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sábado, janeiro 10, 2004

Consumo de ervas medicinais 'ameaça espécies'! 

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Em Portugal, esta ameaça tambem se coloca e com uma gravidade em crescendo, pois se antigamente o uso éra principalmente particular e as pessoa preocupavam-se em não estragar aquilo de que precisavam frequentemente, nos nossos dias já não é assim, pois o objectivo è o lucro e quanto mais se colher/apanhar maior ele será!!! ( O mesmo tambem está a acontecer com os cogumelos.)

Perante isto, os responsáveis pouco ou nada fazem, nem sequer tentam aplicar, no "terreno", os estudos e as leis que se encontram no papel!!!

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Pesquisadores da organização ambientalista WWF (Fundo Mundial para a Natureza) fizeram um alerta para a ameaça que o crescente consumo de ervas medicinais está colocando sobre as plantações no mundo todo.

Eles afirmam que 10 mil espécies das 50 mil ervas medicinais conhecidas podem desaparecer do meio ambiente por conta do consumo desenfreado.

Num relatório a ser publicado na próxima semana, outro grupo ambientalista, Plantlife International, afirma que arbustos inteiros estão sendo destruídos apesar de apenas as suas folhas serem usadas para a produção de remédios.

A Plantlife International está pedindo mais cuidado na hora da colheita.

Milhares de ervas medicinais são comercializadas na Europa.

Mais de 1,3 mil plantas medicinais são comercializadas somente na Europa. Cerca de 90% dessas plantas são encontradas em matas e florestas.

O mercado de plantas medicinais nos Estados Unidos e na Europa cresceu uma média de 10% ao ano na última década, segundo pesquisas.

Acredita-se que esse mercado movimente pelo menos US$ 20 bilhões (RS$ 57 bilhões).

Martin Harper, da Plantlife, disse à revista New Scientist: "Com a demanda e a comercialização crescendo rapidamente, o futuro das plantas que mais ajudaram a humanidade através dos séculos está mais incerto do que nunca".

"É hora de a indústria se unir às organizações ambientais para garantir que as colheitas de plantas medicinais tenham um futuro sustentável", acrescentou Harper.



(08 de janeiro de 2004 - bbcbrasil.com)


Quercus dá nota negativa à nova Lei da Água!  

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Vigilantes da Natureza vão estar no meio de tudo isto!!!
Juntando-se tal, aos problemas e dificuldades que hoje já enfrentam

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A associação ambientalista Quercus faz um "ponto de situação muito negativo" da eficácia da nova Lei da Água, cujo período de consulta pública termina amanhã.

Em causa está a nova lei-quadro da água, que faz a transposição da directiva-quadro da água 2000/60/CE e do decreto-lei sobre titularidade dos recursos hídricos.

A associação considera que o problema principal é a "enorme e abissal diferença" entre os princípios legislativos e "o historial de ineficiência, ineficácia, falta de avaliação e ausência de resultados e incapacidade para mudar a situação do país".

A Quercus lembra que Portugal ainda tem de resolver "problemas de primeira geração", como o abastecimento de água de má qualidade a cerca de 200 mil habitantes, falhas de fiscalização dos poluidores e a incapacidade de "pôr em prática os princípios do poluidor-pagador e utilizador-pagador".

Além disso estão "estagnados" o Plano Nacional da Água, os Planos de Gestão de Bacias Hidrográficas e o Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água.

"As propostas em causa merecem-nos o maior pessimismo no que respeita à sua aplicabilidade e aos resultados que serão obtidos", comenta a Quercus em comunicado.

A associação critica nove pontos na nova lei da água. O primeiro é que o documento não refere as Zonas Ameaçadas pelo Mar, apesar de a "formulação jurídica sobre a titularidade dos recursos hídricos ser positiva e parecer resolver de forma mais clara os limites de propriedade e de intervenção do Estado".

Em segundo lugar, as administrações de "Bacia Hidrográfica arriscam-se a continuar o 'status quo' de desarticulação na gestão das bacias hidrográficas". Actualmente, vários rios têm repartido o licenciamento e fiscalização das utilizações e actividades relacionadas com os recursos hídricos por várias regiões, o que, segundo a Quercus, não tem funcionado, porque não há comunicação entre os organismos regionais. O novo modelo arrisca-se a criar uma nova estrutura que mantém essa desarticulação, pois não são definidos mecanismos de interligação e comunicação.

A Quercus critica ainda o facto de existirem planos, instrumentos e programas "a mais" e de não estar esclarecida a sua articulação.

O regime de concessões do domínio hídrico admite um "prazo exagerado" que pode ir até 75 anos, considera a associação. A Quercus lamenta que se isentem de pagar taxas as utilizações que não sejam susceptíveis de criar um impacte significativo no estado das águas e dos ecossistemas.

Por último, é criticado o facto de as autoridades portuárias continuarem a administrar áreas sem vocação para essa actividade, a não referência ao princípio de que a água não é um produto comercial e a permissão do deferimento tácito relativamente a pedidos de autorização para utilização de recursos hídricos.

A Quercus considera que a lei-quadro da água deveria prever a disponibilização actualizada do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos e de documentos disponíveis ao público através da Internet.


(09/01/2004 - publico.pt)

PORTUGAL ILUMINADO 

Maior central de energia solar do mundo vai ser instalada na Amareleja

O Baldio das Ferrarias, na vila da Amareleja, concelho de Moura, por ser um dos locais do planeta com maior número de horas com sol, foi o local escolhido para a instalação daquela que vai ser a maior central de energia solar do mundo.

Mais de 100 hectares de painéis solares fixos e móveis - uma dimensão 12 vezes superior ao maior projecto actualmente existente - vão produzir 64 "megawatts" de energia, que serão lançados na Rede Eléctrica Nacional a partir de Alqueva.

A construção deste equipamento, com um custo estimado de 250 milhões de euros, será antecedida da instalação de unidades de fabrico e montagem dos painéis fotovoltaicos que vão apetrechar o novo empreendimento de energia renovável.

No passado mês de Novembro foi assinado um acordo de cooperação que oficializa a construção da estrutura entre a Agência Portuguesa para o Investimento (API), a Direcção Geral de Energia, a AMPER Central Solar, SA e a BP Solar Espanha. Esta última empresa ficará responsável pela montagem da unidade, que deverá prolongar-se pelos próximos cinco anos, com início já em 2004. Já foram efectuadas prospecções no terreno onde vai ser instalada a central solar.

150 empregos directos e mil indirectos

A futura localização em Moura de indústrias centradas no fabrico de componentes para energia fotovoltaica garante a criação de 150 postos de trabalho directos e mil indirectos, prevê a câmara local, detentora de 90 por cento do capital da empresa municipal criada para o efeito, a AMPER Central Solar, de capitais maioritariamente públicos. Os restantes 10 por cento pertencem à empresa portuguesa Renatura Networks. Neste momento está formada uma sociedade anónima em que participam este dois accionistas.

O presidente da Câmara Municipal de Moura, José Maria Pós de Mina, está "consciente da complexidade do projecto de instalação da central solar", razão de peso para a AMPER Central Solar "recorrer a uma política de parcerias para viabilizar o empreendimento".

A dimensão do projecto impõe a captação de novos associados e a mobilização de avultados meios financeiros, tanto a nível de capitais próprios (tarefa a cargo da empresa de consultoria Deloitte & Touche) como alheios (que compete ao BCP Investimentos).

O presidente da câmara de Moura acredita que a instalação da central solar se possa iniciar já em 2004, apesar das "tremendas dificuldades que têm de ser superadas", por se tratar de um empreendimento sem paralelo em todo o mundo. A título comparativo, a maior central solar do mundo, instalada na Alemanha, dispõe de uma capacidade de produção de energia de apenas 5 Mw.

Em fase de arranque está já a instalação de uma unidade de montagem e fabrico de módulos fotovoltaicos, a que corresponde um investimento de 10 milhões de euros e a previsível criação de 200 postos de trabalho directos.

A central solar da Amareleja implica o recurso a tecnologia de última geração que conduzirá à fixação na região de mão de obra altamente qualificada, factor que terá um efeito estruturante na economia local, fortemente dependente de um sector agrícola em crise profunda e geradora de elevadas taxas de desemprego e emigração.

O Ministério da Educação já reconheceu dois cursos directamente relacionados com energias renováveis para serem leccionados na Escola Profissional de Moura, possibilitando assim o recrutamento local de trabalhadores.


(08/01/2004 - publico.pt)

quinta-feira, janeiro 08, 2004

A Educação Ambiental que por cá se faz! 

Como facilmente se verifica, a Educação Ambiental que se faz em Portugal, è quase exclusivamente efectuada com e para a população escolar de até cerca de 20 anos de idade, mas com uma falta de resultados demasiado elevada, mesmo com o aumento dos recursos disponíveis.

E a restante população, os que têm mais de 20 anos, não precisarão deste tipo de ensinamentos?

Pelos responsáveis em delinear os objectivos da Educação Ambiental e pelos que a realizam, parece que è esquecido que no presente, quem mais contribui para a degradação do ambiente e predação da natureza, são as pessoas que têm mais de 20 anos, seja por falta de informação, por ignorância, por desinteresse, por ambição ou apenas por malvadez.

Normalmente è alegado que se educam os filhos para que influenciem os pais, sendo que isto poderá ser verdade, apenas o será em uma pequena parte, pelo que consideremos o seguinte:
se durante duas horas por semana os filhos estiverem perante as acções da Educação Ambiental e de quem as executa, mas que provavelmente irão estar mais de sessenta horas em contacto directo com os pais, quem terá mais poder de influência, os pais ou a Educação Ambiental? A este facto ainda se deve juntar o chamado poder paternal, de persuasão e/ou obrigação.

A justificação que normalmente è dada, para que de uma forma geral as acções da Educação Ambiental apenas se dirijam a crianças e jovens com até cerca de 20 anos de idade, è que as acções são mais fáceis de realizar, as crianças e jovens são mais fáceis de controlar e não fazem perguntas polémicas ou difíceis de responder.

Outra justificação que frequentemente se ouve de quem tem responsabilidades e/ou realiza acções de Educação Ambiental è de que da tutela e da parte dos dirigentes dos seus serviços não há a exigência de que se realizem acções para adultos.

Por outro lado, também se sabe que as acções direccionadas para pessoas com mais de 20 anos, è de que qualquer iniciativa para ter bons resultados, tem que ser realizada fora do horário da função pública, das 09.00 ás 17:30, e aos fins-de-semana, para que possa ser o mais abrangente e participada possível, no entanto è coisa que poucos ou nenhuns dos que têm responsabilidades e/ou realizam acções de Educação Ambiental têm vontade de fazer.

È cada vez mais óbvio que toda esta forma de proceder tem que mudar, para que a informação circule e os comportamentos dos adultos do presente comecem a mudar e para que a conservação da natureza e a preservação do ambiente comecem a ter efectivos e visíveis resultados e as gerações vindouras também possam usufruir do que de bom, presentemente, ainda temos.



segunda-feira, janeiro 05, 2004

Desafio para a defesa da Educação Ambiental! 

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NO BRASIL - CARTA DE ITAJAÍ CONVOCA EDUCADORES A DEFENDEREM A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O II Simpósio Sul Brasileiro de Educação Ambiental foi encerrado nesta quarta-feira (10/12/2003), na Univali - Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, com a aprovação da Carta de Itajaí, documento elaborado em diversos grupos de trabalho, para servir de fomento aos educadores ambientais do país. O próximo Simpósio Sul Brasileiro de Educação Ambiental deverá ocorrer no Paraná, em 2005.

Leia abaixo o conteúdo da Carta.

Carta de Itajaí

A Educação Ambiental (EA) apresenta interfaces com várias áreas do conhecimento e precisa ser divulgada e difundida em todos os meios e espaços, sendo a atuação em redes de EA uma estratégia apropriada para essas finalidades. A cultura de redes vem se disseminando e se firmando no país, contribuindo para a difusão do conhecimento científico e outros saberes, com iniciativas que estudam e interagem com a questão da EA e a crise sócio-ambiental.

Uma demonstração da força das redes é a realização do II Simpósio Sul Brasileiro de EA (II SSBEA, nos dias 07, 08, 09 e 10 de dezembro de 2003), efetivado no ambiente de parcerias da Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental (REASUL), envolvendo órgãos públicos, ONGS e universidades, entre outros.

O II SSBEA , o I Colóquio de Pesquisadores em Educação Ambiental da Região Sul ( I CPEASUL) e o I Encontro da REASUL (I EREASUL) recomendam:

• Apoiar a mobilização para impulsionar a organização do V Fórum de Educação Ambiental, em 2004, e o V Congresso Ibero-americano de Educação Ambiental em 2006 no Brasil;

• Debater nas Redes e eventos a Resolução da ONU para a Década de Educação para o Desenvolvimento Sustentável de 2005 a 2014, assumindo uma posição regional e nacional em defesa da trajetória da educação ambiental ibero-americana;

• Defender a inserção temática da EA na Conferência Internacional de Educação para o Desenvolvimento Sustentável, convocada pela Universidade do Minho, em Portugal, em maio de 2004;

• Articular discussões com outros países da região para pressionar junto ao Fórum de Ministros de Educação da América Latina e Caribe, para que se inclua a EA em suas discussões e se fortaleça sua institucionalização;

• Fortalecer o Órgão Gestor da Política Nacional – PNEA, e do Programa Nacional de EA – ProNEA, formado pela Coordenadoria Nacional de EA do MEC e pela Diretoria de Educação Ambiental do MMA;

• Criar Grupos de Trabalho nas redes de EA para a discussão do ProNEA, apoiando o processo de consulta pública iniciada pelo Órgão Gestor;

• Apoiar a Rede da Juventude pelo Meio Ambiente, resultado da mobilização de jovens para a Conferência Infanto-Juvenil do Meio Ambiente, realizada em Brasília, juntamente com a Conferência Nacional;

• Incentivar a participação da sociedade organizada nos desdobramentos da Conferência Nacional do Meio Ambiente e no processo de realização das futuras, contribuindo para o enraizamento da EA na Política Nacional de Meio Ambiente;

• Sugerir ao Fundo Nacional do Meio Ambiente – FNMA – que a definição das linhas temáticas de financiamento contemplem processos de consulta pública;

• Criar, no âmbito das políticas públicas, incentivos fiscais junto às empresas e direcionar a conversão das multas para o financiamento de projetos de EA;

• Institucionalizar a EA nas Secretarias Estaduais e Municipais da Educação por meio de sua inserção nas estruturas das políticas educacionais;

• Fomentar o compromisso das universidades no sentido de que os resultados das pesquisas retornem à comunidade, possibilitando, através de mediações adequadas, a disseminação do conhecimento socialmente produtivo;

• Reinvindicar junto aos órgãos competentes a formação inicial e continuada da EA dos educadores e gestores ambientais;

• Realizar um esforço conjunto por parte de educadores e pesquisadores no sentido de assumirem um compromisso político e ético com a educação e a pesquisa;

• Explicitar as especificidades das linhas de pesquisa em EA, visando os órgãos de fomento e pesquisa como CAPES, CNPq e Fundações Estaduais de Amparo a Pesquisa;

• Ampliar e fortalecer a pesquisa e a ação pedagógica de fomento à cidadania ambiental, à diminuição da desigualdade social e à erradicação da pobreza, integradas a EA;

• Sensibilizar a sociedade para o consumo responsável e para a incorporação dos princípios da EA nas práticas pessoais;

• Promover e assegurar o acesso facilitado à informação ambiental, possibilitando às comunidades a participação nos processos de decisões que afetam a Vida, como exemplos, a rotulagem dos produtos que contenham transgênicos, certificação de produtos, a defesa da biodiversidade, questões relacionadas à segurança alimentar, entre outros;

• Investir na inclusão digital, principalmente nas escolas.


Mais informações:

Rede Brasileira de Educação Ambiental – www.rebea.org.br
Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental - www.reasul.univali.br
Gisele Neuls (Gisele@ecoagencia.com.br) / EcoAgência de Notícias, http://www.ecoagencia.com.br/

Governo preocupado com pequenos e sensiveis! 

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Governo Alemão constrói túnel para ajudar anfíbios a atravessar estrada perto de Berlim

O Governo alemão vai construir um túnel por debaixo de uma estrada movimentada perto de Berlim para ajudar várias espécies de anfíbios a evitar o perigo de atropelamento, uma ameaça que causa graves baixas nas populações de animais como rãs e sapos. O projecto está orçado em 225 mil euros, informaram hoje as autoridades.

Segundo Ruediger Zech, porta-voz da região de Reinickendorf, o projecto vai permitir que várias espécies de sapos, rãs e outros anfíbios consigam chegar em segurança a um lago nas proximidades da estrada, quando for a altura das migrações para locais de reprodução, que na Alemanha ocorre na Primavera.

Até agora, vários voluntários de grupos de protecção da natureza transportavam os animais em caixotes para o outro lado da estrada quando os indivíduos se deslocavam do campo para o lago para fazerem a postura. Normalmente, a migração nocturna destes animais ocorre em massa e em períodos muito específicos do ano.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros, nas mãos de Joschka Fischer, está a financiar a construção do túnel perto de um centro para diplomatas nos arredores de Berlim. Fonte do Ministério disse que o projecto faz parte de uma série de medidas ambientais acordadas quando o ministério se apropriou da Villa Borsing, uma casa de campo situada numa área protegida a Norte de Berlim.


E por cá? Com tantas estradas e auto-estradas renovadas ou novas, será que isto interessa?



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