<$BlogRSDUrl$>

domingo, outubro 26, 2003

Comércio de Espécies Selvagens na União Europeia 


Existe na Internet um sitio com informação, em várias línguas, sobre o comercio de espécies selvagens. Contem informação variada e muito útil, sobre toda a problemática relacionada com esta matéria, onde inclusive se podem levantar questões e fazer perguntas de esclarecimento.

Nomeadamente:
Legislação Nacional e Internacional
Licença
Bem-estar
Criação
Marcação e rotulagem
Etc..

O Link para a página em português è: http://www.eu-wildlifetrade.org/html/pt/intro.asp


Noticia sobre o lince ibérico em Portugal. 

De novo no rasto do Lince-ibérico!

Recentemente têm vindo a público notícias sugerindo que o lince se teria extinguido em Portugal. Porém, uma equipa da Faculdade de Ciências de Lisboa acaba de reencontrar a espécie no nosso País.

Profª Margarida Santos Reis, Centro de Biologia Ambiental da Fac. Ciências de Lisboa (27-03-2003)

Uma equipa do Centro de Biologia Ambiental, unidade de investigação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, possui agora a prova incontestável de que o lince Ibérico ainda existe em território nacional.

O lince Ibérico (Lynx pardina Temminck, 1824) é o único grande mamífero endémico da Península Ibérica e foi na última década considerado pela União Internacional para a Conservação da Natureza como o felídeo mais ameaçado do mundo (Nowell & Jackson 1996) estando classificado como criticamente em perigo.

Outrora com uma vasta área de distribuição geográfica, tanto em Espanha como em Portugal (Rodriguez e Delibes 1990), no século XX enfrentou o declínio e a área de distribuição foi-se progressivamente restringindo a bolsas populacionais dispersas sobretudo pelo sul da Península com um número estimado de indivíduos muito variável. Pode dizer-se que o lince pagou caro a sua história evolutiva que se traduz numa elevada especialização em termos de habitat (matagal mediterrânico) e presas (o coelho-bravo, Oryctolagus cuniculus) e não se adaptou às novas paisagens geradas pelo homem nem a recursos alimentares alternativos.

As décadas de 40 e 50 foram anos negros para o lince pois sucederam-se as campanhas do trigo, que devastaram vastas áreas de habitat favorável, e a mixomatose, patologia que dizimou as populações de coelho-bravo. Desde então sucederam-se outros desiquilibrios igualmente induzidos pelo homem, como a destruição de outras áreas naturais para plantação de espécies florestais mais rentáveis economicamente (pinheiros e eucaliptos) e a introdução de uma nova patologia (a febre hemorrágica viral) tão drástica para os coelhos como a mixomatose e relativamente à qual tem um efeito cumulativo. Perante este cenário, o lince jamais conseguiu recuperar e nos anos 80 já era notícia a estimativa de apenas 50 indivíduos em território nacional distribuidos de forma desigual pelas áreas da Malcata, Vale do Sado, Contenda-Barrancos e Serras Algarvias (Palma 1980, Castro e Palma 1996).

Apesar deste cenário que já prenunciava uma situação critica para a espécie, apenas nos finais da década de 90 foi assumida a preocupação nacional com a espécie e foi promovida uma avaliação da situação populacional do lince (Programa Liberne – Instituto de Conservação da Natureza). Os resultados dessa avaliação (Ceia et al. 1998), baseada em métodos – inquéritos orais validados e indícios de presença - consensuais no estudo de mamíferos de hábitos elusivos e em situação de baixa densidade (Wilson et al. 1996), vieram confirmar o declínio generalizado da espécie ainda que identificassem outras áreas de ocorrência da espécie para além das já mencionadas (Malcata, São Mamede, Vale do Sado, Vale do Guadiana e Algarve Odemira) e um efectivo populacional dentro do valor proposto por Palma (1980). De ressaltar ainda a estreita ligação de alguns destes núcleos com áreas de ocorrência da espécie em território espanhol (Rodríguez e Delibes 1996).

Mais recentemente, e na sequência dos avanços tecnológicos no domínio da biologia molecular que permitem a identificação da espécie a partir de ADN extraído de amostras fecais, o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) apostou nesta nova metodologia e intensificou a recolha de potenciais excrementos no terreno e a respectiva análise (Pires e Fernandes 2001). Os resultados não foram animadores e suscitaram a necessidade de efectuar uma nova avaliação da situação populacional do lince.

Em 2002, e numa acção concertada com a Direção Geral de Conservação da Natureza em Espanha (Guzmán et al. 2002), o Instituto de Conservação da Natureza dá então início a um novo censo-diagnóstico à escala nacional mas em que se considera apenas como métodos rigorosos a análise positiva de excrementos mediante técnicas moleculares e registos fotográficos (“armadilhagem fotográfica”) não sendo dada qualquer relevância a avistamentos de animais vivos ou mortos e baseados numa descrição rigorosa da espécie. Os resultados preliminares deste censo (Sarmento 2002), que envolveu uma equipa de cerca de meia centena de técnicos e vigilantes do ICN e um esforço de 98 954 horas de amostragem nas áreas previamente identificadas como áreas de lince (Ceia et al. 1998), foram apresentados no decurso do Seminário Internacional sobre o Lince Ibérico, que decorreu em Andújar (Jaén, Espanha) entre 29 e 31 de Outubro, e a conclusão foi de que os “métodos utilizados não detectaram um único lince em Portugal” sendo “altamente improvável que ainda existam indivíduos errantes” (Sá 2003).. Este facto, conduziu à morte anunciada do lince sendo mesmo noticiado que perdemos o rasto do lince Ibérico.

Afirmações como estas levam a que seja assumida, prematura e precipitadamente, a extinção da espécie em território nacional, tanto mais que os métodos empregues para detectar uma espécie em tão baixa densidade e de comportamento tão discreto são condição suficiente para provar a sua presença mas não o contrário. Ignorar outros indícios de presença e observações de animais vivos e mortos por terceiros é um erro com consequências gravosas na estratégia de conservação da espécie.

É neste contexto que vem agora a lume este novo dado de que a presença da espécie em território nacional está confirmada precisamente através da identificação molecular de um excremento. Uma equipa de biólogos do Centro de Biologia Ambiental desde há quatro anos que procura evidências da ocorrência da espécie na área de implantação do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva. O projecto, que não se centra apenas no lince mas igualmente em outras espécies de carnívoros ameaçados, tem sido financiado pela Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva, S.A. (EDIA, S.A.), e desenvolve-se na área de regolfo (25000ha) da barragem de Alqueva e numa vasta área envolvente (110000ha), distribuindo-se por 15 concelhos do leste alentejano. Esta descoberta não ocorreu na área de regolfo da barragem, mas na área envolvente.

Trata-se de um projecto de monitorização de mamíferos carnívoros no âmbito do Programa de Minimização para o Património Natural e propôs-se acompanhar as diferentes fases de desenvolvimento do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva – pré-desmatação, desmatação, enchimento e pós-enchimento – e gerar propostas de minimização de impactes e de gestão ambiental tendo por base a avaliação da situação populacional das diferentes espécies alvo (lince, gato-bravo Felis silvestris, toirão Mustela putorius e lontra Lutra lutra).

Os métodos utilizados para tentar constatar a eventual presença de linces na área de estudo foram a realização de inquéritos orais para localizar avistamentos, a identificação de áreas mais favoráveis em termos de habitat e presas, e a prospecção intensiva do terreno para identificação de indícios de presença, sendo recolhidos para análise molecular os todos os excrementos cujas dimensões e morfologia sugiram que possam ser de indivíduos desta espécie. Dos seis excrementos enviados recentemente para análise molecular no laboratório da Estação Biológica de Doñana (CSIC, Sevilha-Espanha), um revelou-se positivo. Segundo os técnicos do referido laboratório, que se têm responsabilizado pelas análises de ADN de excrementos recolhidos em Espanha e Portugal, incluindo os citados no censo-diagnóstico, a análise foi repetida várias vezes e o resultado foi sempre idêntico – trata-se de um excremento de lince.

Com o presente achado, os esforços de campo desenvolvidos pelos biólogos Joaquim Pedro Ferreira e Iris Pereira numa área de prospecção tão vasta, foram recompensados e é mesmo caso para dizer que foi possível encontrar a agulha que era procurada no palheiro.

O projecto prosseguirá até ao final do corrente ano e a equipa encontrou entretanto outros excrementos que suspeita serem também de lince e que vão de imediato ser enviados para análise molecular. Este resultado positivo vem reforçar outras evidências (pegadas e informações orais) obtidas anteriormente no decurso dos trabalhos e que já apontavam para a ocorrência da espécie na área de estudo (Santos-Reis et al. 2000).

Renasce então a esperança de que ainda vamos a tempo de salvar uma das espécies mais ameaçadas do mundo e mais emblemáticas do nosso património natural, verdadeiro símbolo do matagal mediterrânico. Será que teremos a coragem de enfrentar este desafio e assumir de uma vez por todas as nossas responsabilidades?

Noticia obtida em http://lynxpardinus.naturlink.pt/

Para mais informações contactar:

Margarida Santos-Reis
Centro de Biologia Ambiental / Departamento de Biologia Animal
Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
Campo Grande, Edifício C2
1749-016 Lisboa
FAX: 217500028
TELEFONE: 21 7500000 ext 22305
E-Mail: msr@fc.ul.pt

sábado, outubro 25, 2003

Resoluções e Conclusões do 4º. Congresso Mundial de Rangers 

INTERNATIONAL RANGER FEDERATION
4th WORLD CONGRESS – VICTORIA, AUSTRALIA March 2003


Resolutions and Outcomes

Two resolutions will be taken to the IUCN World Parks Congress in Durban South Africa in September this year. Once every 10 years this Congress brings together the major deliverers of world protected area management and wildlife conservation. It includes staff and elected representatives from all levels of government and their agencies, and also staff from the Non-Government Offices (NGO’s) and conservation lobby groups. Members of the IRF will have the opportunity of speaking at the Congress.

The two resolutions are :

•‘Protecting the Protector’.

This deals with the action required for nations and their conservation agencies to further enhance the protection for staff working on the frontline in the protection of wildlife and wildplaces. Across the world many such staff die each year in the line of duty. (This resolution can be made available on request or found on the congress web-site)

Capacity Building – ‘Training the Ranger’.

This resolution focus’s on the enhancement of a rangers skills particularly at the professional level. It is targeted for the workshops of the congress sub-theme ‘New Skills for a New Century – Capacity Building’. The issue is seen important as, “an enhancement of a rangers competence to safeguard protected area resources is crucial to providing benefits, both within and beyond protected area boundaries”.


Outcomes of the congress can be assessed as being of a personal and professional development opportunity for each congress delegate. All had the opportunity to listen, learn, share and contribute. The many workshops and sessions allowed for a wide array of interests. Most importantly contacts and friendships were formed that will allow for further sharing of information and exchange in years hence. An example to highlight of this was : At an unplanned moment, simple but eloquent and emotional words from World Heritage delegate and indigenous representative Beryl Smith from Kakadu National Park, represented many delegates views when she spoke of her pride in being a ranger and working with all those people here at the congress in protecting ‘the land’.

From an agency or government perspective, outcomes of the congress will not have any significant, short-term effect. The congress, because it focuses on staff (rangers) at the ‘grass-roots’ / operational level, is designed for an enhancement of the individuals skills, building further awareness and enthusiasm, and a nexus to the global community of protected area staff (as per stated aims). Therefore the long term benefits for agencies will be the collective enhancement of delegates ongoing interest in furthering the rangers commitment, skill and initiative to their work in protected area management. An avenue for such collective enhancement will be the reporting back to their respective agencies and such forums as the World Parks Congress.

A participants survey was distributed for completion by the delegates during their return to Melbourne and many positive comments were received :
“….the opportunity to be at this conference was a life changing experience”
“….the overall experience was sensational. A great interaction of people, cultures, and areas”
“….a conference far above and beyond any I have ever attended”
The general areas of Program, Venues and Logistics received an overwhelming response of excellent. Of the 16 subcategories that delegates could comment on less than 0.5% considered the action unsatisfactory

The Congress Organising Committee and the IRF executive committee believe that all set Aims of the congress were met.


Conclusion

The IRF 4th World Congress was a resounding success. All delegates left with something : renewed vigour, new contacts, ideas and initiatives to try, new friends, and most importantly the knowledge that they were not alone in their endeavours in the sometime difficult and poorly resourced environments in which they worked. The Organising Committee is immensely appreciative of the hundreds of hours that the volunteers contributed and the support of the many sponsor groups.

A lasting memory of the congress will be the memorial plaque, located at Tidal Overlook, a quiet place now set aside to remember those rangers who died whilst protecting the places and wildlife they were dedicated to.


Andrew Nixon
Chairperson – IRF 4th World Congress Organising Committee

Um site sobre natureza bastante interessante. 

http://www.naturlink.pt

Plenário Nacional de Vigilantes da Natureza 

AOS VIGILANTES DA NATUREZA

PLENÁRIO NACIONAL
PELA DIGNIFICAÇÃO DA CARREIRA

A Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública e Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza vão promover, no próximo dia 4 de Novembro, pelas 11.00 horas, na Casa da Imprensa, em Lisboa, um PLENÁRIO NACIONAL DE VIGILANTES DA NATUREZA das Áreas Protegidas e das ex-Direcções Regionais do Ambiente.

Este Plenário tem por objectivo promover o debate em torno da actual situação da carreira profissional de Vigilante da Natureza, das condições de trabalho que lhe são oferecidas e da falta de resposta às aspirações há largo tempo apresentadas.

Apesar de ser reconhecida a manifesta importância da salvaguarda ambiental e da preservação da natureza, para a qualidade de vida dos cidadãos, as políticas definidas pelos sucessivos Governos em nada contribuem para que estes objectivos sejam alcançados.

Assim, ao longo dos anos, o investimento em recursos humanos e meios técnicos para os organismos que têm por competência garantir a conservação e protecção do meio ambiente, foi pouco ou nenhum.

ICN e DRA’s lutam, deste modo, com manifesta falta de vigilantes da natureza e estes, por sua vez, só com muita dificuldade conseguem exercer as suas funções, com a insuficiência de meios de transporte, de comunicações, de material de diagnóstico e até de formação, que é reconhecida.

Apesar da desmotivação que uma situação destas sempre acarreta, os vigilantes da natureza insistem em ver satisfeitas as suas aspirações, apresentadas ao Ministério do Ambiente – actual MCOTA – e até agora não satisfeitas.

Apostados em não desistir de ver melhoradas as suas condições de trabalho e preocupados com o actual estado de estagnação a que chegaram os serviços de que dependem, só lhes pode restar a disposição para prosseguir a luta até verem reconhecida a sua razão.

O Ministro das Cidades, do Ordenamento do Território e do Ambiente e os restantes responsáveis pelo Ministério têm que perceber que só com a satisfação das reivindicações dos vigilantes da natureza, estes poderão desempenhar cabalmente as suas funções, ao mesmo tempo que vêem dignificada a sua situação profissional.

O Plenário Nacional de Vigilantes da Natureza que a FNSFP e a APGVN convocam é mais um passo neste sentido, pelo que se torna da maior importância, a presença de cada um e de todos os vigilantes da natureza.

NÃO PODEMOS ESCONDER POR MAIS TEMPO O NOSSO DESCONTENTAMENTO!

TODOS AO PLENÁRIO NACIONAL!

Lisboa, 17 de Outubro de 2003

A Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública

***************************************************************************************************

INFORMAÇÕES ÚTEIS

1.A Federação solicitou à Secretária de Estado da Administração Pública e ao Ministro do Ambiente as facilidades para a dispensa de serviço dos participantes no Plenário.
2.Será passado um certificado comprovativo da presença no Plenário.
3.O Plenário realiza-se na Casa da Imprensa, situada na Rua da Horta Seca, 20, em Lisboa.
4.A Rua da Horta Seca situa-se junto do Largo de Camões, ao Chiado.
5.A deslocação para o Plenário deve ser acertada com o Sindicato da respectiva zona.



Abertura do BLOG - Desafio de Participação 

Colegas Vigilantes da Natureza e outros interessados na natureza, a partir de 25 de outubro de 2003 passamos a ter um Blog na internet onde podemos expressar as nossas opiniões, apresentar sugestões, fazer criticas, desabafos e demais assuntos que a todos ou apenas a um possam interessar.

Todo e qualquer texto ou assunto que desejem ver publicado, que farei sem qualquer alteração, poderá ser enviado para o email roquenuno@clix.pt, referindo essa pretenção, de preferência com identificação do autor.

Pede-se que tenham em atenção a linguagem utilizada, para que se mantenha um nível elevado e uma troca de opiniões/discussão proveitosa.

Um abraço e sucesso para todos.


Nuno Jorge

This page is powered by Blogger. Isn't yours?