urgentemente necessário mudar esta situação, seja alterando o conteúdo dos cartuchos e do metal de que são feitos os pesos usados na pesca, seja também pela IMPLEMENTAÇÃO DE UM IMPOSTO ESPECÍFICO DE FINANCIAMENTO DO TRATAMENTO DE PESSOAS QUE SOFRAM DE DOENÇAS EVENTUALMENTE ORIGINÁRIAS PELA INGESTÃO INDIRECTA DE CHUMBO!

"Universidade paulista cria "chumbada ecológica"

A preservação da água é a tônica deste século. Embora tenhamos grande oferta do recurso - cerca de 10% de toda a água doce do planeta está no Brasil, já começamos a ter graves problemas localizados, causados principalmente pelos desmatamentos nas nascentes, nas margens dos rios e pela contaminação por diversos poluentes.

A consciência preservacionista tem na pesquisa científica e tecnológica um forte aliado, com o incremento de processos e materiais não poluentes. Exemplo disso é a criação de “chumbadas ecológicas”, desenvolvidas no Liec - Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica, integrado por pesquisados da UFScar - Universidade Federal de São Carlos e do Instituto de Química da Unesp - Universidade Estadual Paulista, de Araraquara. O produto já está no mercado, pela Tecnicer, empresa de São Carlos.

Na fabricação das "chumbadas ecológicas" são empregados materiais como argila, areia e pó de pedra, os quais são biocompatíveis com o fundo dos rios e lagos, em substituição às tradicionais de chumbo, que contaminam a água e os peixes. Na composição química das chumbadas cerâmicas entram 30% de alumina, 45% de sílica, 15% de ferro e 10% de cálcio.

A empresa fornece o novo material para pesca por quilo ou em cartelas com 150 a 200 gramas, com folder institucional. Segundo a empresa, a aceitação no exterior tem sido boa.

Devido à diferença de densidade, as chumbadas cerâmicas precisam ser maiores que as tradicionais de chumbo, o que não impede que sejam usadas da mesma forma, com a vantagem de, por serem maiores, não enroscar nos mesmos lugares que as menores feitas de chumbo. As chumbadas cerâmicas perdidas no fundo de rios e lagos deterioram-se mais rapidamente, não contaminando a água e o solo.

Como todo metal pesado, o chumbo degrada-se muito lentamente no meio ambiente, persistindo durante décadas no solo e no fundo de rios, lagos e represas. Não é metabolizado pelos animais e sofre o processo de bioacumulação, afetando mais os animais do topo da cadeia alimentar, entre os quais está o homem.

O chumbo é comprovadamente carcinogênico (causa câncer), teratogênico (causa malformações estruturais no feto, baixo peso e/ou disfunções metabólicas e biológicas) e tóxico para o sistema reprodutivo (causa disfunções sexuais, aborto e infertilidade). A presença de quantidades elevadas de chumbo no sangue está relacionada a problemas neurológicos, com a falta de concentração e dificuldades na fala.

De um modo geral, os compostos de chumbo são nocivos para os animais. O efeito da absorção do elemento nas plantas não parece grave. No entanto, estas acumulam chumbo, que será absorvido pelos animais em caso de ingestão. Por essa razão não se utilizam compostos de chumbo em pesticidas ou inseticidas.

O chumbo e o seu sulfato são muito pouco absorvidos, considerando-se praticamente inócuos. No entanto, os sais solúveis, o cloreto, o nitrato, o acetato etc, são venenos muito ativos. As principais causas de intoxicação são desconforto intestinal, fortes dores abdominais, diarréia, perda de apetite, náuseas, vômitos e cãibras.

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(Radiobras)


Interesses menos claros continuam a bloquear a produção de energia limpa, no interior de Portugal! 

Na freguesia de Orvalho, Concelho de Oleiros, no interior da Zona do Pinhal, a iniciativa de se instalar uma central de produção de energia que use os resíduos florestais como combustivel, continua sem dar à luz, julga-se que bloqueada por interesses menos claros, já que na parceria não existe nehuma empresa dos Lobies Energéticos Portugueses, sendo os parceiros da iniciativa a C.M. Oleiros, a C.M. Fundão, a C.M. Castelo Branco, a C.M. Pampilhosa da Serra e uma empresa de transformação de madeira, existente na fréguesia atrás referida.

Deverá ser instalada num local que produz poucos votos, bastante deprimida e com problemas de desenvolvimento, mas que muito ajudará a melhorar o nosso nível económico e a resolver um grave problema da nossa floresta, os seus resíduos.

Por sua vez a Comunidade Europeia não se compadece com interesses mesquinhos e avança na procura de soluções idênticas, como a seguir se pode ler!

RESÍDUOS FLORESTAIS DO BRASIL PODEM GERAR ENERGIA PARA A EUROPA

A CEE - Comunidade Econômica Européia está discutindo com o governo brasileiro, por intermédio do LPF - Laboratório de Produtos Florestais do Ibama, a possibilidade de utilização de parte das 200 milhões de toneladas de resíduos vegetais produzidas anualmente no país para a geração de energia limpa e renovável em substituição aos combustíveis fósseis.

A França e a Espanha, grandes interlocutoras da CEE com o Brasil, buscam alternativas energéticas nos resíduos de madeira e de carvão vegetal, como o briquete (pó de serragem e de cascas vegetais compactados), do qual o LPF/Ibama é grande incentivador, para substituir a energia de fontes poluentes.

Para analisar o assunto, o representante no Brasil do CIRAD - Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento - Etienne Hainzelin e o pesquisador do CIRAD Forêt de Montpellier, na França, Alfredo Napoli, reúnem-se sexta-feira (13), no Ibama, com pesquisadores do LPF e produtores de energéticos compactados de origem vegetal.

Na reunião será tratada a viabilidade do transporte de briquetes em longas distâncias e reforçado o intercâmbio científico-tecnológico Brasil/França na área de energia da madeira. O LPF/Ibama, que há muitos anos trabalha com uma planta industrial de fabricação de briquetes em sua sede, em Brasília, foi responsável pela criação de mais de 40 usinas de briquetagem em funcionando no país.

Na reunião será analisada, também, a criação da associação dos produtores de energia de origem vegetal - a mais barata fonte alternativa e a única armazenável - e sua participação no projeto de Valorização Energética de Resíduos Industriais do LPF/Ibama.

O interlocutor oficial do governo brasileiro junto ao CIRAD, o pesquisador do LPF/Ibama, Waldir Ferreira Quirino, PhD em Valorização Energética de Resíduos, disse que é grande o interesse dos países da Comunidade Econômica Européia em estreitar a cooperação técnica e científica com o Brasil, devido às altas taxas cobradas pela emissão de poluentes provenientes da energia convencional.

Ele sustentou que as 200 milhões de toneladas de biomassa (resíduos de madeireira e agro-industriais) produzidas anualmente, e não utilizadas no Brasil, colocam o país em lugar privilegiado para a exportação de briquetes. Só em resíduos de madeira provenientes do processamento industrial e da exploração florestal sustentável, são cerca de 50 milhões de toneladas/ano.

O intercâmbio Brasil/França vigora desde 2001, com ações mútuas do LPF/CIRAD. O centro francês, que equivale à Embrapa no Brasil, vem trocando tecnologia com os pesquisadores do LPF/Ibama. Como contrapartida, o CIRAD apóia os estudos que o LPF desenvolve sobre Valorização Energética de Resíduos Industriais, assim como a implantação dos modernos sistemas de tratamento de resíduos e de carvão vegetal, em estágios avançados em países da CEE, além de formas de agregar qualidade aos resíduos.

É tal o valor dos resíduos como fonte de energia, que trinta quilos de briquetes seriam suficientes para iluminar uma residência que consome 100 kWh/mês de eletricidade hidráulica, garante Quirino. Ele diz ainda que apenas setenta por cento da biomassa vegetal produzidas no país abasteceriam as cerca de 40 milhões de residências brasileiras.

O volume de biomassa disponível no país para aproveitamento energético e a tecnologia para a fabricação de briquete serão apresentados por Waldir Quirino no Congresso Europeu de Compactação de Resíduos, de 03 a 05 de março, na Áustria. (Ibama)


Por cá a ver navios continuamos! 

È com muita pena, que em Portugal a criação animais em vias de extinção, em cativeiro para posterior libertação, não passe das palavras e do constante aumento do curriculo dos ditos especialistas!

ANIMAIS EM EXTINÇÃO PROCRIAM EM CURITIBA/PR

Filhotes de tamanduá-bandeira, macaco monocarvoeiro e ararajuba são as três novas atrações do Zoológico Municipal de Curitiba e do Passeio Público. Os animais, cujas espécies fazem parte da Lista Brasileira de Animais Ameaçados de Extinção, nasceram no começo deste ano no zoológico e no Passeio Público. Deles, apenas o tamanduá precisou de cuidados especiais. Os outros dois filhotes estão sendo criados normalmente pelos pais.

O pequeno tamanduá nasceu no final de dezembro. Os veterinários e biólogos decidiram criá-lo longe da mãe para aumentar suas chances de sobrevivência. Isso porque estimam que esta seja a quinta cria do casal de tamanduás. Nos outros nascimentos, os filhotes que estavam com mãe acabaram morrendo.

O filhote vem sendo alimentado por mamadeira. Duas vezes ao dia, recebe uma ração especial, gema de ovo, iogurte, carne moída e leite. Próximo a ele é deixado um pote com alimento para estimulá-lo a se alimentar sozinho. O tamanduá, que nasceu pesando 1,75 quilo, agora está com 3,315 quilos. Mesmo assim, os técnicos não o consideram ainda completamente fora de risco.

Outro nascimento foi o do macaco monocarvoeiro, em janeiro, no Passeio Público. Essa é a quarta reprodução de monocarvoeiro desde 1996, quando chegaram ao Passeio cinco animais da espécie, apreendidos pelo Ibama no litoral do Paraná. O macaco é o maior primata do Brasil. Depois de adulto, pode pesar até 18 quilos. O filhote está sendo criado pelos pais.

O terceiro animal nascido no começo de 2003, também no Passeio Público, é uma ararajuba, ave típica da Amazônia. Mas a pequena ararajuba, que também é criada pelos pais, ainda não está em exposição.

(Gazeta do Povo/PR)


Uma iniciativa a ser ponderada em Portugal, já que a protecção e apoio a quem fiscaliza e vigia o ambiente, mais não tem sido do que palavras! 

Fondo de Emergencia para Guardaparques en Perú

Es un proyecto que inició en 1996 para el personal de las áreas protegidas administradas por el SINAPE, cuenta con varios aportes, algunos de ellos externos. Tiene como objetivo cubrir los gastos ocasionados por enfermedad y/o muerte de personal de campo como desempeño de sus actividades.

En el reciente congreso mundial de parques, realizado en Durban, Sudáfrica, se resolvió crear un fondo similar.

Buscaremos más informacion sobre este tema.


www.guardaparquesargenti nos.org

Falta de capacidade de intervenção do Ministério do Ambiente de Portugal contribuirá para o agravamento desta questão, por cá normalmente escondida! 

POLUIÇÃO DO AR INTERFERE NO PESO DOS BEBÊS

Gestantes expostas a taxas maiores de poluição do ar durante o primeiro trimestre de gravidez geram bebês com peso menor. Este é o principal resultado do estudo conjunto realizado pela Faculdade de Medicina da USP - Universidade de São Paulo e St. George´s Hospital Medical School University, de Londres, e que envolveu 179 mil recém-nascidos de mães que moram na cidade de São Paulo.

O estudo foi publicado na edição de janeiro do Journal of Epidemiology & Community Health, com o título "Association between ambient air pollution and birth weight in São Paulo, Brazil".

O epidemiologista Nelson Gouveia, um dos responsáveis pela pesquisa, acredita que a variação de peso esteja associada, entre outras, à baixa oxigenação sanguínea provocada pelos poluentes nos primeiros meses de gestação. Para cada parte por milhão (ppm) de monóxido de carbono (CO) a que as mães ficaram expostas, houve redução de 23 gramas no peso do recém-nascido, enquanto que para cada 10 miligramas por metro cúbico do material particulado PM10, a redução foi de 14 gramas. Não foram constatados efeitos significativos dos poluentes nos demais trimestres.

Segundo Nelson Gouveia, é o primeiro trabalho no Brasil a relacionar a poluição com o peso de recém-nascidos, apesar de haver outros no País que já o relacionaram com a mortalidade, problemas respiratórios, etc. Também há estudos de outros países que demonstraram relações entre a poluição atmosférica e prematuridade, problemas congênitos e mortalidade do feto.

O estudo foi realizado pelos médicos Nelson Gouveia e Maria Novaes, do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP, e o britânico Steve Bremner, da St. George´s Hospital Medical School University.

(Agência Brasil com informações da Agência USP)


Uma solução para um problema que em Portugal se esconde nas bermas de caminhos e margens de cursos de água! 

PÓ DE ROCHA RECICLADO SE TRANSFORMA EM MATÉRIA PRIMA PARA CONSTRUÇÃO CIVIL

Qualquer extração de rochas ornamentais acaba gerando um sub-produto que, pelo menos até agora, era absolutamente indesejável. As toneladas de pó fino que se desprendem das atividades minerais são um grande problema para o meio ambiente.

Impedir essa agressão e ainda gerar renda e empregos é o que promete uma invenção de dois institutos de pesquisa ligados ao MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia.
O Instituto Nacional de Tecnologia e o Cetem - Centro de Tecnologia de Minerais desenvolveram um método para aproveitar o pó de rocha em linhas de produção industriais.

A partir da invenção que já foi, inclusive, patenteada, o poluente ambiental se transforma em matéria-prima que poderá ser usada na fabricação de argamassas para a construção civil.

“Essa nova massa é igual às preparadas em canteiros de obra”, disse Carlos Cesar Peiter, pesquisador do Cetem, à Agência FAPESP. “É possível fazer uma mistura homogênea substituindo o cal por esses resíduos. O produto final sai com a mesma qualidade ou até superior e o custo para a fabricação da argamassa também é reduzido, pois o pó é adquirido de graça.”

Além de resolver um problema ambiental, o pó fino deverá ser responsável pela geração de empregos. Está prevista, dentro dos objetivos anunciados pelo MCT, a construção de uma fábrica para a produção de argamassas a partir de pó de rocha na cidade de Santo Antônio de Pádua (RJ).

Segundo os técnicos envolvidos com o projeto, a retenção do pó fino pode ser feita no momento em que a pedra está sendo retirada da natureza. O adicionamento de água ao processo de extração promove a formação de uma espécie de lama. A partir desse material, o pó é separado da água, de forma que a parte sólida da mistura possa ser armazenada.

Segundo Peiter, a capacidade produtiva da nova linha de produção será de aproximadamente 1,9 mil toneladas por mês de argamassa, com faturamento bruto estimado em R$ 3 milhões por ano. “Temos 100 mil toneladas de pó estocadas para serem utilizadas”, disse.

Peiter explica que a fábrica já conta com um estatuto de viabilidade econômica aprovado, além de um projeto técnico. “Para viabilizar a obra, está faltando apenas uma maior articulação entre a Associação dos Produtores de Pedra da região e os órgãos de financiamento”, disse Peiter. Segundo o pesquisador, R$ 400 mil foram investidos na compra de equipamentos.

(Agência Fapesp)


Após algum tempo de ausência, cá se volta à acção! 


quinta-feira, março 25, 2004

WaterAid – um clique vale 10 cêntimos. 

Clicando aqui (http://www.aquaplastics.org/english/) garantem que se contribui para fazer chegar água limpa a muita gente em África.
O objectivo é ambicioso: atrair 1,5 milhões de cliques para conseguir 150.000 euros para que a WaterAid para esta organização poder cumprir a missão para que foi criada.
Ajude, não dói nada!

Fonte: http://ondas.blogs.sapo.pt/

Conclusões da Reunião do Grupo de Trabalho dos Vigilantes da Natureza no M.C.O.T.A. 

AOS VIGILANTES DA NATUREZA DAS ÁREAS PROTEGIDAS E DAS CCDR’s

1ª reunião com o MCOTA
UMA NEGOCIAÇÃO COM POUCA SUBSTÂNCIA!

Realizou-se, finalmente, no passado dia 22 de Março, a primeira reunião com o Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, de negociação das reivindicações dos Vigilantes da Natureza. Uma reunião que, recorde-se, deveria ter ocorrido em meados de Janeiro, mas que por responsabilidade do MCOTA só agora se pôde concretizar.

Antes de mais, convém referir que o MCOTA ficou de remeter à Federação, com antecedência, a sua posição sobre cada um dos pontos dos cadernos reivindicativos apresentados, o que não aconteceu, pelo menos em parte.

Assim, no passado dia 18 de Março, o assessor do Ministro do Ambiente que conduz as negociações com a Federação remeteu-nos um documento intitulado “Vigilantes da Natureza – Pontos da reunião de trabalho de 22 de Março de 2004”, com referência a apenas quatro questões colocadas nos cadernos reivindicativos: formação profissional, fardamento, viaturas e comunicações, mas sem qualquer posição consubstanciada quanto à resolução dos problemas.

Por este motivo, no início da reunião, onde estiveram presentes representantes da Federação, incluindo os que compõem o Grupo de Trabalho dos Vigilantes da Natureza, salientámos o seguinte:

Primeiro – O documento não faz qualquer referência aos efectivos, ao suplemento de risco, à higiene e segurança no trabalho, às funções de coordenação e ao regulamento de horário de trabalho.

Segundo – O documento não reflecte qualquer posição sobre a preocupação manifestada pelos Vigilantes da Natureza, quanto à permanente desvalorização das funções de fiscalização destes e à necessidade de ser clarificado o seu papel.

Terceiro – Analisado cada um dos pontos do documento do MCOTA, conclui-se que:

1º Ponto – Formação - Não é apresentado qualquer plano de formação, nem o calendário para a sua execução;

2º Ponto – Uniformes - Não é apresentado qualquer plano de uniformes, regulamentação e prazos de concretização;

3º Ponto – Viaturas - Não se referem as necessidades e o tipo de resposta para as mesmas. A solução apontada para o financiamento não tem viabilidade legal no momento, por orientação do Ministério das Finanças.

4º Ponto – Comunicações - Sérias dúvidas quanto à forma para a resolução das actuais insuficiências.

O Assessor do Ministro do Ambiente, em resposta às questões por nós colocadas afirmou a necessidade de as soluções para os diversos problemas terem de contar com o apoio político do Ministro e nalguns casos mesmo, de outros membros do Governo. Os contactos neste sentido ainda não foram feitos, segundo esclareceu.

De todo o modo, esclareceu que para o MCOTA é importante que se definam e concretizem as acções necessárias à resolução dos problemas e é neste sentido que as reuniões connosco se devem concretizar.

Da análise de cada um dos pontos em discussão na reunião, foi possível concluir o seguinte:

Formação

O Instituto do Ambiente está disponível para preparar e ministrar a formação profissional dos Vigilantes da Natureza, com base num plano a negociar connosco e para o qual vamos dar contributos no imediato.

Uniformes

A questão dos uniformes deve ser analisada no contexto mais alargada do equipamento individual e colectivo a atribuir aos Vigilantes da Natureza e tendo em conta as especificidades das Áreas Protegidas e das CCDR’s. Há prioridade na resolução do problema da identificação dos Vigilantes da Natureza.

Viaturas e Comunicações

Estes dois pontos serão tratados em próxima reunião.

Ainda assim, propusemos ao representante do MCOTA que relativamente às comunicações, fosse adoptada uma solução idêntica à actualmente seguida pelo Corpo Nacional da Guarda Florestal, com recurso a uma rede de telemóveis semi-trancados.

SEGUNDA REUNIÃO A 16 DE ABRIL

No final, ficou estabelecido que a segunda reunião de negociação realizar-se-à a 16 de Abril, para abordar de forma mais detalhada dois pontos: formação e uniformes.

O QUE PODEMOS CONCLUIR DESTA PRIMEIRA REUNIÃO

Como referimos ao Assessor do Ministro do Ambiente, ficaram goradas as nossas expectativas quanto a esta primeira reunião, não tanto pelo que da mesma pudesse resultar, mas mais pela ausência de propostas concretas de solução, mesmo para as quatro questões abordadas.

Daí termos insistido na necessidade de para a próxima reunião, o MCOTA já ter a sua posição mais clarificada quanto às soluções a adoptar para cada uma das matérias que ali vamos debater.

A Federação está disponível para negociar as reivindicações dos Vigilantes da Natureza e foi nesse sentido que lutámos até aqui. Contudo, queremos negociar com base em propostas concretas e fundamentadas, para que os resultados não sejam vazios de conteúdo.

Aos Vigilantes da Natureza, apelamos para que se mantenham informados sobre o desenrolar das negociações e mobilizados para a eventual necessidade de termos de adoptar novas formas de luta.

Lisboa, 24 de Março de 2004

A Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública


"Conteúdo do documento enviado no dia 18/03/04 pelo MCOTA

Vigilantes da Natureza – Pontos da reunião de trabalho de 22 de Março de 2004


1. Elaboração de um plano de formação profissional, adequado às funções dos vigilantes da natureza.
Para este efeito, foi contactado o Instituto do Ambiente que mostrou total abertura para coordenar as acções de formação. Estas acções de formação deverão ter um carácter mais específico e modular relativamente aquelas que são desenvolvidas por esta entidade para o SEPNA. Este plano terá possibilidade, ainda não confirmada, de ser comparticipado por FSE no âmbito dos programas operacionais regionais.

2. Investimento em fardamento e identificação apropriados às funções exercidas no terreno pelos vigilantes.
Identificação de verbas para este efeito e possível necessidade de alteração orçamental para a sua concretização.

3. Elaboração de plano de apetrechamento de viaturas todo o terreno.
Está a ser analisada a possibilidade de contratação de serviços em regime de leasing.

4. Aquisição de equipamento de comunicação adequado.
Estão a ser desenvolvidos contactos com a Protecção Civil, no sentido dos vigilantes da natureza serem integradas na rede de rádio cuja infra-estrutura já está a ser finalizada."

Organização Privada apoia formação e melhoria de competências de quem vigia, fiscaliza e protege o ambiente, no Brasil! 

Fundação O Boticário realiza curso de formação de guardas-parques no PR.

O Centro de Capacitação em Conservação da Biodiversidade idealizado pela Fundação O Boticário de Proteção à Natureza e implantado na Reserva Natural
Salto Morato, em Guaraqueçaba (PR), realiza de 25 de abril a 1 de maio de 2004, o curso de formação de guardas-parques.

O curso tem por objetivo fornecer subsídios para a atuação dos participantes na proteção e fiscalização das unidades de conservação, através de uma perspectiva educativa e de orientação aos usuários destas áreas, utilizando a Reserva Natural Salto Morato como modelo prático.

O curso é destinado a técnicos de nível médio e fiscais que atuam em unidades de conservação no Brasil, integrantes de Polícias Florestais e Ambientais Estaduais, e demais interessados. Os candidatos serão selecionados através de análise curricular, seguindo critérios da comissão nomeada especialmente para este fim.

Conteúdo Programático

- Visão panorâmica da questão ambiental;
- Noções sobre unidades de conservação e categorias de manejo;
- Fundamentos de educação ambiental;
- O guarda-parque e as áreas protegidas;
- O guarda-parque e a educação ambiental;
- Planejamento, implantação e manutenção de trilhas;
- Monitoramento e registro de ocorrências;
- Bases e fundamentos de legislação aplicada a unidades de conservação;
- Fiscalização e técnicas de patrulhamento;
- Primeiros socorros;
- Técnicas de busca e resgate;
- Prevenção, combate e controle de incêndios florestais.

Inscrição

Os interessados devem enviar carta da instituição à qual estão ligados, indicando-os para participar do curso bem como liberando-os das suas atividades durante a realização do evento, além de Curriculum vitae resumido, que deverá obrigatoriamente corresponder ao modelo apresentado a seguir:

1. Nome completo;
2. Data de nascimento, CPF, RG e sexo;
3. Endereço residencial (rua, nº, bairro, cidade, estado, CEP, e-mail);
4. Telefone, fax e celular, todos com código de área (ex.: 41 381-7396);
5. Empresa ou instituição onde trabalha (com inscrição estadual e CNPJ - estas informações são fundamentais para a emissão da nota fiscal de prestação de serviços);
6. Setor, divisão, departamento;
7. Cargo e função atual;
8. Endereço comercial (rua, nº, bairro, cidade, estado, CEP, e-mail);
9. Formação acadêmica / grau de instrução (curso, instituição);
10. Cursos na área de Conservação da Natureza;
11. Atividades que exerceu ou que exerce dentro do tema do curso (instituição, empresa; cargo, função; natureza da atividade);
12. Razões de interesse pelo curso;
13. Perspectivas de aplicação futura.

Este material formatado pode ser enviado de 24 de março a 9 de abril de 2004, via fax (0**41 340-2635), e-mail (capacitacao@fundacaoboticario.org.br) ou SEDEX para Fundação O Boticário de Proteção à Natureza / Centro de Capacitação em Conservação da Biodiversidade (Endereço: Rua Gonçalves Dias, 225 - Batel - Curitiba - PR - CEP: 80240-340).

Os candidatos selecionados serão avisados por telefone até o dia 14 de abril de 2004. A listagem dos selecionados estará disponível no site www.fundacaoboticario.org.br. A taxa de inscrição é de R$ 390,00 (trezentos e noventa reais) e deverá ser depositada até 16 de abril de 2004 apenas se o candidato for selecionado. (AB)

E NÓS POR CÁ, COMO SERÁ?
TALVEZ UM EXEMPLO A SER CONSIDERADO?


quarta-feira, março 24, 2004

V Congresso Mundial de Parques reconhece importância dos Vigilantes da Natureza e dos profissinais similares que existem em todo o Mundo!  

V Congresso Mundial de Parques, Durban- África do Sul

O quinto Congresso Mundial de Parques representou o início de uma nova era para a profissão de Vigilante da Natureza (Ranger).

Os trinta e nove Vigilantes da Natureza de seis continentes que estiveram presentes tiveram um inegável impacto nas deliberações dos delegados do Congresso. Além de terem sido facilmente identificados pelas camisas da International Ranger Federation (IRF), mantiveram-se atentos ao objectivo de dar o seu contributo nas temáticas agendadas, principalmente as que a eles diziam directamente respeito, particularmente as relacionadas com a formação e a segurança pessoal.

Uma demonstração do êxito dos delegados da IRF pode ser constatado nas recomendações finais adoptadas pelos 2.500 delegados.
Na adenda 5.1 pode ler-se: “ Uma das pressões que irá aumentar durante o século XXI, será o aparecimento de ameaças cada vez maiores contra o bem-estar e a segurança dos funcionários das áreas protegidas.”

Acerca do que antes se cita, os participantes na sessão de trabalho “Aumento de capacidade: desenvolvimento da capacidade de gestão”, que decorreu no V Congresso Mundial de Parques, celebrado em Durban - África do Sul de 8 a 17 de Setembro de 2003, recomendam:

- Que os governos, as organizações intergovernamentais, as ONG’s, as comunidades locais e a sociedade civil, zelem para que os funcionários das áreas protegidas e os organismos encarregues da sua gestão tenham, em matéria de decisões autoridade suficiente para alcançar os objectivos de gestão e de conservação das áreas protegidas.

A recomendação 5.2 inclui o seguinte:

“ Recomenda-se que as autoridades encarregues de gerir as áreas protegidas contratem os seus funcionários, os formem e os equipem de modo que sejam possíveis de alcançar elevados níveis de desempenho e de rendimento profissional:

Zelando para que todos os funcionários das áreas protegidas (especialmente os Vigilantes da Natureza e os Guardas Florestais, que no desempenho das suas funções tenham que enfrentar dificuldades e ameaças) usufruam de condições de vida, de trabalho, de higiene e segurança e protecção adequada, mediante o apoio das entidades gestoras, proporcionando o espírito de equipa e facilidades no âmbito da formação.

Fomentando a promoção profissional e a manutenção dos funcionários, mediante o vínculo à entidade gestora, tendo em atenção a actuação e a prestação profissional."

Recomenda-se que a Comissão Mundial de Áreas Protegidas avance em direcção a uma aposta comum dos níveis de formação:

a. Acordando para os funcionários das áreas protegidas a nível mundial iguais patamares de formação, que possam adaptar-se aos planos directores locais, regionais e nacionais;

b. Fomentando e tornando possível o uso de normas e autoavaliações que permitam aumentar a eficiência dos funcionários das áreas protegidas e melhorar a sua formação.”

A recomendação 5.15 refere:

“ Por conseguinte, os participantes na sessão “ Promoção de um maior apoio às áreas protegidas ”:

1. Recomendam aos governos, às organizações não governamentais, às comunidades locais e à sociedade civil que:

Assegurem aos funcionários das áreas protegidas a formação e o equipamento necessário que permita em qualquer momento, manter a eficácia e a filosofia das medidas de conservação da natureza;

Criem um fundo destinado a ajudar as famílias dos funcionários das áreas protegidas que fiquem feridos ou morram no desempenho das suas funções.

Estas recomendações vão ao encontro das preocupações que os Vigilantes da Natureza sempre tiveram acerca do crescente nível de ameaças e de violência de que são alvo, sobre as más condições de vida e de trabalho que têm que suportar e sobre a necessidade de dar aos Vigilantes da Natureza qualificações profissionais, formação e equipamento adequado.

Ao serem considerados estes aspectos que nos afectam e ao fazerem parte integrante do texto final do V Congresso Mundial de Parques, é o reconhecimento dos participantes no congresso, da importância dos Vigilantes da Natureza na protecção e conservação da Natureza.

Durante o último dia do Congresso, a comunidade conservacionista mundial deu mais um passo importante no reconhecimento do papel crucial que os Vigilantes da Natureza desempenham na manutenção das áreas protegidas.

A UICN entregou a John Makumbo, do Uganda, em representação de todos os Vigilantes da Natureza, o prémio Fred Packard International Parks Merit Award. No texto pode ler-se o seguinte: A todos os Vigilantes da Natureza que perderam as suas vidas durante o desempenho das suas funções, em reconhecimento do seu supremo valor e sacrifício na defesa das Áreas Protegidas.

Os Vigilantes da Natureza e outros membros do pessoal de campo que trabalham em áreas de conflito muitas vezes encontram-se na frente de batalha pela Conservação da Natureza, para proteger a preciosa fauna, flora e a totalidade do património natural e cultural.

O facto de viverem em condições difíceis e que muitas vezes se sacrificam para conservar as áreas protegidas, constitui um testemunho extraordinário da sua dedicação, compromisso e paixão pela conservação da Natureza.

A UICN e a IRF comprometeram-se a realçar esta realidade durante o V Congresso Mundial de Parques.

A UICN doará uma quantia para iniciar um fundo de ajuda para as famílias dos Vigilantes da Natureza que perderam as suas vidas em serviço. Este fundo será administrado conjuntamente pela UICN e pela IRF.

O Presidente da Comissão Mundial de Áreas Protegidas
Durban, 17 de Setembro de 2003

Rick Smith
International Ranger Federation
2 Roadrunner Trail
Placitas, NM 87043
USA


Francisco Correia
International Ranger Federation
Representante Europeu – IRF
Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza
Apartado 1037
2711-801 Sintra


Tradução de Documentos: Antonieta Cunha


Elogio feito à Inspecção do Ambiente, infelizmente e mais uma vez, o trabalho dos Vigilantes da Natureza è ignorado! 

Em Portugal, anualmente, os Vigilantes da Natureza do MCOTA procedem à realização de vários milhares de acções de fiscalização e/ou verificação.

Estas acções são efectuadas a particulares, a empresas, a autarquias e mesmo a outros organismos do Estado, na área dos resíduos, da contaminação de água, poluição atmosférica, conservação da natureza, protecção dos recursos hidrícos e violação da Reserva Ecológica, levando ao levantamento de milhares processos de contra-ordenação e à elaboração de inúmeras informações e pareceres.

Sendo que as funções dos Vigilantes da Natureza complementam as dos Inspectores do Ambiente e o trabalho è normalmente realizado sem o apoio de qualquer equipamento, em condições de penosidade e risco bastante graves, è com elevada consternação que vemos que o MCOTA ignora esta importante área de trabalho e não divulga os números que se lhe referem, assim como os resultados que são obtidos, que de certeza seriam muito elucidativos quanto à eficácia da acção destes profissionais e à indispensabilidade dos mesmos.



"Para a Quercus inspecções no Ambiente duplicaram mas «sabem a pouco»


Lisboa - A Quercus considera positivo que a Inspecção-Geral do Ambiente (IGA) tenha duplicado a sua acção em 2003 face ao ano anterior, mas chama a atenção para o facto de as acções inspectivas serem ainda muito poucas num país onde a «realidade é tão má».

A IGA instaurou no ano passado o dobro dos processos de contra-ordenação, relativamente a 2002, e aplicou coimas no valor global de três milhões de euros devido a violações a normas ambientais, avança hoje o «Jornal de Notícias» (JN). As áreas que mereceram maior atenção foram os resíduos e as emissões atmosféricas.

O presidente da associação ambientalista Quercus, Hélder Spínola, considera «obviamente positivo que a inspecção aumente porque tem como consequência evitar que se tenha tanta prevaricação na área do ambiente». Mas este aumento «sabe a pouco porque a realidade do país é tão má que mesmo a duplicação das inspecções é insuficiente».

«É muito fácil duplicar as inspecções porque elas tem sido muito poucas», esclareceu o ambientalista, lembrando que «há situações ilegais de Norte a Sul do país que não têm sido punidas pelo Estado».

O presidente da Quercus reconhece que «a fraca actividade da IGA não se prende com a falta de vontade dos inspectores, mas com a falta de recursos». De acordo com o JN, apenas 13 inspectores estiveram envolvidos nas acções levadas a cabo em 2003.

Em 2003 foram vistoriados pela IGA 9060 alvos, sendo que 1242 se referem a inspecções em empresas e 1648 a actos inspectivos móveis, ou seja intercepção e fiscalização de veículos transportando mercadorias com exigências ambientais.

Quanto às empresas, foi inspeccionada a indústria corticeira, operadores de movimento transfronteiriço de resíduos, gestão de óleos usados, tratamentos de superfície, suiniculturas na bacia do rio Liz e ainda lagares de azeite. Neste âmbito foram detectadas 1948 infracções que deram origem a 596 autos de notícia, quase 48 por cento, o que corresponde a um aumento significativo face ao ano anterior, em que tinham sido levantados apenas 25 por cento de autos. A maior parte das infracções refere-se à violação de normas sobre resíduos (783), água (545), poluição atmosférica (260) e licenciamento industrial (148)."



(c) PNN - agencianoticias.com 2004-03-10

Os Rios e restantes cursos de água Portugueses também precisam de uma medida idêntica, porque tal não è feito? 

Governo vai plantar 90 milhões de árvores para proteger rios do PR

O governo do Paraná tem um plano ambicioso de plantar, até o fim de 2006, 90 milhões de mudas de espécies nativas nas margens dos principais rios do Paraná. Durante as comemorações do Dia Mundial da Água, os 399 municípios paranaenses se mobilizaram para plantar mais de 1,1 milhão de árvores.

O principal objetivo do programa é a recuperação das matas ciliares – vegetação de espécie nativa localizada às margens dos rios, córregos, nascentes ou represas –, que evitam o assoreamento dos rios e que sedimentos e agrotóxicos usados nas lavouras contaminem as águas.

O projeto irá priorizar 15 mananciais utilizados no abastecimento de água, reservatórios de usinas hidrelétricas e entornos das unidades de conservação.O Projeto Estadual de Mata Ciliar prevê investimentos na ordem de R$ 25 milhões, recursos provenientes do Fundo Estadual do Meio Ambiente e do Banco Mundial.

O dinheiro será aplicado na recuperação de 150 viveiros municipais e outros 40 pertencentes ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que irão produzir as mudas que serão plantadas.

A previsão é de produzir 40 milhões de mudas por ano. Cercas para evitar que o gado pastem nas áreas protegidas também serão financiadas, assim como a instalação de bombas (elevadores) que irão retirar a água dos rios para dar de beber os rebanhos e irrigar as plantações.O projeto do governo do estado vai afetar cerca de 300 mil pequenas propriedades rurais.

As grandes fazendas, por enquanto, ficam de fora do programa. O secretário estadual do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, afirma que a recuperação da mata ciliar tem o apoio da maioria dos fazendeiros. "Eles entenderam que a vegetação ajuda a manter a qualidade e quantidade da água", analisa.

Os proprietários rurais que não ficaram sensibilizados pelas explicações de cunho ambiental acabaram sendo convencidos com os argumentos legais. A lei ambiental protege a mata ciliar e estabelece penalidades para quem não a preservar.

"Pela legislação, dependendo da largura de um rio, a área da mata ciliar deve ser constituída entre 30 a 50 metros de largura", informa Cheida.

O agricultor Edílson Ronalde Ceccon, que junto com quatro irmãos produz hortaliças orgânicas em Colombo, região metropolitana de Curitiba, cedeu sua propriedade para a comemoração do Dia Mundial da Água. Na cerimônia, o governador Roberto Requião, diversos secretários de estado e alunos de escolas municipais plantaram cerca de 500 mudas na beira do Rio Tumeri, que corta a chácara e deságua no Rio Palmital, um dos afluentes do Rio Iguaçu.

Ceccon diz que sabe da importância da preservação da mata ciliar, mas vai esperar e ver o que seus vizinhos vão fazer em relação ao plantio de mudas para decidir se vai dar prosseguimento ao projeto dentro da chácara. A propriedade, de 2 hectares, fica no centro de Colombo.

Caso a legislação fosse respeitada na íntegra e reservados 30 metros de vegetação na margem do rio, Ceccon afirma que pelo menos 30% da sua produção seria comprometida. "Ficaríamos com uma área menor para plantar. A gente vai fazer o que tem que fazer, mas o governo tem que estudar como compensar a nossa perda de produção", diz.

Gazeta do Povo


terça-feira, março 23, 2004

Uma das mais graves consequências que a degradação da água provoca em todo o Mundo! 

A cada 14 segundos morre uma criança vítima da degradação dos recursos hídricos

Além da escassez de água doce, as ações predatórias do homem acabam por gerar queda na produção de alimentos, intensificação das doenças causadas pela água contaminada e aumento das tensões políticas e sociais.

A água doce é utilizada, em todo o mundo, com diversas finalidades, dentre elas, o abastecimento de cidades, a geração de energia, a irrigação, a navegação e a agricultura.

Apesar de ser essencial à sobrevivência dos seres vivos, este recurso vem sendo ameaçado pelas ações predatórias do homem e por sua "cultura da abundância". Nesse sentido, Danielle Moraes, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e Berenice Jordão, da Universidade Estadual de Londrina, publicaram um artigo, na Revista de Saúde Pública, onde buscaram descrever e interpretar dados sobre a real disponibilidade dos recursos hídricos, bem como sobre o reflexo de sua degradação na saúde humana.

De acordo com as pesquisadoras, "as atitudes comportamentais do homem, desde que ele se tornou parte dominante dos sistemas, têm uma tendência em sentido contrário à manutenção do equilíbrio ambiental". Ou seja, como o ser humano não pode criar tudo aquilo de que necessita, ele acaba impondo uma pressão cada vez maior sobre o ambiente. Só que o meio ambiente também não agüenta: primeiro porque o consumo de recursos naturais tem um ritmo maior do que aquele no qual eles podem ser renovados pelo sistema ecológico, e segundo porque a geração de produtos residuais supera a capacidade de integração ao ciclo natural de nutrientes por parte da natureza. E não é só isso: o sistema ecológico ainda tem que lidar com os materiais tóxicos despejados pelo homem.

Como afirmam Danielle e Berenice, no artigo, os principais problemas que afetam a qualidade da água de rios e lagos decorrem, principalmente, de esgotos domésticos tratados de forma errada, de controles inadequados dos efluentes industriais, da perda e destruição das bacias de captação, da localização errônea de unidades industriais, do desmatamento, da agricultura migratória sem controle e de práticas agrícolas deficientes.

O crescimento rápido da população urbana e a intensificação da industrialização acabam piorando a situação, à medida que a pressão sobre os recursos hídricos aumenta.

As conseqüências não podiam deixar de ser desanimadoras: "a qualidade da água doce natural acaba sendo perturbada". E a situação se complica ainda mais nos países tropicais, onde o tratamento de águas poluídas tem que disputar prioridade de verbas com outras necessidades urgentes, como, por exemplo, as próprias doenças provocadas pela água não tratada.

E é nesse ponto que as pesquisadoras procuram chamar a atenção: "o déficit de água, produto da modificação ambiental cujo processo encontra-se acelerado, atinge a higidez humana não somente pela sede, principal conseqüência da escassez de água, mas também por doenças e queda de produção de alimentos, o que gera tensões sociais e políticas que, por sua vez, podem acarretar guerras".

Segundo elas, a cada 14 segundos morre, hoje, uma criança vítima de doenças hídricas e estima-se que 80% de todas as moléstias e mais de um terço dos óbitos dos países em desenvolvimento sejam causados pelo consumo de água contaminada. Isso mostra, claramente, a gravidade do problema e a atenção que deve ser dispensada a ele, pois essa questão deixou de ser assunto apenas de ambientalistas e se tornou um sério problema de saúde pública.

Apesar de inúmeras pesquisas estarem sendo realizadas com o intuito de minimizar ou solucionar o problema, a verdadeira resposta está no desenvolvimento de uma consciência ambientalista por parte da população como um todo. "As gerações atuais precisam de uma nova cultura em relação ao uso da água, pois, além da garantia de seu próprio bem-estar e sobrevivência, devem cultivar a preocupação com as próximas gerações e com a natureza, as quais, por certo, também têm direito a esse legado", afirmam Danielle e Berenice no artigo. De qualquer forma, por enquanto, a rigidez de leis ambientais e a aplicação de medidas punitivas também poderiam ajudar.


(Agência notisa)


Consequências do mau uso da água no Brasil, que em Portugal são idênticas!  

Mau uso da água custa caro para a população, diz engenheiro

O engenheiro Julio Tadeu Kettelhut, representante do MMA - Ministério do Meio Ambiente, disse nesta segunda-feira (22) que a sociedade paga de forma indireta pelo mau uso da água e pela má administração dos recursos hídricos.

Segundo ele, isso pode ser constatado no custo de tratamento de doenças causadas pela ingestão de água imprópria e na distribuição mal feita para a irrigação, que pode diminuir a produção agrícola e aumentar os preços finais dos alimentos, prejudicando principalmente a população de baixa renda. Kettelhut fez as afirmações no "lançamento da Frente Parlamentar pela Defesa da Água.

Para ele, o projeto do deputado estadual Sebastião Almeida, que propõe a discussão do mau uso da água e pretende despertar a consciência da sociedade para a necessidade da preservação, preenche uma lacuna na Lei das Águas. “Uma das lacunas dessa lei é a incorporação do Poder Legislativo no processo do gerenciamento do recurso. Essa lacuna, de certa forma, vem sendo preenchida com a criação de frentes como essa criada no estado de São Paulo”, ressaltou.

O secretário estadual de Energia e Recursos Hídricos de São Paulo, Mauro Arce, destacou que toda iniciativa que pretenda conscientizar a população é importante, principalmente em um estado que enfrenta a possibilidade de racionamento. “A região metropolitana de São Paulo, Campinas e a Baixada Santista são os três pontos críticos expostos à carência de água, que não é suficiente para abastecer as necessidades mínimas da população”, disse. Ele defendeu a redução do consumo para evitar o racionamento.

Segundo Arce, o grau de poluição das águas em São Paulo é alto, mas a situação no estado ainda é melhor do que em outras regiões do país. “Nós temos evoluído, mas ainda há um caminho muito longo a percorrer”, afirmou. Nos 368 municípios paulistas atendidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), mais de 80% têm coleta de esgoto e em 62% ele é tratado. “Esse não é um problema isolado do nosso estado, mas é de cada um de nós. Só pode ser resolvido com boa vontade de todos. Mas hoje já há consciência de que somos parte do problema e que só com ação é que vamos resolvê-lo”, finalizou.


(Agência Brasil)


Uma radiante luz no futuro! 

Hidrogênio pode ser combustível para energia elétrica ainda nesta década, aponta UFRJ

Ainda nesta década, o Brasil poderá ter alguns dispositivos funcionando, utilizando o hidrogênio como combustível para geração de energia elétrica nas chamadas aplicações estacionárias, isto é, para geração de energia elétrica num lugar determinado, como uma residência, uma escola, um edifício ou cidade.

A expectativa é do coordenador do Laboratório de Hidrogênio da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ), Paulo Emílio Valadão de Miranda, presidente do novo Núcleo de Referência em Tecnologia e Economia do Hidrogênio, que a instituição lança oficialmente nesta segunda-feira (22) em parceria com o CENPES - Centro de Pesquisas da Eletrobrás.

Paulo Emílio Valadão esclareceu que as aplicações estacionárias do hidrogênio deverão vir primeiro porque têm menos requisitos com relação a custo, volume e peso dos equipamentos demandados para isso. Salientou que hoje em dia já existem veículos experimentais que utilizam o hidrogênio como combustível e a expectativa é que a partir de 2020 esses veículos já representem uma parcela importante dos veículos fabricados no Brasil.

O hidrogênio hoje é usado como um produto químico e não como um vetor energético, mas no futuro, Paulo Emílio Valadão assegurou que ele será fonte de energia para geração de energia elétrica distribuída, para utilização em veículos, em produtos portáteis. Atualmente, o hidrogênio é utilizado nas indústrias química e petroquímica e na indústria alimentícia, mas sempre como um produto químico e não como combustível para produção de energia. Avaliou que "isso é o que está por vir na nova economia do hidrogênio".

O grande interesse disso, manifestou o especialista, é que se trata de um combustível que pode ser produzido de muitas formas diferentes, além da utilização do hidrogênio ser mais amigável com relação ao meio ambiente. "É um processo de produção e de utilização de energia que não agride o meio ambiente na mesma medida que ocorre hoje com os combustíveis fósseis", afirmou.

Valadão informou que as usinas hidrelétricas também poderão ser usadas para produzir hidrogênio a partir da eletrólise da água. "E a utilização de energia elétrica gerada por hidroeletricidade, por exemplo, quando ela é mais barata, quer dizer, fora dos horários de pico de consumo, pode resultar na produção de hidrogênio", explicou.

Outra fonte de produção para o hidrogênio é o gás natural, combustível fóssil ainda muito disponível, e também a biomassa, revelou Valadão. Acrescentou que o produto tem processos de produção que utilizam outras fontes renováveis de energia, como a energia eólica (dos ventos) e a solar. "Esse é o grande interesse em termos ambientais", afirmou.

O Núcleo de Referência em Tecnologia e Economia do Hidrogênio terá um âmbito nacional e seu objetivo é congregar esforços e capacitação em todo o país para formação de pessoal especializado e desenvolvimento de tecnologia de interesse da economia do hidrogênio. Outras instituições governamentais e privadas já estão se associando ao núcleo.

O Laboratório de Hidrogênio da Coppe realiza também no período de 22 a 24 deste mês seminário voltado para o desenvolvimento de novas tecnologias de hidrogênio no país, quando será lançada a Rede Cooperativa Pilha a Combustível de Óxido Sólido-Rede PaCOS, iniciativa já aprovada pelo Fundo Verde e Amarelo do CNPq.


(Agência Brasil - 21/03/2004)


Dia 22 de março: Água, um bem da humanidade em grave perigo! 

A água é um recurso natural de valor econômico, estratégico e social, além de ser essencial para a existência e bem-estar do homem e a manutenção dos ecossistemas do planeta. Apesar de aparentemente a Terra dispor de uma enorme quantidade de água, quase 97% estão represadas nos mares e oceanos e cerca de 2% congeladas nas regiões polares. Apenas 1% está efetivamente disponível para o consumo humano, a irrigação e o uso industrial.

A água potável é um bem comum da humanidade. O acesso a este bem foi declarado pelo Comitê das Nações Unidas para os Direitos Econômicos, Culturais e Sociais como um direito humano, já que é fundamental para a saúde. É indispensável para ter uma vida saudável, com dignidade, e pré-requisito para os outros Direitos Humanos.

Atualmente, o ser humano utiliza 54% da água doce acessível dos rios, lagos e aqüíferos. Se for mantido o ritmo atual de utilização, dentro de 25 anos a humanidade absorverá 90% da água doce disponível no planeta, deixando apenas 10% para as outras espécies.

A água é um recurso renovável pelo ciclo natural de evaporação da chuva e distribuído na superfície terrestre. Ela surgiu de reações químicas que resultaram em uma camada gasosa no planeta durante as primeiras fases de sua formação. Foi na água que, há cerca de 3800 milhões de anos, surgiu a vida na Terra. Ao longo de milhões de anos, os seres vivos evoluíram e espalharam-se pelos oceanos e continentes.

Mas a intervenção humana tem afetado de forma dramática esse sistema de renovação dos recursos hídricos. Estima-se que 30% das maiores bacias hidrográficas perderam mais da metade da cobertura vegetal original, o que levou à redução da quantidade de água. Nove de cada dez litros de água utilizados no terceiro mundo são devolvidos à natureza sem nenhum tipo de tratamento.

Por conta dessas e outras ações, o conceito de água tem mudado muito. Passou da dádiva inesgotável e gratuita para a mercadoria, com preço estabelecido segundo recomendação do Banco Mundial. Tornar a água mais cara é uma das providências necessárias para garantir o abastecimento no futuro, dizem os técnicos.

Nos países industrializados, a perda de água é causada por sistemas obsoletos de distribuição. Já nos países em desenvolvimento, o problema é a falta de esgotos e de água encanada. A água proveniente dos lençóis freáticos está sendo usada sem que se planeje uma exploração que leve em conta a capacidade de suporte desse tipo de ecossistema. A captação desenfreada dessa fonte está exaurindo sua recuperação.

Estatísticas da ONU revelam que aproximadamente 1 bilhão de pessoas não têm acesso a água tratada e cerca de 1,7 bilhão a esgoto. A falta de água limpa causa a morte de 4 milhões de crianças por ano, de doenças como cólera e malária. Mais da metade dos rios do mundo estão poluídos, provocando assoreamento e diminuição de seu volume. A exploração provoca secas cada vez mais dramáticas.

A produção mundial de alimentos depende da disponibilidade de água. Atualmente, a irrigação cobre cerca de 20% da área agrícola mundial e contribui para 40% da produção total de alimentos. A agricultura irrigada é responsável pela utilização de 70% de toda a água doce no mundo, e mais água deverá ser usada para atender à crescente demanda de alimentos.

Um estudo realizado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) sobre os países em desenvolvimento já indicava, em 1993, que muitos dos que tinham problemas de escassez de água utilizavam seus recursos hídricos mais rápido do que seus reservatórios e mananciais pudessem ser renovados.

Se mais de 1 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso a água potável, mais do dobro ainda não dispõe de saneamento adequado. Doenças adquiridas pela água matam 6 000 crianças diariamente nos paises em desenvolvimento e talvez uma das principais lições aprendidas a partir da implementação de programas de saúde e saneamento seja de que instalações sanitárias por si só não resultam em melhores condições de saúde.

A solução para esse problema envolve várias ações, desde a modernização da legislação até a conscientização de todos os setores da sociedade, para exigir de si mesmo e das autoridades um conhecimento mais profundo sobre a importância de se garantir água em quantidade e qualidade adequadas para as populações. E que, sociedade e governos possam encontrar juntos, soluções eficientes para a preservação desse bem que se torna cada vez mais escasso.


(Agência Brasil)

Dia Mundial da Água bem comemorado, em Portugal só houve conversa. 

Paraná comemora Dia Mundial da Água com plantio de 1 milhão de mudas nas margens dos rios

O Paraná vai comemorar o Dia Mundial da Água, dia 22 de março, com o plantio de 1 milhão de árvores nativas nas margens dos rios dos 399 municípios do Estado. De acordo com o secretário estadual do Meio Ambiente, Luís Eduardo Cheida, o plantio faz parte do Programa Estadual de Mata Ciliar, iniciado em novembro. O nome mata ciliar vem de cílios que protegem os olhos da mesma forma que a mata protege os rios.
?O objetivo é aproveitar a data e sensibilizar toda a população para, em mutirão, recuperar a vegetação das margens dos rios?, afirma. De acordo com o secretário este é o maior plantio da história do país realizado em apenas um dia.

Cada município paranaense será responsável pelo plantio de, aproximadamente 2,5 mil mudas, que serão fornecidas pelo IAP - Instituto Ambiental do Paraná com apoio da Secretaria da Agricultura, através da EMATER.
Os técnicos das 20 regionais do IAP existentes no Estado serão responsáveis por localizar os rios prioritários para o plantio da mata ciliar em cada município. Em Londrina, por exemplo, cada escola municipal será responsável pelo plantio de 100 árvores.

O secretário acredita que existe um consenso na sociedade favorável à preservação da água e a função da mata ciliar como fator de proteção do solo e dos rios. ?No último século destruímos muito o Estado, com plantações de produtos agrícolas e pastos até a margem dos rios. A natureza demora 500 anos para fazer um centímetro de solo, que vai facilmente para o rio junto com as chuvas se não houver vegetação para sustentá-lo?, explica.

A mata ciliar é considerada Área de Preservação Permanente e a sua existência é obrigatória, de acordo com a Lei 4.771/65 do Código Florestal Brasileiro. Esta lei define que a mata ciliar tem a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e de flora, assim como de proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

"Pela legislação, dependendo da largura de um rio, a área da mata ciliar deve ser constituída entre 30 a 50 metros de largura", exemplifica Cheida. Ele ainda acrescenta que nas represas essa vegetação deve possuir aproximadamente 100 metros além da margem, o que dependerá sempre do tamanho da caixa do rio.

O Programa - O programa Estadual de Mata Ciliar já garantiu 100% de adesão dos municípios do Paraná e tem como meta o plantio de 90 milhões de mudas nas margens dos rios do estado, 100 bacias hidrográficas com manancial de captação superficial para abastecimento público, margens dos reservatórios de hidrelétricas, unidades de conservação e bacias dos rios que integram os corredores de biodiversidade.

Para este ano, serão destinados R$ 25 milhões para o Mata Ciliares e a partir de março, o programa ganha o reforço de R$ 4,7 milhões do Fundo Estadual de Meio Ambiente, liberados pelo governador Roberto Requião, que determinou que o programa seja uma das prioridades de seu governo.

Através destes recursos serão fornecidos materiais para construção de cercas, elevadores de água, e assistência técnica aos produtores, além da recuperação de 150 viveiros municipais para fornecimento de mudas.

Agricultores de diversos municípios do Estado já estão fazendo o isolamento das áreas próximas as margens dos rios, evitando que o gado pise e deixando que a vegetação se recomponha sozinha. Esta é uma opção a mais para recuperação da mata ciliar sem que seja necessário o plantio das mudas

O secretário do Meio Ambiente, Luís Eduardo Cheida, disse que daqui para frente às ações desencadeadas darão mais visibilidade ao programa. ?Será uma das maiores iniciativas de proteção à biodiversidade e aos mananciais que se tem na história no Estado?, resumiu.

Recuperação ? As primeiras ações prevêem a recuperação de 150 viveiros de prefeituras que estão danificados. Segundo o secretário Cheida, é preciso fazer a inversão da produção de mudas exóticas, como vinha ocorrendo, para produção de mudas de espécies nativas, que é o objetivo do programa de recuperação de matas ciliares. Cheida lembrou que há a possibilidade da participação da iniciativa privada na produção de mudas, o que inclusive poderá ocorrer a um custo menor. A previsão é produzir em torno de 40 milhões de mudas por ano, observou.

As ações de fiscalização punitivas somente serão aplicadas após terem sido desenvolvidas as ações de esclarecimento dos proprietários rurais, bem como, de difusão das soluções técnicas e ambientais em cada município.

Em alguns municípios do Estado a parceria com a iniciativa privada já vem sendo concretizada com grandes plantios. Entre elas, o plantio de dois milhões de mudas promovido pela Associação dos Produtores de Açúcar e Álcool do Paraná (Alcopar).

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento está intensificando os trabalhos de recuperação de solos e água, complementando o programa de reposição das matas ciliares. O objetivo é evitar que sedimentos e agrotóxicos das lavouras sejam levados para os rios e lagos, elevando o nível de assoreamento que pode prejudicar o abastecimento de água.


(Ascom Sema-PR, 21/03/2004)


Um bom exemplo a ser rápidamente seguido. 

Brasil é líder mundial em reciclagem de latas pela terceira vez consecutiva

Cerca de 90% das latas de alumínio vendidas no ano passado foram recicladas. Esse índice deu ao Brasil o título de líder mundial em reciclagem de latas pela terceira vez consecutiva. A liderança brasileira foi constatada por pesquisa feita pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas (Abralatas) e pela Associação Brasileira de Alumínio (Abal).

A reciclagem de latinhas, além de gerar 160 mil empregos diretos e indiretos, ainda contribui para a preservação do meio ambiente. Em 2003, mais de 8 bilhões de latinhas foram reaproveitadas, o que significa uma economia de 500 mil toneladas de bauxita, a matéria-prima da lata.

Para o diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas (Abralatas), Paulo Camilo, o crescimento da indústria de reciclagem é importante porque tira o catador das ruas e incentiva a criação de associações de reciclagem.

Camilo explicou ainda, - que as pessoas que fazem esse serviço saem da condição de catador individual e começam a trabalhar em pequenas cooperativas, o que garante uma renda maior.

Além de gerar emprego, a reciclagem significa economia de energia elétrica. Para reaproveitar uma latinha o gasto de energia é menor do que para fazer uma nova. Ano passado, a economia gerada com a reciclagem foi equivalente a toda a energia do estado do Pará.



(Agência Brasil)



Cuidados a ter no Ordenamento Florestal, que sem correcto planeamento pode ser prejudicial! 

Construção de estradas florestais deve ser acompanhada de controle pluvial

Pesquisadores mostram que, dependendo do volume das chuvas e da velocidade das enxurradas, o impacto causado pela construção das estradas, e conseqüentemente no meio ambiente, aumenta ou diminui.

A construção de estradas é fundamental para a atividade florestal, principalmente no que diz respeito ao transporte de matérias-primas. No entanto, as estradas acabam sendo responsáveis pela erosão e pelo assoreamento de cursos d'água próximos, devido ao impacto causado pelas chuvas.

É o que mostra estudo realizado por pesquisadores do Ibama e da Universidade Federal de Viçosa.

De acordo com artigo publicado na edição de julho/agosto de 2003 da Revista Árvore, "a construção de estradas promove a retirada da cobertura vegetal, a movimentação do solo e a compactação de seu leito, tornando tais vias muito vulneráveis à erosão causada pela chuva. Essa erosão será maior com o aumento da declividade e do comprimento de rampa, fatores que aceleram a velocidade da enxurrada".

Na pesquisa, a equipe buscou estimar o volume de enxurrada e a perda de solo através da produção de sedimentos provenientes de estradas florestais em
condições de chuva natural em uma área de reflorestamento da Empresa Duratex, na fazenda Monte Alegre, em Agudos, São Paulo, no período de julho de 2000 a Março de 2001.

O estudo foi feito com diferentes inclinações e comprimentos e os dados foram colhidos após os eventos de chuva.

Os pesquisadores constataram que quanto maior o volume de chuva, maior a erosão provocada. "O volume total de chuva exerce influência direta sobre a erosão, pois todos os solos apresentam um limite de capacidade de absorção; ao ultrapassar esse limite, as águas passarão a escorrer sobre o terreno. Nas menores precipitações, a taxa de infiltração é mais significativa que a taxa de escoamento", explicam no artigo.

Além disso, eles observaram que a velocidade de enxurrada influencia significativamente a quantidade de sedimento transportado, ou seja, quanto maiores a declividade e o comprimento da estrada, maior será a velocidade da enxurrada e, conseqüentemente, a quantidade de material transportado ou erodido.

Segundo a equipe, "à medida que a precipitação aumenta, ocorre incremento no volume de enxurrada e, por conseguinte, na perda de solo".

Para resolver o problema, os pesquisadores sugerem a captação e o controle das águas pluviais, acumulando-as em locais determinados e forçando sua penetração na terra, no intuito de favorecer o abastecimento do lençol freático e, conseqüentemente, alimentar fontes e nascentes naturais. "O procedimento mais comum para prevenir danos provocados pela erosão na estrada florestal é controlar o escoamento superficial da água das chuvas na faixa terraplenada da estrada", afirmam.



(notisa - 18/03/2004)

domingo, março 21, 2004

Um recado para a nossa C.P.. Empresas públicas deveriam ser obrigadas a dar o exemplo na protecção do ambiente! 

OPERADORA DE LOCOMOTIVAS USARÁ BIODIESEL EM SUA FROTA

A operadora de locomotivas América Latina Logística (ALL) substituirá até 25% do diesel derivado de petróleo em 380 de suas 550 locomotivas que operam no Brasil até julho de 2004. Foi o que anunciou o diretor financeiro da empresa de logística de transporte de carga, Sérgio Pedreiro. O objetivo é adotar o biodiesel, derivado de álcool etílico e também do óleo de soja, em sua frota de trens no país e, com isso, reduzir em pelo menos 20% a emissão de poluentes sem alteração no desempenho das locomotivas.

A empresa opera 15 mil quilômetros de malha ferroviária no Sul de São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Os testes do novo combustível nas locomotivas da ALL serão desenvolvidos pelo Ladetel - Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas, da USP - Universidade de São Paulo. Inicialmente, serão substituídos 35 milhões dos 150 milhões de litros de óleo diesel consumidos anualmente pela frota da empresa.

Um trecho de 400 quilômetros entre São Paulo e Paraná foi escolhido para começar a substituição. Numa segunda etapa, a intenção é usar o biodiesel também na frota rodoviária, que tem hoje três mil veículos, entre próprios e agregados. Segundo Pedreiro, o principal desafio do projeto será montar uma escala de produção para atender a demanda da ALL.

O biodiesel é resultado de uma reação química entre óleos vegetais e o álcool etílico ou metílico e vem sendo usado na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, há outras misturas em teste como as que levam óleo de amendoim, algodão, girassol, milho, canola e mamona. O combustível reduz a emissão de gás carbônico, é biodegradável e renovável. O governo federal, com seu Probiodiesel - Programa Brasileiro de Desenvolvimento Tecnológico de Biodiesel, trabalha com a meta de substituição gradativa de 2% a 5% do diesel tradicional pelo renovável.


(Com informações do site da ALL)


Contra a delapidação do nosso património natural, um passo que urge dar em Portugal! 

IBAMA FECHA O CERCO CONTRA CRIAÇÃO ILEGAL DE PÁSSAROS

O Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis usou o recurso da informática para fechar o cerco contra a criação ilegal de passarinhos. O marco da pretendida revolução na gestão do setor foi o lançamento, no começo do ano, do Sistema de Cadastro de Criadores de Passeriformes - que unificou em um banco de dados todas as atividades dos cerca de oitenta mil criadores amadoristas de pássaros legalizados e cadastrados no Ibama.

O Sispass acabou com a terceirização, as operações manuais e a burocracia predisposta a fraudes. Agora, qualquer transação com os estimados 800 mil pássaros das 151 espécies permitidas para criação em cativeiro deve ser feita exclusivamente na rede pelo endereço eletrônico http://www.ibama.gov.br/sispass .

O diretor de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama, Rômulo Mello, ressaltou que a informatização do setor permitirá o monitoramento total e em tempo real dos pássaros cativos - do nascimento à morte. Sistemas similares deverão ser criados pelo Ibama para monitorar os criadouros comerciais, científicos e conservacionistas, os zoológicos e os centros de triagem de animais silvestres.

Ao mesmo tempo, o Ibama elaborou um manual para utilização do Sispass, disponível na Internet, orientando os criadores sobre como operar o programa. O manual também pode ser adquirido pelos criadores em qualquer unidade do Instituto, por apenas R$ 2,50.

O criador de Passeriformes pode acessar o Sispass de qualquer computador que possua conexão com a Internet e efetuar as seguintes operações, antes manuais: cadastro inicial como criador; alterar dados cadastrais; renovar licença; declarar compra de passarinhos de criadouro comercial; fazer pedido de anilhas; declarar nascimentos; solicitar transferência de aves; declarar transporte e permanência de aves em residência de outro criador de Passeriformes, fuga, furto, roubo e até a morte de aves cativas.

Ricardo Soavinski, coordenador de Fauna do Ibama, informou que o sistema dará ao órgão eficiência para acompanhar todos os procedimentos dos criadores, permitirá direcionar a fiscalização, coibir rapidamente qualquer irregularidade detectada com o cruzamento de informações e evitar que novos pássaros sejam retirados da natureza.

Como a numeração das anilhas funciona como o CPF do passarinho, o sistema também permitirá ao Ibama acompanhar em tempo real a situação de cada pássaro cativo. Qualquer tentativa de fraude, como relatar nascimentos acima da média, será constatada por relatórios diários e servirão de indício para uma fiscalização direcionada, advertiu Soavinski.

Por outro lado, o Sispass evitará o deslocamento dos criadores às unidades do Ibama e lhes dará comodidade para atualizar o plantel da própria casa. Na primeira semana de lançamento do programa foram registrados quarenta e cinco mil acessos ao sistema. Nesta semana, a média foi de cento e cinqüenta acessos/hora.

Os criadores já cadastrados no Ibama tiveram seus dados atualizados e transferidos para o novo sistema. Eles receberam uma senha pessoal e intransferível que dará acesso ao programa. As senhas foram fornecidas pelo Cadastro Técnico Federal – CTF. Eles devem atualizar constantemente a relação do seu plantel, pois é a garantia da legalidade da sua criação. Informações falsas e fraudes ao sistema serão punidas pela Legislação Ambiental. O infrator também estará sujeito à pena de prisão prevista no art. 299 do Código Penal.

Pela legislação, qualquer pessoa com mais de dezoito anos pode ser um criador legalizado, desde que os passarinhos tenham nascido comprovadamente em cativeiro de um criador registrado no Ibama. Os interessados em adquirir passarinhos para iniciar um plantel precisam estar cadastrados no sistema. A Coordenadoria de Fauna alerta sobre a importância de verificar se a ave é legalizada e exigir a nota fiscal (caso de criadouro comercial) com o número da anilha e o nome da espécie. E adverte: "Pássaros comprados de criadouros não registrados no Ibama, mesmo os nascidos em cativeiro, portadores de anilhas fechadas e com nota fiscal, são considerados ilegais e não poderão ser registrados: não os compre".

Apanhar passarinhos diretamente da natureza e mantê-los presos é crime ambiental, previsto na Lei 9.605/98. A multa prevista é de R$ 500,00 por ave, podendo chegar a R$ 5 mil se a espécie constar da lista de animais ameaçados de extinção. Nesses casos, o infrator pode ficar preso de seis meses a um ano. Dúvidas sobre a utilização do Sispass podem ser solucionadas pelo telefone da Linha Verde do Ibama: 0800-618080; na unidade mais próxima; ou, pelo e-mail: sispass.sede@ibama.gov.br .



(Ibama)


No mundo, mas também em Portugal, água com qualidade é cada vez mais díficil de obter! Vigilantes da Natureza bem o sabem.  

FALTA DE ÁGUA TRATADA PREJUDICA CRIANÇAS PERUANAS

Deficiências nos sistemas de água tratada e de saneamento básico tem levado crianças no Peru a enfrentar problemas de crescimento. A afirmação é de uma pesquisa da Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.

Pesquisadores da instituição norte-americana, associados a colegas peruanos e chilenos, avaliaram 230 recém-nascidos entre abril de 1995 e dezembro de 1998, em Pampas de San Juan, na região metropolitana de Lima. O objetivo foi verificar os efeitos da água e saneamento no crescimento linear, a prevalência de parasitas e a ocorrência de diarréia.

Durante três anos, as crianças foram acompanhadas diariamente para a verificação de casos de diarréia. Uma vez por mês, tinham suas alturas medidas. Ao final, o estudo descobriu que as crianças que viviam em locais sem água tratada e saneamento básico apresentaram em média 1 centímetro a menos do que as que viviam em locais mais favorecidos. Os pesquisadores verificaram também uma incidência 54% maior de casos de diarréia.

De acordo com a pesquisa, a existência apenas de água tratada não é suficiente para fornecer benefícios adequados de saúde. Crianças que viviam em casas com água encanada, mas sem sistema de esgoto apropriado, mostraram-se também menores do que as que moravam em locais com infra-estrutura sanitária básica.

"O uso de água não tratada e o saneamento inadequado tem prejudicado a humanidade durante séculos e continuará a fazê-lo a menos que os governos encarem melhorias básicas na infra-estrutura pública como prioridades fundamentais", disse o líder do estudo William Checkley, da John Hopkins. "Não podemos deixar de lembrar sempre que o acesso à água tratada e ao saneamento básico não é um privilégio, mas um direito humano básico." O estudo foi publicado na edição de 10 de janeiro da revista médica The Lancet.



(FAPESP)


Mais um tímido passo na melhoria do nosso futuro colectivo! 

"Estreia da gasolina ecológica na UE"

Hoje carros verdes, daqui a pouco: gasolina "verde"!?

Daqui a alguns meses, os motoristas da União Européia poderão encher o tanque com um novo tipo de gasolina, à base de combustível normal e biológico. Mas será este um grande salto ou apenas um pequeno passo?

Se você sentir um cheiro de gordura velha no escapamento de um carro, trata-se, com certeza, de um carro alemão com o tanque cheio de biodiesel, combustível renovável à base de óleo vegetal ou gordura animal, até agora considerado um produto marginal. Usar o diesel biológico é quase a única opção para os alemães que querem andar de carro e preservar o meio ambiente. Ainda em 2004 entrarão em vigor novas normas da União Européia (UE) para que combustíveis tradicionais sejam substituídos por combustíveis ecológicos ou pelo menos misturados. Assim, a UE pretende aumentar a variedade de combustíveis não convencionais.

As novas normas fazem parte de um grande pacote de medidas visando promover as energias renováveis e reduzir a dependência da UE das importações de petróleo. Até 2005, a quantidade mínima de combustível biológico - seja puro ou misturado com combustível tradicional - deve alcançar 2%, chegando a 5% em 2010.

Continue sonhando, motorista!

Desde o começo do ano, o combustível biológico está livre de impostos na Alemanha , o que levou muitos a acreditar que assim ele ficaria mais barato. Segundo o secretário-adjunto do Ministério da Agricultura, Matthias Berninger, seria possível inclusive que seu preço caísse 16 centavos por litro – atualmente, o preço médio do litro de biodiesel na Alemanha está em torno de 85 cents. Mas segundo Rainer Winzenried, da Shell, não há motivo para os consumidores ficarem entusiasmados. “Não é apenas o combustível em si que determina o preço”, disse à revista alemã Spiegel, “ainda não sabemos se os custos extras ultrapassam o que se poupa com os impostos.” Estes custos se devem, segundo a indústria petrolífera, à necessidade de armazenamento próprio e de equipamentos especializados para misturá-los.

Também há dúvidas se a UE tem condições de produzir a cota de combustível biológico que gostaria. Quando a União Européia lançou as novas normas em 2001, cresceu a produção de matérias-primas como óleos vegetais, cereais e outros subprodutos orgânicos – tudo que serve à produção de combustível biológico. Com cerca de 30% da produção total da UE, a Alemanha é o maior produtor de combustível ecológico.

Enquanto a Alemanha já produz grandes quantidades de óleo vegetal para misturar com diesel, algumas companhias petrolíferas afirmam que falta etanol, produto feito de beterraba sacarina ou de plantas ricas em amidos, usado para acrescentar à gasolina.

O Automóvel Clube Alemão (ADAC) também avisa que o selo “bio” não significa um combustível 100% protetor do meio ambiente. “É certo que o combustível biológico tem vantagens em relação ao combustível tradicional, pois ele produz uma menor quantidade das emissões perigosas mais comuns. Porém, a emissão de óxidos nitrogenados até é um pouco maior”, disse Peter Hemschik do ADAC.

O combustível do futuro

Enquanto restam problemas para resolver, os defensores das energias renováveis acham que sem as novas normas da UE nunca haverá um mundo mais limpo e livre de emissões.

“Um dos obstáculos é a rede de distribuição – fazer que todo mundo tenha acesso fácil ao combustível 'verde'. Outro é produzir a quantidade necessária para sustentar essa distribuição”, disse Todd Allmendinger, diretor executivo do instituto Emerging Energy Research, à DW-WORLD. “A medida da UE vai ajudar a superar os dois obstáculos. Além disso, a nova norma aumenta a consciência popular e cria estímulos para a indústria automobilística. E sobretudo, dessa maneira, alcançará facilmente objetivos mais altos em prazos menos longos."

No mais tardar os europeus poderão encher seu tanque de gasolina mista em seis meses."


http://www.dw-world.de/brazil/

Mais um exemplo da importância das plantas na melhoria do bem estar do Homem! 

"PESQUISA COMPROVA EFEITO TERAPÊUTICO DO CIPÓ"

"Uma pesquisa do Departamento de Psicobiologia da Unifesp - Universidade Federal de São Paulo comprovou que o extrato da planta Tynnanthus fasciculatus, conhecida popularmente na Mata Atlântica como cipó-cravo ou cipó-trindade, possui efeito analgésico e não apresenta toxicidade quando testada em camundongos.

A pesquisa pode ser o primeiro passo para que a eficácia medicinal da substância seja comprovada também em seres humanos.
Usada há séculos como remédio caseiro para combater a má digestão e as dores de estômago, o cipó-cravo começou a ter suas propriedades estudadas cientificamente pois ainda não haviam estudos farmacológicos sobre esta espécie vegetal, constando apenas avaliações sobre seus componentes químicos.

Os testes in vitro mostraram que a Tynnanthus fasciculatus tem efeito antioxidante. Isso sugere que a planta pode ter componentes que inibem a ação dos radicais livres no cérebro e no restante do organismo.

A toxicidade da planta foi medida por meio da administração oral de diferentes doses do extrato em camundongos, que foram observados por 14 dias.

Os resultados mostraram que não houve mortes nem perda de peso em nenhum dos casos estudados. Já os efeitos analgésicos do cipó-cravo foram avaliados por meio de dois métodos. Os camundongos que receberam doses do extrato da planta permaneceram sobre uma chapa metálica aquecida sem demonstrar incômodo em relação ao estímulo do calor.

Um outro experimento mostrou que os animais que consumiram o cipó-cravo apresentaram reações inferiores à dor abdominal quando comparados aos que não haviam ingerido o extrato. O estudo verificou que, com uma dose de 500 mg/kg, já foi possível reduzir o número de contorções pela metade, o que comprovaria a ação analgésica da planta nesses animais.

Segundo a pesquisadora da Unifesp responsável pelos estudos, Rita Mattei, as próximas avaliações clínicas sobre a ação farmacológica da planta deverão ser realizadas em seres humanos para que a substância se torne reconhecida e seja liberada comercialmente como um produto fitoterápico."


(Agência Fapesp


A importância de se protegerem as plantas nativas e endémicas! 

Como na notícia seguinte se pode constatar, è de extrema importância a protécção de todo o tipo de plantas, principalmente as nativas e as endémicas, pois poderá estar nelas a solução de muitos dos problemas que hoje em dia enfrentamos, já que normalmente as mesmas posuem caracteristicas únicas1

"PLANTA PERUANA PODE RESGATAR ECONOMIA DO SEMI-ÁRIDO"

"Nativa das regiões desérticas do Perú e trazida ao Brasil na década de 40, a algaroba (Prosopis juliflora), que está bem difundida e adaptada ao semi-árido, reúne uma série de características que a transforma numa grande esperança econômica para o sertanejo da região.

Suas longas raízes chegam a 30 metros de comprimento, facilitando o acesso à água, o que deixa a planta verde durante todo ano. Costuma-se dizer que da algaroba se aproveita tudo: raízes e galhos na produção de carvão vegetal, caule é madeira de boa qualidade, a casca é usada para curtir couro e a vagem, na alimentação de animais, na fabricação de farinha e na preparação de uma bebida semelhante ao café.

O engenheiro de alimentos Clóvis Gouveia Silva vê no vegetal a solução de desenvolvimento para o Nordeste. Pesquisador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ele estuda formas de aproveitar as vagens da algaroba na alimentação e fabricação de bebidas.

O seu projeto de mestrado, "Dimensionamento do sistema de produção de aguardente bidestilada e envelhecida em barril de carvalho, a partir da vagem do algaroba", não se reduz à produção de aguardente, mas visa o aproveitamento integral das potencialidades oferecidas pela vagem da planta na produção de alimentos.

Por enquanto, o uso mais amplo da algaroba é na alimentação animal. “A desinformação leva as populações locais a subestimar o valor econômico da cultura que, se aproveitada racionalmente, sendo processada com tecnologias modernas, pode gerar grandes benefícios para a região”, diz Gouveia.

Ele desenvolveu a primeira aguardente de algaroba, bidestilada. A bebida se destaca pelas características aromáticas, da suavidade, do sabor e da coloração dourada. Na opinião de Gouveia, é o sabor que diferencia essa bebida das demais aguardentes.

A planta é rica em sacarose (teor médio de 30%), em proteína, nitrogênio, aminoácidos e contêm considerável teor de sais minerais; condições ideais para os processos de biotransformação. A árvore produz de 5 a 15 toneladas de frutos por hectare, e o rendimento na fabricação de aguardente é alto graças aos altos níveis de açúcar na planta.

A viabilidade econômica do projeto está ém estudo, mas os indicativos são de que a algaroba é mesmo muito útil para o sertanejo. O aproveitamento das vantagens oferecidas pela planta pode ser uma fonte de renda e emprego no sertão nordestino. O estudo da algaroba servirá ainda como forma de complementar o cardápio local.

Com a goma produzida com as sementes se faz farofa, farinha, pães, biscoitos, bolos, pudins. A partir do momento que as técnicas de aproveitamento da algaroba chegarem à população, pensa Gouveia, a carência por alimentos no semi-árido nordestino pode diminuir muito.

Porém, a algaroba tem status de “praga” do sertão. A planta é tão bem adaptada a região que se espalha rapidamente, invadindo áreas de plantas nativas. A semente germina principalmente em áreas salinizadas e degradadas (com pouca densidade de espécies nativas). Animais que se alimentam de sementes não trituradas da algaroba contribuem ainda mais para a disseminação.

A preocupação do pesquisador da Embrapa Semi-Árido, Paulo César Lima, é o impacto ecológico que a algaroba pode desencadear. O benefício econômico é claro, o que ele defende é um plano de manejo da algaroba. O crescimento desordenado da planta deve ser controlado, até para que ela não perca a esperança de solução e se torne problema.

Em julho de 2004, Lima apresentará ao Ministério do Meio Ambiente o projeto “Manejo de Áreas Invadidas por Algarobeiras”. Uma das soluções apontadas por ele para o controle da planta é o emprego maior da algaroba na produção de lenha e carvão."



(Agência Brasil)



quinta-feira, março 18, 2004

Uma situação que os Vigilantes da Natureza infelizmente conhecem bem! 

Metade das ETAR do país não funciona em pleno

Congresso da água - quatro dias de trabalhos sublinharam indecisões sobre o modo como o recurso vai ser gerido.

Descargas para o meio ambiente põem em causa ganhos de qualidade Uma associação com voz nas decisões sobre a água

São mais de metade as estações de tratamento de águas residuais (ETAR) com capacidade excessiva face aos esgotos que tratam, em grande parte devido à falta de conclusão das redes de drenagem para as quais foram concebidas. O deficiente tratamento detectado também em muitas ETAR põe em causa um recurso essencial, a água, que teve o seu VII Congresso temático no decorrer desta semana, em Lisboa.

Água doce, estuários e águas costeiras: estas temáticas dominaram o tema das comunicações e debates de iniciativa da Associação Portuguesa de Recurso Hídricos (APRH), que se renova de dois em dois anos.

Mas um dos estudos apresentados - não sendo sobre rios, lagoas, albufeiras, reservas subterrâneas ou litoral - mostrou como pode ser posta em causa a qualidade de um recurso do meio ambiente quando os esgotos não são tratados. Dois engenheiros com funções na Inspecção-Geral do Ambiente (Alexandre Freire e Aníbal Ramos) traçaram o quadro de atraso em que Portugal está, partindo de dados das ETAR em 2000 e 2001. E afirmam que, apesar de ser esperado um salto, com a criação de sistemas multimunicipais e outras medidas do Plano Estratégico de Abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais (2000-06), "será certamente muito difícil dar cumprimento integral aos níveis de tratamento estipulados" na directiva europeia, já datada de 1991.

Há muitas ETAR com funcionamento deficiente e com problemas ao nível da construção e concepção, constatam os autores. Faltam os regulamentos municipais de descarga e uma fiscalização eficiente das autarquias e a ligação de zonas industriais a ETAR urbanas aumenta, sem que as câmaras exijam o pré-tratamento dos efluentes.
Assim, a maior parte das infra-estruturas de saneamento que não cumprem valores limites de descarga são as que recebem uma parcela significativa de efluentes industriais, nomeadamente do ramo alimentar, com cargas orgânicas e de gorduras muito elevadas.

Os autores daquele estudo apontam ainda como "deficiente" o controlo de qualidade das águas residuais tratadas, que não será feito de acordo com as exigências da Lei.

São situações como essas que vão degradar o meio ambiente, particularmente os recursos hídricos que, quase invariavelmente, são os receptores das descargas. O VII Congresso da Água assinalou esses riscos e diversos foram os intervenientes a sublinhar o atraso de Portugal em matéria de tratamento de águas residuais, quando conseguiu avançar mais depressa no abastecimento de água para consumo humano. Isso apesar de a qualidade e a quantidade ainda não terem chegado a todos os portugueses.

Um dos méritos da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos é exactamente o de influenciar o poder político e as instituições doEstado", afirmou, ao JN, António Bento Franco, que agora cessa funções na direcção responsável por aquele congresso. A APRH exerce uma influência "benéfica, porque se situa sempre no campo técnico-científico, contribuindo para a tomada de decisões fundamentadas, sem se deixar instrumentalizar". Segundo ele, a comunidade científica ligada à água é muito alargada, com uma tradição inovadora e que tem sentido nos últimos dois anos um "patinar de soluções".


Fonte: Almeida Cardoso, http://jn.sapo.pt/
e http://ondas.blogs.sapo.pt/



Não ao abate de baleias, golfinhos e toninhas! 

As cadeias de hipermercados Wal-Mart e Tesco estão intimamente ligadas aos supermercados japoneses que vendem produtos de baleia, golfinho e toninha no Japão.
Sendo ainda as águas de Portugal muito frequentadas exemplares destas espécies, torna-se necessário ajudar activamente a preservação delas em outros locais do plateta.
Se concordar, pode assinar uma petição no sentido de influenciar a Tesco a recusar vender esses produtos, vela o link segunte:
http://www.petitionthem.com/default.asp?sect=detail&pet=961


Fonte: http://ondas.blogs.sapo.pt/


Policia Forestal, actuação excelente! 

"Apreendidas dezenas de simuladores de sons em Vila Real e Bragança

Insólito, Agentes da Polícia Florestal apanharam 35 engenhos proibidos, usados para atrair aves Já existem chamarizes com telecomando

Trinta e cinco simuladores de sons de aves foram interceptados pela Policia Florestal do Núcleo Regional de Trás-os-Montes, sediado em Vila Real. A operação desenrolou-se em Janeiro e Fevereiro em alguns concelhos dos distritos de Bragança e Vila Real, situados no Planalto Mirandês, zonas fronteiriças, Terra Quente e Nordeste Transmontano e Alto Douro.

Os aparelhos, usados essencialmente na caça ao tordo, são quase todos de origem espanhola e a sua utilização é proibida. Houve alguns caçadores que, ao notar que estavam a ser vigiados pela Policia Florestal, tentaram destruir os pequenos aparelhos com tiros.

Técnica é simples
Segundo João Fonseca, responsável pelo Núcleo da Polícia Florestal, "a eficácia do chamariz" é elevada. "Enquanto que, numa situação normal, um caçador pode abater sete ou oito aves, com os equipamentos pode chegar às 30".

A técnica de utilização dos simuladores de canto de aves é simples.
Os aparelhos, da cor do camuflado militar, são colocados nas árvores e, uma vez accionados, começam a emitir os sons (têm integrado um chip) da espécie que o caçador pretende abater. Entre outras, tordos, rolas, perdizes, codornizes e até javalis e veados.

As aves começam então a orientar o seu voo na direcção do chamariz, onde as espera as armas dos caçadores pouco escrupulosos.
No caso do tordo, há simuladores que são dotados de sons alusivos aos vários períodos de crescimento da própria espécie: desda a fase jovem, até à altura em que as fêmeas se encontram na época de acasalamento.

Na operação, foram encontrados outros artefactos para atrair aves. Desde um auto-rádio, com uma cassete de sons gravados, até um simples leitor de som. Mas a sofisticação nestas artimanhas chega ao ponto de haver já chamarizes telecomandados.

A Polícia Florestal registou, em Janeiro e Fevereiro, em Vila Real e Bragança, o abate de 4078 tordos. Número inferior ao do ano passado e de 2002."


Fonte: Almeida Cardoso, http://jn.sapo.pt/

As Áreas Protegidas que "não" temos 

ASSIM VAI A VERDE NAÇÃO X

Áreas desprotegidas

Há cerca de uma semana, o secretário de Estado do Ambiente surgiu a reivindicar mais verbas da Comissão Europeia para a gestão das áreas de Rede Natura. Não conheço os montantes que a União Europeia deseja disponibilizar para Portugal, nem tão-pouco os pressupostos que estão na base das verbas de 220 milhões de euros que o Ministério do Ambiente deseja. Uma coisa me parece certa: como se pode exigir que a Comissão Europeia forneça apoios para um país que tão pouco investe nas suas áreas protegidas nacionais e que, ao invés, tantos sinais e acções mostra de que essa não é uma das prioridades do país?

Recordo-me que, em 1996, salvo erro, um Conselho de Ministros, reunido no Dia Mundial do Ambiente, estabeleceu um conjunto de prioridades para os investimentos para as populações das áreas protegidas. A ideia era "compensar" os habitantes pelo serviço em prol do ambiente. Não vale a pena fazer hoje uma avaliação dos efeitos dessa medida, porquanto nunca teve qualquer consequência prática.

Na mesma linha, quantos aos investimentos em conservação da natureza "pura", os resultados são confrangedores. As nossas actuais áreas protegidas são meras zonas onde se colocam umas tabuletas designando o seu nome, mas onde as medidas de conservação de espécie e de habitats praticamente são inexistentes. É certo que existem alguns projectos de conservação, alguns estudos - muitos dos quais feitos por instituições universitárias -, mas sinceramente não conheço nenhum caso de sucesso em que as medidas do Instituto de Conservação da Natureza levaram à recuperação de uma espécie ou à preservação de um habitat. Ao invés, aquilo que se tem visto, de forma visível, são os incêndios do Verão a aniquilarem o património natural.

Compreende-se esta situação: as direcções das áreas protegidas não têm dinheiro - os orçamentos raramente ultrapassam as dezenas de milhares de contos (na moeda antiga), quase todo se esgotando em pagamento dos funcionários, a fiscalização é fraca e, mais a mais, os gastos de dinheiro são quase sempre dirigidos para obras e não tanto para o sector da conservação. Mais a mais, é o próprio Ministério do Ambiente que garante não ser, mesmo assim, investido tudo aquilo que se programa.

Poderia dar vários exemplos do falhanço da conservação da natureza em Portugal. Afinal, o nosso país está na lista dos 20 países com mais espécies com estatuto de ameaçadas do IUCN. Mas para mim, o caso mais gritante de incapacidade está na situação do lince ibérico, que diria ser a antí-tese do Monstro de Loch Ness, porquanto, ao invés da enigmática Nessie (que alguns garantem ter visto, mas ninguém acredita existir), ninguém vê há anos este felino em território nacional, apesar de toda a gente acreditar que existe.

Pessoalmente, espero que ainda exista, mas não deixa de ser paradigmático desta ausência de sensibilidade política para a conservação da natureza que seja exactamente nos locais onde esta espécie ocorre que se perpetaram vários atentados ambientais (vd. Auto-Estrada do Sul e barragem de Odelouca).

No entanto, mesmo que a preservação de espécies seja o parente pobre da conservação da natureza, mais me choca ainda a forma como se trata (ou maltrata) a paisagem das áreas protegidas.

É certo que ainda existem zonas espectaculares, mas quem for aos Parques Naturais da Ria Formosa, da Serra da Arrábida, de Sintra-Cascais, da Serra de Aire e Candeeiros e outras tantas fica chocado com alguns atentados urbanísticos.

Nos casos em que não existem "abortos" urbanísticos, dir-se-á que é mais devido à falta de dinâmica construtiva do que às medidas de contenção. A preservação não se deve a cuidados, mas sim a atrasos.

Nas áreas de Rede Natura e nas Zonas de Protecção Especial para Aves, a situação ainda é pior. Depois da polémica da sua criação no papel, assiste-se a uma completa estagnação. Não há planos, não há estratégia, não há investimento, não há absolutamente nada. É como se não existissem. Por isso, fico algo irritado quando vejo o Ministério do Ambiente lesto em reivindicar dinheiro dos outros quando nunca gastou um chavo que se visse.

A Bela...

Há quem critique antigos dirigentes ambientalistas de ocuparem cargos indicados por políticos. Não só dessa opinião. Desde que esses cargos sejam assumidos com o mesmo espírito e se a promoção não foi feita por "favores", penso mesmo que é uma mais-valia. É certo que esses antigos ambientalistas terão, porventura, de assumir uma maior coragem nesses cargos, pois os holofotes estarão para si direccionados. Os seus passos determinarão se se mantêm coerentes e fiéis aos seus princípios. Quando Helena Freitas, antiga presidente da Liga para a Protecção da Natureza, foi nomeada para o cargo de Provedora do Ambiente da Câmara Municipal de Coimbra não duvidei de que estávamos perante uma mais-valia. Confirmou-se agora com o seu parecer sobre a incineração de lixos urbanos para a região Centro.

... e o Monstro

O Ministério do Ambiente deve, por lei, elaborar um relatório anual sobre a qualidade da água para consumo humano até Setembro do ano seguinte aquele a que se refere. Em relação ao relatório de 2002, somente na semana passada, saiu o relatóriorio de 44 páginas cheias de coisa nenhuma e de perfeitas banalidades. Os outros relatórios já não eram muito detalhados, mas tinha anexos em Excel que permitia uma visualização mais detalhadas. Este nem isso. Se quiser saber que água consumiu no seu concelho, a alternativa é tentar obter essa informação através deste link. O problema é que não abre. Nos outros anos, a responsabilidade pela elaboração do relatório era do Instituto do Ambiente. Este ano passou a ser do Instituto Regulador da Água e Resíduos. Meteram água...


Obtido em: http://estragodanacao.blogspot.com/
"PORTUGAL ESTÁ À BEIRA DO PRECIPÍCIO. E PREPARA-SE PARA DAR UM PASSO EM FRENTE || Opiniões, forum de discussão e sondagens de ambiente e urbanismo em Portugal"

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