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sábado, dezembro 06, 2003

Interessante e belo artigo sobre os Guarda - Rios 

Caro colega venho apresentar este artigo que foi publicado na Revista da Associação dos Engenheiros Técnicos Em Ciências Agrárias da Região Centro, n.º 11/Novembro 2003, que demonstra o sentimento de quem viveu e vive a perda de uma classe tão importante para o desenvolvimento do pais e de um futuro melhor para as gerações vindouras.

É com muito agrado que envio este texto ao caro colega afim de ser divulgado pela toda a nossa classe, talvez agora mais oportuno de que nunca com as ultimas noticias que saíram no Jornal Expresso.

Este artigo é para pensarmos e reflectirmos sobre tudo o que de menos bom, tem vindo a acontecer a esta Classe.
Bem haja a todos o colegas.

Vítor Cordeiro, Vigilante da Natureza, CCDR – Centro
vcordeiro@dra-centro.pt

"ONDE ESTÃO OS GUARDA - RIOS ?"

"Como eram belos aqueles pássaros azuis, patrulhas das águas límpidas deste país por descobrir .Guarda-rios pois claro!

Foi nesta primavera que se perdeu o último da espécie. Qual ave em vias de extinção. Verdadeiros amantes da natureza, das mulheres e homens da nossa terra, do rio, da montanha, floresta, pântano, arrozal ou bosque. Também pescadores e ou caçadores. Verdadeiros conhecedores do seu rincão, desde o caminho mais curto até ao rio, à fonte, ou à foz do ribeiro, através da floresta, ou daquele caminho que poucos conhecem, nas horas apertadas. Aquele sítio, onde se via logo a descarga da fábrica. O miradouro donde se via o areal, o areeiro e as máquinas em movimento.

Nos sabores populares, lá encontramos o cozinheiro, homem de temperos mil. Lampreias, enguias, bogas, trutas ou serão roubacos? A chanfana, a tigelada, manjares sem fim. O músico, do acordeão ao violino. A solo, ou com a sua banda. Sim, fadistas, muitos, também o rouxinol da ramalha. Também um dos primeiros ilusionista deste país, pai dessa afamada estrela de televisão, também ele poeta e pintor.

Quanta ingratidão ao longo de anos, nem sempre foram considerados funcionários públicos, abandonados, tratados com desdém, colocados em pardieiros. Como naquele, na Vila da Lousã, onde apesar do calor de Julho, todos estavam encolhidos.

Poucos se recordavam durante largos anos de serviço que o Chefe de Secção, tivesse descido ao povoado. Todavia apesar de esquecidos, souberam ocupar bem o tempo com o seu negócio, sem esquecer o serviço. Desde os seguros, cafés, restaurantes, até a supermercados. Temos também os homens do arroz. Um chateou-se com o chefe e bateu com a porta. Uns dedicaram-se à criação de animais, outros à sua vinha ou olival .Todos apesar das agruras da vida, demonstraram valor acima da média, na sociedade onde estão inseridos.

Aves que guardaram bem o seu ninho, amantes extremosos, sempre ávidos de uma descoberta ou conquista, mas sempre simpáticos com a sua dama, fosse ela feminina, ou apenas trabalho.

Percorreram montes e vales, a pé, de bicicleta, mota, carro próprio, à chuva, ao vento, ao calor e ao frio, muitas vezes sozinhos na imensidão desse mundo, chamado Pampilhosa da Serra, ou outra terra qualquer. O transporte em Jeep do Estado, foi uma lança em África, quem se recordará? Inovação no início da década de 90. Logo aproveitada por certa gente, para implementar as célebres brigadas de fiscalização, qual separação do trigo, do joio. Alguns que gostavam da fiscalização, preferiram o joio, ou seria o trigo.

As tão engraçadas idas a Tribunal, como aquela em Arganil, nos confins do mundo, ainda sem as estradas que hoje conhecemos. Apanhar a camioneta no dia anterior, para estar lá de manhã. A audiência, o Senhor Doutor Juiz pediu emprestado o Regulamento, o conhecimento, o sorriso. O regresso a casa, dois dias depois!

Por via do mando e do medo, trabalhos mil, por coisa nenhuma. A arranca da batata , a cura da vinha, para o Senhor Chefe de Lanço.... Era preciso obedecer para ir à terra ver a namorada, a mulher e os filhos. Senhor fulano, esteja ás tantas horas na ponte da galega. Ai de quem não estivesse. Os cães estavam sempre lá. Quantas léguas, era preciso sair de madrugada, estava a chover torrencialmente, mas era o destino, imposto por homens que mandavam noutros homens, pior que o pastor nas suas ovelhas. Talvez fosse o Pato que escapou à morte por uma unha negra, o cão esteve armado, também ele por ser da espécie, era cruel, porque impunha a sua lei, talvez para poder sobreviver. Saiu como a maioria, mesmo como os cães de fila, com um pontapé no traseiro.

Os pescadores furtivos, as bombas, as noites perdidas, a chuva ou o luar. A pesca do meixão, uns querem, outros nem tanto. Os ordenamentos, da treta, Castelo de Bode, empenhamento, tanto sacrifício para nada. Aquela famosa aventura e os crocodilos que afinal, eram ficção.

O Director e o brilhantina na porta da frente, ele o do casino, na porta de trás. Acompanha o chefe ao longo de quilómetros da Vala do Sapagal, o chefe transpira! Ele sorri.

A limpeza do ribeiro, os porcos mortos, rio abaixo, ou seriam galinhas? O lixo que ninguém quer no quintal e que vai para a margem do ribeiro, ou talvez para a margem do vizinho. A máquina tem de passar para fazer a limpeza, diz ele. Aqui ninguém passa, diz um, outro mostra uma forquilha bailarina. Outra mais senhorial, vai buscar uma bela arma de dois canos e rosna. Entrem lá e saem daqui em quatro. Por fim, chega uma patrulha da GNR, armada até aos dentes, tudo acabou em bem, com a crua realidade da força.

O telefone toca, ela atende, o meu João não está! Saiu, só vem logo à noite. Sempre aquela história, ou outra parecida. Gente sábia e sabida, sempre na defesa perante o desconhecido. O padre sempre com a palavra correcta, o trabalho certo, visível e invisível. O sargento-ajudante, seus ditos, anedotas, piadas e palavras de apoio aos expectantes companheiros.

A espécie ficou perdida para sempre. Por culpa de muitos, não se conseguiu após 6 penosos anos a salvação, em que se sabia que o fim estava próximo. Enquanto houve vida, o trabalho era visto e visível, mesmo para os da Bencanta. O fim começou naquele dia em que o Director estava a pedir em vão a Lisboa, que alguém colocasse ovos na chocadeira. Ou naquele outro, em que um director, afirmou que os Guarda-rios não eram precisos para nada!? Mais uns directores não ficavam mal, pensou o dito, outros seguiram o pensamento.

Tentadas várias posturas, com várias formas e temperaturas. Congressos, viagens e rezas junto dos vários deuses. Alguns também com pés de barro, como os outros mortais. Também eles não quiseram aqueles ovos na incubadora. Queriam uns parecidos com os deles, semelhantes a milhafres, gaviões ou abutres, os da turma.

Existe por aí, no espaço, sideral, talvez, algumas gotas de ADN, dos afamados Guarda-rios, ou serão lágrimas de tristeza, por não ser possível a companhia desses seres maravilhosos perdidos para sempre, ou talvez não, quem sabe?

O sol vai nascer todos os dias, como sempre. Aquelas viagens sem a vossa presença, jamais serão iguais. A nossa caminhada pelos montes e vales que guardam a vossa memória, vai arrefecer ainda mais os nossos corações, na noite gelada de qualquer caminho, na rota do serviço público.

Ah pois as correntes, a poluição, aterros, entulhos, lixo, obras. Está tudo limpinho e direitinho, benza-os Deus. Com tanto director e chefe, não se poderia esperar mais. As receitas estão em queda, quem diria! Sem ninguém no sertão, qual a novidade? Só um milagre, quanta miopia.

Resta uma pequena ninhada! De que serão? Conseguirá a espécie sobreviver? Acontecerá o mesmo que aos célebres dinossauros? Na Administração Pública, como na aldeia global, os reles seres vivos terão direito à vida? Ou só haverá lugar para Eles e para os deuses?"

Coimbra, SHC, DSRBMPIN, 17 de Abril de 2003
Manuel Nogueira Belchior



Apoio das ONGA's Portuguesas aos Vigilantes da Natureza 

Como se pode depreender das mensagens enviadas pela Quercus e LPN, estas associações demonstraram apoio e mostram-se preocupadas com os problemas que os Vigilantes da Natureza enfrentam, revelando que eu, Nuno Jorge, me enganei em alguns pontos da minha apreciação sobre a falta de apoio das ONGA's.

No entanto e como já tinha afirmado, as ONGA's Portuguesas mais uma vez mostram que não se pretendem comprometer, pois não são capazes de demonstrar publicamente o que pensam sobre toda esta questão, assim como me parece que não o fizeram junto de nenhum membro do governo, como tal fizeram muitas associações estrangeiras..

Deixa-se portanto, à interpretação de cada um, o significado que isto terá!!

Correspondência de apoio da LPN para APGVN e Grupo de Trabalho dos Vigilantes 

Ex.mo Sr. Presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza
Olho de Boi, Apartado 131
2800 Almada

Responsável pelo Grupo de Trabalho dos Vigilantes da Natureza na Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública
Rua Rodrigues Sampaio, 138, 3º
1150-282 Lisboa

N/Ref.ª: 03/2711 e N/Ref.ª: 03/2712
Assunto: Pedido de apoio dos Vigilantes da Natureza de Portugal.

Lisboa, 25 de Novembro de 2003

Ex.mo Sr.,
A Liga para a Protecção da Natureza, Organização Não Governamental de Ambiente, vem por este meio exprimir a sua solidariedade em relação ao pedido de apoio dos Vigilantes da Natureza de Portugal, dirigido por via electrónica a 21 de Novembro do corrente mês.

A LPN reconhece as dificuldades actualmente existentes no desempenho das funções por parte dos Vigilantes da Natureza e defende o reforço, bem como a melhoria das condições de trabalho, desta importante classe profissional na persecução de uma Política Pública da Conservação da Natureza responsável e eficaz, o objectivo comum da LPN e da V. Associação.

Subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos:

O Presidente da Direcção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza
José Manuel Pereira Alho


Mensagem recebida da Quercus, para V.N. 

Tendo em conta o papel primordial dos Vigilantes da Natureza no bom desempenho da Conservação da Natureza em Portugal, venho por este meio manifestar o meu interesse pessoal e o da própria Quercus em manter um bom relacionamento entre ambas as partes. Julgo até que seria muito interessante podermos trocar algumas ideias pessoalmente no início do próximo ano.

04/12/2003 13:25, Com a maior consideração,

Hélder Spínola
Presidente da Direcção Nacional da Quercus

Secretariado da Direcção Nacional
Quercus-Associação Nacional de Conservação da Natureza
Apartado 4333 - 1505-003 Lisboa
Tel.: 351-21.7788474; fax : 351-21.7787749
e.mail : quercus@quercus.pt
T.M.: 93.7788474

quinta-feira, dezembro 04, 2003

Noticia sobre V. N. no jornal Expresso Online 

No Site do Jornal Expresso, está uma notícia sobre Vigilantes da Natureza, que a seguir se transcreve, após a lerem é de todo conveniente deixarem o vosso comentário no próprio Site.

O link é o seguinte: http://online.expresso.pt/home/default.asp
ou então http://online.expresso.pt/home/interior.asp?id=24741723

Noticia referida:

"Ministro Amilcar Theias prepara para 2004

GNR substitui Vigilantes da Natureza

O Ministério das Cidades, do Ordenamento do Território e Ambiente (MCOTA) pretende substituir os Vigilantes da Natureza (Rangers), que vigiam e fiscalizam o ambiente e a natureza, por forças militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), revelou ao EXPRESSO Online Francisco Correia, vice-presidente da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN) e representante europeu na International Ranger Federation.

«Devido a pressões exercidas por órgãos da Comunidade Europeia junto do Governo português, e no decurso da concentração nacional realizada no dia 25 de Novembro em frente ao ministério, um grupo de representantes dos Vigilantes da Natureza foi recebido por um assessor do ministro, onde foram expostos os problemas graves que nos afectam», refere Francisco Correia, acrescentando que houve a garantia de abertura de negociações em Janeiro de 2004.

A substituição por elementos da GNR, segundo o responsável, levará à extinção da carreira dos Vigilantes da Natureza.

O vice-presidente da APGVN acusa ainda o ministério de desviar para a GNR os meios que deveria proporcionar aos Vigilantes da Natureza. Segundo Fernando Correia, «não há qualquer vantagem em ser a GNR a fazer este trabalho porque não têm vocação e acabam por vir pedir-nos ajuda».

Os Vigilantes da Natureza lamentam ainda que as várias associações de defesa do ambiente não se tenham mostrado disponíveis para apoiar esta causa, sendo a Quercus a única que até ao momento se manifestou interessada.

O responsável recorda que nos anos 80, em Espanha, «se tentou fazer o mesmo que agora se está a fazer em Portugal, ou seja, substituir profissionais dedicados à defesa do ambiente e conservação da natureza por forças militares repressivas, o que não resultou e levou os responsáveis pela protecção do património natural a voltar atrás».

Actualmente existem cerca de 250 Vigilante da Natureza - 150 no Instituto da Conservação da Natureza e os restantes nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional - que exercem funções no MCOTA, onde têm missões na área da vigilância, fiscalização, informação, sensibilização e monitorização da natureza e ambiente.

19:23 4 Dezembro 2003"

Mensagem enviada ao Partido Ecologista "Os Verdes" 

Exmos. Senhores,
segundo a notícia que a seguir se transcreve publicada em http://noticias.clix.pt/Local/57201.html, os Senhores apresentaram uma queixa à GNR relativa à morte de peixes, sendo uma atitude claramente louvável, a mesma não pode deixar de ser criticada, pois revela um grave ignorância, mas também pelas razões que se colocam.

Sabem que: A entidade máxima no processamento dessa questão è o Ministério das Cidades, do Ordenamento do Território e Ambiente, ou então um dos seus organismos regionais, as CCDR's?

Sabem que: No referido Ministério e seus serviços, ICN e CCDR's existe um Corpo especialmente dedicado a estas questões e com atribuições legais específicas na Vigilância e Fiscalização do Ambiente e da Natureza, sendo o Corpo de Vigilantes da Natureza?

Sabem que: O Corpo de Vigilantes da Natureza teve o inicio da sua implementação em 1975, enfrentando presentemente os seus elementos graves problemas, mesmo a eventual extinção, devido ao Ministério não cumprir as suas obrigações para com eles, formação, equipamento, número de efectivos, etc.?

Sabem que: Uma grande parte das dificuldades que enfrentam, deve-se ao facto de o Ministério estar a investir elevados montantes próprios na formação do SEPNA, que embora o trabalho dos elementos de campo seja bastante meritório, não passa ainda de uma força militar de repressão?

Sabem que: Frequentemente, os Vigilantes da Natureza, após a intervenções do SEPNA e se ter recebido a sua documentação, têm que voltar ao local dos acontecimentos para complementar e corrigir a intervenção efectuada, duplicando assim o esforço, as funções e os meios usados?

Se por acaso não têm conhecimento destes factos, a verdade è que não há desculpa, mesmo mais ainda pela mítica que os Senhores representam.

Se consideram que o Ministério e os Vigilantes da Natureza não desempenham bem as suas obrigações, os Senhores têm alguma responsabilidade nisso, pois estão representados no local adequado para estas questões serem debatidas, a Assembleia da Republica.

Facto também claro, è que até ao presente os Senhores ainda não se interessaram pela “luta” que os Vigilantes da Natureza têm levado a cabo, embora tenham sido enviadas diversas mensagens para os vossos endereços electrónicos.

Infelizmente, o desinteresse por esta questão em Portugal parece alargado, pois se presentemente o Ministério se dispôs a receber-nos para se discutirem os nossos problemas, deve-se fundamentalmente ao apoio recebido de colegas de outros países e da Comunidade Europeia.

Para melhor esclarecimento sobre Vigilantes da Natureza, veja-se documento em anexo.
(Resumo Histórico/Jurídico)

Com os melhores cumprimentos, agradecendo a atenção prestada,
Nuno Jorge
Vigilante da Natureza

NOTÍCIA REFERIDA:

"Partido ecologista apresentou queixa à GNR
"Os Verdes" denunciam aparecimento de peixes mortos em Alpiarça (04/12 | 18:22)

"Largas dezenas de peixes" apareceram mortos numa lagoa junto ao Paul da Goucha, em Alpiarça, denunciou hoje o Partido Ecologista "Os Verdes", que apresentou queixa à brigada verde da GNR.
Em comunicado, "Os Verdes" dizem ter verificado a situação no local, juntamente com elementos da concelhia da CDU, depois de terem sido alertados por "populares que ali pescam habitualmente".

"Os Verdes" pedem que sejam esclarecidas as causas da mortandade dos peixes, "porque poderemos estar perante um problema de contaminação de águas, que pode ter origem na antiga lixeira ou no despejo de resíduos tóxicos naquele local", afirmam.

Os eleitos locais da CDU vão pedir à autarquia para interditar a pesca naquele local e vedar o acesso para "prevenir possíveis problemas de saúde pública" e "impedir despejos ilegais de resíduos tóxicos".

Na autarquia não se encontrava disponível qualquer elemento do executivo para prestar declarações.

publico.pt"


quarta-feira, dezembro 03, 2003

Falta de apoio de O.N.G.A.'s 

Porque as Organizações Não Gorvernamentais de Ambiente não mostraram apoio aos Vigilantes da Natureza?

Como sabem, devido à falta de respostas do Ministério do Ambiente quanto à resolução dos problemas que afectam os Vigilantes da Natureza, nos diversos serviços onde estão integrados, foi pedido o apoio de diversas Associações de Defesa do Ambiente e da Confederação Portuguesa de Associações de Defesa do Ambiente, nomeadamente: Querqus, Lpn, Fapas, Geota, Spea, Amigos do Mar, Gaia, Confederação, etc.

Mas lamentavelmente e até hoje nenhuma demonstrou o seu apoio ou se dirigiu a qualquer de nós, grupo de trabalho e associação, no sentido de demonstrar o seu público e claro apoio. Podemos afirmar de certeza absoluta, de que obtivemos mais apoio de organizações de outros países, assim como da Comunidade Europeia do que de Portugal, parecendo mesmo que não estamos todos inseridos no mesmo meio.

Será porque não nos conhecem?
Será porque não vivemos e trabalhamos todos em Portugal?
Será porque não somos Portugueses?
Será porque não temos todos o objectivo de contribuir para a melhoria da conservação da natureza e preservação do ambiente?

Não me parece que por isto seja, já que quer nas Áreas Protegidas, quer nos diversos serviços das ex-DRAOT's, sabem procurar-nos quando precisam do nosso apoio para realizarem os seus trabalhos e os seus dirigentes atingirem os objectivos que se propõem. Mais ainda quando muitos Vigilantes da Natureza são associados destas organizações.

A verdadeira resposta à falta de apoio claro e público, talvez esteja no facto de os Vigilantes da Natureza e a resolução dos graves problemas que os afectam, não garantirem cargos de Presidente, Director, Assessor, Consultor ou outros, nem criarem possibilidades de os dirigentes das ONGA's aparecerem na televisão.

Assim, tanto os Vigilantes da Natureza em geral, como a Associação em particular, devem ponderar sempre qualquer pedido de apoio oriundo destas organizações e se o mesmo será verdadeiramente vantajoso para a conservação da natureza e preservação do ambiente ou se será apenas vantajoso para os seus dirigentes e assim aumentar a sua projecção e o seu curriculo pessoal.

Por tudo isto, a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza deveria ponderar sériamente a sua continuidade na Confederação, já que parece que só è lembrada no momento do pagamento da quota.



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