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terça-feira, dezembro 30, 2003

Em 2004 

SE FOR PRA ESQUENTAR,
QUE SEJA O SOL!

SE FOR PRA ENGANAR,
QUE SEJA O ESTÔMAGO!

SE FOR PRA CHORAR,
QUE SEJA DE ALEGRIA!

SE FOR PRA MENTIR,
QUE SEJA A IDADE!

SE FOR PRA ROUBAR,
QUE SEJA UM BEIJO!

SE FOR PRA PERDER,
QUE SEJA O MEDO!

SE FOR PRA CAIR,
QUE SEJA NA GANDAIA!

SE EXISTIR FOME,
QUE SEJA DE AMOR!

Se for pra ser feliz…, Que seja o ano todo!!!!!!!!!!!!
FELIZ 2004



Enviado por Susana Pires, msusy@sapo.pt
Reseva Natural da Serra da Malcata

Vigilantes da Natureza e o Meio Ambiente, a perspectiva de um colega dos Açores* 

O contributo do Vigilante da Natureza para a conservação do meio ambiente.

Quando me sugeriram que escrevesse umas curtas linhas sobre este assunto, logo transmiti a dificuldade de ser sucinto, sobre este tema actual e de elevada importância para a preservação das espécies, habitats e ecossistemas insulares, património natural que nos identifica no contexto da diversidade mundial.

Para se conservar, é necessário um compromisso profundo com as gerações vindouras que permita implementar na prática um conjunto de medidas de forma a manter ou restabelecer os habitats naturais e as populações de espécies da fauna e da flora selvagens num estado favorável. Isto é, manter habitats suficientemente amplos e saudáveis para que as suas populações se mantenham a longo prazo.

Os projectos de conservação que incidem sobre determinada espécie, dentro do seu habitat, denominam-se Conservação in-situ.
Pelo contrário, quando se inicia um processo de conservação sobre determinada espécie ou habitat, utilizando diversos meios tais como por exemplo manipulação de genes em laboratório, germinação, ou um crescimento cuidado e acompanhado fora do seu habitat natural, dá-se o nome de Conservação ex-situ.

Para que a conservação da natureza seja um processo real e efectivo primeiro que tudo é necessário que haja sensibilidade política para criar grupos de trabalho motivados para abraçar um trabalho cujos resultados só são visíveis a médio-longo prazo.

Aqui o papel do Vigilante da Natureza é relevante, sendo ele que diariamente percorre todo o labirinto da ilha, observa, contacta com a população, informa-se e informa, sensibiliza e sente-se sensibilizado, cataloga e passa a informação superiormente, sendo esta analisada seguindo os trâmites normais consoante prioridade.

O Vigilante da Natureza acompanha os trabalhos realizados no âmbito da conservação in-situ e ex-situ, ou seja, conhecedor dos ecossistemas insulares identifica, e por vezes diagnostica, no terreno as ameaças e atentados à conservação das espécies e habitats, transmitindo superiormente toda a informação. Seguimos a evolução das espécies mais ameaçadas, para algumas das quais se aplicou o processo de Conservação ex-situ; refira-se a propósito que o Jardim Botânico do Faial tem efectuado um excelente trabalho com resultados muito positivos, dos quais destaco a germinação de Veronica dabneyi, Ammi sp., Myosotis maritima e Myosotis azorica espécies extremamente ameaçadas.

O Vigilante da Natureza é responsável, como agente educativo e sensibilizador, utilizando o diálogo, a legislação e a educação ambiental como as suas ferramentas de trabalho durante as acções de fiscalização que desenvolve e que se pretendem eficazes e efectivas a longo prazo.

O Vigilante da Natureza realiza ao longo do ano, diversas iniciativas com a população, escolas e escuteiros, sempre com o objectivo de dar a conhecer e deste modo valorizar um Património Natural possuído por uma “atlânticidade” que o faz ser diferente.

De peculiar valor intrínseco esta profissão ainda jovem no nosso país, é a imagem de um Estado consciente e com sentido de responsabilidade pelas questões ambientais.

A este Estado, cabe o dever de zelar por nós homens e mulheres, dando-nos melhores condições para o desempenho das nossas funções e aumentando o nosso efectivo para que possamos continuar a ser mais um elo entre outros tantos que trabalham diariamente para a conservação da natureza (cidadãos, governantes, associações de defesa do ambiente, ecologistas e cientistas).

Para que esta, Remanescente Riqueza Natural perdure e seja o testemunho de um povo, que soube resistir à ganância de uma riqueza imediata e a qualquer custo, termino com a frase de um amigo, que recolhi a Ocidente destes Ilhéus de lava negra, numa terrinha aconchegante chamada “Coruche”… “A Conservação da Natureza é feita pelo homem e para o homem”, (Arquiteto José M. Vasconcelos).


Horta, 28 de Dezembro de 2003.

*Helder Fraga, helderfraga@iol.pt
Vigilante da Natureza, Secretaria Regional do Ambiente
Faial - Açores - Portugal

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