<$BlogRSDUrl$>

sexta-feira, fevereiro 06, 2004

Um Documento para voltar a ser lido com muita atenção! 

****************************************************
VIGILANTES DA NATUREZA - QUE FUTURO?

Uma questão que se impõe desde à muito tempo, mas que agora assume novamente uma relevância enorme, senão vejamos:

1º) O ICN vai sofrer transformações profundas sendo uma incógnita o que vai acontecer aos Vigilantes.

2º) O actual Presidente do ICN, em Castro Marim, afirmou que vê os Vigilantes como guias e acompanhantes de técnicos e não a executar funções de risco, como a fiscalização, ficando isto para outros.

3º) As CCDR’s, ex-DRAOT’s, não investem praticamente nada nestes profissionais, seja em equipamento, transportes, comunicações, formação ou mesmo fardamento.

4º) O Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, assim como os seus diversos organismos, fornecem cada vez mais apoio, meios e formação ás equipas do SEPNA da GNR, cujo aparecimento foi patrocinado e incentivado pelo ICN, não se devendo esquecer no entanto que são uma força militar, basicamente de repressão, (veja-se o nº. de autos de noticia).

5º) A separação e falta de união entre os Vigilantes da Natureza, que existe e è mantida pelos diversos organismos onde trabalham, assim como pelo Ministério, mas também por Vigilantes da Natureza, cujo interesse particular em manter a separação e incentivar a desunião será sempre questionável.

A juntar ao que atrás se refere e como agravante de toda a situação, convém salientar que uma parte dos vigilantes fazem e gostam de fazer, em regime de exclusividade funções como :

Guias de visitantes,
Tratadores,
Educadores de infância,
Condutores e/ou motoristas, tractoristas,
Recepcionistas e/ou telefonistas,
Operadores de informática,
Administrativos,
Manutenção,
Vigias e fotógrafos,
Colectores,
Etc..

De acordo com o exposto, o que poderá acontecer, que funções estarão reservadas aos Vigilantes? Talvez unicamente as seguintes, entre outras provavelmente idênticas:

A) Proporcionar aos visitantes, de forma adequada, o conhecimento e fruição da Área Protegida.
(Funções dos Guias da Natureza – Decreto Regulamentar nº 18/99 de 27/08)
B) Acompanhar as actividades e serviços de animação ambiental nas suas diferentes modalidades.
(Funções dos Guias da Natureza – Decreto Regulamentar nº 18/99 de 27/08)
C) Assegurar a limpeza de equipamentos públicos existentes na área, executando ou promovendo acções de manutenção de que forem incumbidos.
(Funções dos Guardas da Natureza – Decreto Lei nº 321/90 de 15/10)
D) Executar trabalhos de protecção ou recuperação dos recursos ou valores existentes.
(Funções dos Guardas da Natureza – Decreto Lei nº 321/90 de 15/10)
E) Assegurar o bom funcionamento e manutenção das embarcações a seu cargo.
(Funções dos Marinheiros – Decreto Regulamentar 3/86 de 08/01)
F) Fazer leme, velejar e governar pela agulha as embarcações a seu cargo.
(Funções dos Marinheiros – Decreto Regulamentar 3/86 de 08/01)
G) Arrear, içar e remar em botes e baleeiras.
(Funções dos Marinheiros – Decreto Regulamentar 3/86 de 08/01)
H) Beneficiar e pintar as embarcações, fazer as limpezas de bordo.
(Funções dos Marinheiros – Decreto Regulamentar 3/86 de 08/01)
I) Recolher amostras animais, vegetais e minerais.
(Funções dos Colectores de Amostras – Decreto Regulamentar 3/86 de 08/01)
J) Caracterizar as amostras recolhidas.
(Funções dos Colectores de Amostras – Decreto Regulamentar 3/86 de 08/01)
K) Proceder à catalogação e armazenamento das amostras recolhidas.
(Funções dos Colectores de Amostras – Decreto Regulamentar 3/86 de 08/01)
L) Acompanhamento de construções e obras diversas.
(Funções do âmbito dos Fiscais de Obras)

O que podem os Vigilantes perder:

1) O subsidio de risco, pois não exercerão funções consideradas legalmente de risco.

2) O seu estatuto especifico, ao não exercerem determinadas funções, que passarão para outros.

3) As regalias que o estatuto especifico concede, nomeadamente:
- A aposentação aos 55 anos
- A mudança automática de escalão
- O patrocínio judiciário
- O facto de se ficar de fora nas alterações que se efectuam na Função Pública e que penalizam os funcionários do regime geral.
- Outras que decorrem desse mesmo estatuto específico.

Por tudo isto, torna-se evidente que os Vigilantes da Natureza têm que decidir pessoalmente que futuro pretendem para si e em função disso, tomar uma posição clara, forte e pública como um todo unido.

****************************************************

Mais informações podem ser encontradas em: http://www.fnsfp.pt/?idCanal=43


quinta-feira, fevereiro 05, 2004

"ALGUMAS DUVIDAS SOBRE OS VIGILANTES DA NATUREZA" 

"Com alguma frequência, leio críticas à atitude de alguns Vigilantes da Natureza por parte de outros Vigilantes da Natureza.

Nomeadamente, foi escrito em 2/4/2004 o seguinte:
“Pena è que alguns Vigilantes da Natureza continuem a confundir as suas funções legais com os seus interesses pessoais próprios, onde a regra maior è fazer o que se quer sem qualquer controle e com a maior “curtição possível”, sendo-se Vigilante da Natureza apenas de nome e no dia do pagamento do ordenado...”
O que aqui foi escrito é extremamente grave e eu como Vigilante da Natureza desde 1988 sinto-me particularmente ofendido por estas palavras. Quem escreve isto sobre os seus próprios colegas devia ser processado judicialmente por difamação a toda uma classe. Desafio quem escreveu esta frase a apresentar provas do que escreveu de modo a que estes maus profissionais a que se refere sejam punidos. Se não apresentar provas do que escreveu, deve apresentar no mínimo desculpas.

Gostaria ainda de saber qual o beneficio de pertencer a um Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza dependente directamente do Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente?

Será que não nos iremos transformar na tal força repressiva igual ao que acusam ser o SEPNA?

Depois de criado este Corpo, onde passa a ser o nosso espaço de acção?

Desenvolvemos a nossa acção nas áreas protegidas ser prestar contas às Comissões Directivas dessas áreas protegidas?

Quais os meios que passamos a utilizar? A bagageira das viaturas do SEPNA, as viaturas do ICN?

Que espaços físicos continuamos a usar? Os quartéis usados pelo SEPNA?

Que eu saiba, este assunto não foi objecto de debate no XII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza. Foi proposto por alguns como solução. Como é que aparece na Nota de Imprensa como medida de correcção, em principio aceite pela maioria dos presentes??

Um abraço a todos os colegas

Paulo Jorge de Quadros Tenreiro
Vigilante da Natureza – ZPE Paul da Madriz - ICN"

http://pqt.naturlink.pt


NOTA DE IMPRENSA - XII ENCONTRO DE GUARDAS E VIGILANTES DA NATUREZA 

****************
NOTA DE IMPRENSA
****************

O XII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza e as VI Jornadas Técnicas subordinadas ao tema “ Os Vigilantes da Natureza e o Património Natural dos Açores ”, realizaram-se na ilha do Faial, Açores, entre os dias 28 de Janeiro e 2 e Fevereiro de 2004.

Nas Jornadas Técnicas, foi destacada a preciosa colaboração dos Vigilantes da natureza nas medidas de Conservação da Natureza, salientando-se que deverá ser reforçado o esforço de Fiscalização.

Foram destacados os motivos para a falta de consciência pública perante os Vigilantes da Natureza, nomeadamente :
- A incompreensão que resulta da finalidade do exercício das funções dos Vigilantes da Natureza, quer por desconhecimento ou motivado por interesses contraditórios;
- Uma deficiente ou mesmo inexistente divulgação das suas funções e objectivos.

A divulgação da existência dos Vigilantes da Natureza tem como objectivo o reconhecimento público, este processo de divulgação e de reconhecimento, deve ser conduzido de modo a obter o apoio e o consenso dos cidadãos.

Para que se obtenham resultados têm que se fornecer as ferramentas ( formação e equipamentos ) que possibilitem o bom desempenho das funções para que foram criados.

A missão dos Vigilantes da Natureza deverá ser considerada como de especial relevância para os objectivos definidos para a protecção da Natureza.

Os Vigilantes da Natureza apontam como medidas de correcção da situação actual :
- A criação do Corpo Nacional de Vigilantes da Natureza com dependência directa do Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente (MCOTA)
- Criação da Escola de Formação Profissional do MCOTA
- Condições de trabalho (meios de transporte, meios de comunicações e equipamentos)

Destacamos a presença do Presidente da International Ranger Federation (IRF) David Zeller que se deslocou da África do Sul aos Açores para se inteirar da difícil situação que vivem os Vigilantes da Natureza, solicitou ao Primeiro-Ministro uma audiência, tendo sido recebido pelo Gabinete do Primeiro-Ministro na pessoa da Adjunta para o Ambiente, Engenheira Teresa Gamito, onde lhe manifestou a preocupação da IRF perante a tentativa de desvirtuamento das funções consagradas em lei por este Governo em relação aos Vigilantes da Natureza.

Estiveram presentes na sessão solene de comemoração do dia Nacional do Vigilante da Natureza ( 2 de Fevereiro ) e na leitura das conclusões do XII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza, os Excelentíssimos Senhores:
- Presidente da Assembleia Legislativa dos Açores,
- Secretário de Estado do Ordenamento do Território,
- Secretário Regional do Ambiente – Açores,
- Presidente da International Ranger Federation,
- Deputados da Assembleia Legislativa dos Açores,
- Vice-Presidente da Câmara Municipal da Horta,
- Demais entidades, civis e militares.

05 de Fevereiro de 2004

Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza
Largo da Columbofilia – Santo Antonino – Apartado 129
2104-909 Coruche
e-mail: vigilantesnatureza@net.sapo.pt



quarta-feira, fevereiro 04, 2004

A Federação Internacional de Rangers - IRF - expressa procupação com futuro dos Vigilantes da Natureza! 

A seguir está transcrita a comunicação, em inglês, efectuada pela IRF no Encontro Nacional que decorreu nos Açores.

È demonstrado um forte apoio quanto à urgência de se resolverem os problemas que afectam os Vigilantes da Natureza de Portugal, principalmente os das Áreas Protegidas, no entanto parece terem sido esquecidos aqueles que presentemente têm mais problemas, os das CCDR’s.

Este comunicado, chama a atenção para a necessidade de os Vigilantes da Natureza se tornarem mais visíveis e ligados à população através do melhoramento do seu desempenho profissional, mas tambem que è urgente fortalecer a sua posição na sociedade. (O que só será possivel se forem unificados e passarem a depender apenas de um único organismo.)

O que a IRF aborda, só se poderá alcançar quando todos desempenharem cabalmente as funções de que legalmente estão incumbidos, havendo pois a necessidade de muitos dirigentes interiorizarem este facto, mas tal também só será atingido quando todos os Vigilantes da Natureza assumirem pessoalmente esse objectivo!

Pena è que alguns Vigilantes da Natureza continuem a confundir as suas funções legais com os seus interesses pessoais próprios, onde a regra maior è fazer o que se quer sem qualquer controle e com a maior “curtição possível”, sendo-se Vigilante da Natureza apenas de nome e no dia do pagamento do ordenado, achando-se acima de qualquer crítica e insurgindo-se violentamente quando tal acontece, colocando-se a si próprio num pedestral de suposta extrema competência e não contribuindo nunca para a resolução dos problemas que a todos afectam!



"International Ranger Federation

PRESS RELEASE

Threat to the role of rangers in Portuguese parks

At the XII Annual Congress of Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza held in Horta, Azores, this week, the President of the International Ranger Federation David Zeller, expressed serious concerns about proposed changes to the role of rangers ( Vigilantes da Natureza ) in Portugal’s protected areas.

Mr Zeler, from South Africa, appealed to the Portuguese government to reconsider plans to relegate the role of rangers to park guides.

Speaking for the world community of rangers he said that throughout the world , rangers have a crucial role as the guardians of our increasingly threatened protected areas and they can only succeed in this task if their role is strengthened by better training, resources and protection.

Rangers have a unique role as the “eyes and ears” of the park and the key role as the contact with both visitors and the local communities around their parks. This role is increasingly recognised by the international community as the most efficient and effective way of ensuring that parks are maintained not only as precious natural and cultural resources but also as places of peace and contemplation.

In the US parks system the rangers is identified by the public as the main representative of the National Park Service while in Africa the game ranger has always been associated in the public eye as the person to turn to for expert knowledge and assistance.

International Ranger Federation Executive Director Gordon Miller, who also attend the congress, acknowledged that rangers in Portugal needed to raise their profile so that the general public would better understand the importance of their role as the link between visitors, local people and the natural and cultural resources of the parks.

Deprived of training for 10 years and experiencing diminishinf resources to carry our their job effectively, rangers in Portugal need their position to be strengthened rather than weakened by the dispersal of their current duties to more that one corps or agency.

It is the belief the Federation that Portuguese rangers can through Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza take a lead in helping rangers in the developing Portuguese speaking countries to improve their expertise. However, this cannot be achieved if Portuguese rangers themselves are losing their crucial role in the protection of Portugal’s finest natural and cultural resources.

Horta, Azores 30.01.04"



A nova Lei da Água  

Uma nova Lei da Água esteve em discussão pública até ao dia 25 de Janeiro!

Sendo um dos mais importantes instrumentos utilizados na preservação do ambiente, espera-se que a mesma seja mais fácil de implementar, com conceitos mais objectivos e claros.

Deseja-se ainda que a utilização das chamadas “Sanções Acessórias” seja preferencial e constante, o que hoje raramente acontece na execução da Lei da Água vigente, tal como na execução de outras, sendo exemplo disso o que se passa com a Reserva Ecológica Nacional, pois a aplicação das coimas não resolve nada, sendo muitas vezes até compensatório para quem è incumpridor!

O resumo da versão em discussão, tal como a lei completa em formato pdf, podem ser consultadas, no seguinte Link:
http://www.inag.pt/inag2002/port/diversos/temporario/dossier.html

Algumas considerações sobre noticia! 

Algumas considerações acerca da noticia divulgada sobre a Estação de Anilhagem na Lagoa de Santo André:

Este é um caso típico de quem divulga uma notícia escrita por outrem e nem sequer a leu ou conhece algo sobre o assunto.
Acho interessante que se complemente a notícia com a seguinte frase: Infelizmente parece apenas mais uma operação de charme com objectivos promocionais, que irá ajudar somente à produção de mais estudos, o que já acontece desde 1977, sem na verdade existir uma preocupação de os tornar operacionais e os aplicar onde são mais necessários, ou seja, no TERRENO! Isto porque se está a falar de um processo que teve início em 1977, onde grande parte dos anilhadores portugueses obteve a sua formação, onde se capturam e anilham grande parte das aves em período migratório. É lógico que para obter estes desideratos, algo tem de estar implantado no “terreno”.
Não terão sido estes estudos um dos grandes impulsionadores da criação da Reserva Natural da Lagoa de Sto André e da Sancha??? Eu tenho a certeza que sim.
Criticar tudo o que se faz, simplesmente pelo afã de destruir e de minimizar parece-me errado. Será que o autor desta infeliz frase acha que esta área protegida desceu dos céus por obra e graça do Divino Espírito Santo?


Gostaria que este meu ponto de vista fosse divulgado no blogue.
Com os melhores cumprimentos para todos os colegas

Paulo Jorge de Quadros Tenreiro
Vigilante da Natureza – ZPE Paul da Madriz
http://pqt.naturlink.pt


Um grave problema para Portugal, oferta dos nossos grandes amigos e aliados Ingleses! 

Mostrando que os problemas da conservação da natureza e da preservação do ambiente não têm fronteiras, de uma forma extremamente generosa, os nossos centenários aliados premeiam Portugal e os Portugueses pela sua longa lealdade!

Quanto aos Franceses, embora tivessem detectado este presente em 2003, tambem nada disseram, talvez porque também fizeram o mesmo!

Nunca tivemos equipamento nuclear perigoso e agora temos a porcaria que os outros produziram e não quiseram no seu quintal, que vamos fazer?


Descoberta de navio científico francês

Detectados contentores com entulho nuclear na zona do cabo submarino Açores/Madeira

Ponta Delgada - Vários locais identificados como zonas de depósito de entulho nuclear foram detectados no Verão de 2003 pelo navio científico francês «Iledesein» na área onde está a ser construído o cabo submarino Continente/Açores/Madeira, noticiou o «Correio dos Açores» na sua edição de domingo. Apesar de ser obrigatório, os resultados desta pesquisa nunca chegaram a ser comunicados às autoridades portuguesas, adiantou ainda o jornal.

As zonas de descarga de entulho nuclear descobertas durante a expedição científica, devidamente autorizada pelo Estado português, ficam situadas a 200 quilómetros da Madeira (dentro da Zona Económica Exclusiva daquele arquipélago) e a Este da ilha de Santa Maria (fora da ZEE dos Açores).

Os contentores foram encontrados na zona onde está a ser construído o cabo submarino Continente/Açores/Madeira. O entulho, que poderá ter sido lançado por Inglaterra entre 1949 e 1961, estará a ser depositado a quatro mil metros de profundidade, revelou ainda o «Correio dos Açores».

Segundo o jornal, o cruzeiro, que fazia a prospecção a pedido da Alcatel Submarine Networks, empresa a quem foi adjudicada a obra, comunicou a descoberta à Estação Cabo Submarino dos Açores, da PT Comunicações, em finais do ano passado, mas o resultado da operação não foi comunicado à Marinha portuguesa.

Garantindo não ter recebido qualquer informação do navio francês, fonte da Marinha, em Lisboa, citada pelo periódico, confirmou a expedição científica e a existência de várias áreas, dentro da ZEE portuguesa, assinaladas como sendo zonas de despejo de entulho nuclear.

Os navios são obrigados a pedir autorização via Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ministério da Defesa e Marinha. Depois do pedido, no caso dos cruzeiros de investigação científica, são estabelecidas regras. «Essas regras também obrigam os navios a informar-nos dos resultados das investigações. Neste caso do navio francês ‘Iledesein’ não recebemos qualquer informação», acrescentou a mesma fonte.

Entulho depositado por Inglaterra

Dados disponíveis da Internet (www.antenna.ml/nukeatlas/briefings/channeldump.htm), indicam que o entulho nuclear deve ter sido depositado pela Inglaterra, entre 1949 e 1961, já que nessa altura não havia qualquer controlo sobre os lixos depositados nos oceanos. Aliás, a Inglaterra foi um dos países que mais entulho radioactivo deitou no oceano Atlântico.

O «Correio dos Açores» revela que, em 1957, por exemplo, foram depositadas 4.400 toneladas de entulho nuclear (material de baixa radiação), em 1958, um total de 2.700 toneladas e em 1961, 4.300 toneladas, lixo que está dentro da ZEE da Madeira. Outra, situada a Leste da Madeira, foi usada em 1955 pelo Reino Unido, contendo 1.453 toneladas de lixos radioactivos.

Em 1972, a Convenção de Londres viria a criar novas regras que foram sendo alteradas e adaptadas ao longo dos anos. Estas medidas só entraram na legislação portuguesa em 1978. E em 1995, o hoje designado Instituto Marítimo Portuário passou a ter a responsabilidade sobre a designação das áreas para «dumping» (despejo) de resíduos nucleares e outros.

O jornal conclui que, no caso da zona económica exclusiva portuguesa, que inclui as ZEE dos Açores e da Madeira, tem-se acentuado o tráfego marítimo, sobretudo de navios petroleiros e outros transportadores de mercadorias a granel, em deficientes condições de condução e conservação, bem como ao acréscimo de prospecção de «off shore» e de todo um conjunto de actividades que poluem o mar.


2004-02-03 09:38:56
PNN - agencianoticias.com


terça-feira, fevereiro 03, 2004

ICN atrapalha conservação do Lobo Ibérico! 

ESTADO DEVE A PASTORES

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) acusa o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) de ter em atraso aos pastores "uma verba superior a 698 mil euros", resultante de apoios pelo ataque dos lobos aos rebanhos.

Os apoios financeiros pelos ataques dos lobos estão atrasados um ano. Com os pagamentos atrasados há um ano, a CAP prepara-se para pedir aos ministros da Agricultura, Sevinate Pinto, e do Ambiente, Amílcar Theias, que resolvam o caso.

Depois de três anos consecutivos com os pagamentos em dia, o ICN voltou, segundo vários responsáveis ligados ao sector, aos pagamentos em atraso. "Há cerca de cinco anos, os atrasos atingiam os dois, três, quatro anos, depois, em 2000, 2001 e 2002 pagaram regularmente, mas em 2003 piorou outra vez", diz Francisco Fonseca, do Grupo Lobo. O Correio da Manhã tentou ouvir o ICN, mas tal revelou-se impossível até ao fecho desta edição.

"Não é possível ter uma política de preservação do lobo, muito importante para o País, como dizem os responsáveis do Ministério do Ambiente, e depois não pagar aos prejudicados os apoios financeiros previstos na lei", lamenta o presidente da CAP. Luciano Diniz, um pastor de 48 anos de Lamas de Olo, no Parque Natural do Alvão, perde todos os anos uma média de 10 a 20 por cento das cabras e um ou dois vitelos. Este pastor confirma que tem "valores a receber do ICN, e estão atrasados desde o início de 2003".

ALCATEIAS SEM AUMENTOS

Ao contrário do que a análise empírica poderá sugerir, devido à medida de protecção do lobo, a população destes animais não tem aumentado em Portugal.

Segundo Francisco Fonseca, do Grupo Lobo, os dados indicam que a população "está estável na zona de fronteira com Espanha, mas nas outras zonas está numa situção periclitante".

Em meados de 1990, calculava-se que existissem no País cerca de 300 lobos. Estavam mais a norte do Douro.

*****************************************
Ponto de Vista

PASTORES PODEM SER RADICAIS
Quando Portugal decidiu, e bem, preservar o lobo no seu habitat natural, criou um programa de protecção gerido pelo Instituto de Conservação da Natureza (ICN), que se mantém em vigor.

O seu funcionamento é simples: o Estado, por via do ICN, compromete-se a indemnizar os agricultores e pastores pelas perdas de animais nos ataques dos lobos. Este programa foi bem aceite por todos. O lobo deixou e ser visto como uma ameaça potencial aos seus modos de vida.

O resultado foi que um aumento significativo da população do lobo em Portugal, ou seja, a conclusão de que o objectivo de preservação do lobo foi largamente conseguido. Consequência directa deste sucesso tem sido o aumento proporcional do número de ataques aos efectivos pecuários e consecutivo aumento de prejuízos para os agricultores e pastores. Mas o problema não teria de existir, se as indemnizações acordadas fossem prontamente pagas ao prejudicado por cada animal morto pelos lobos. O que se tem verificado é um atraso de cerca de um ano no pagamento de um valor que é já superior a 698 mil euros.

Ora, neste caso, e por muito que se concorde com a protecção do lobo, não podem ser os donos dos animais a sustentar todo o programa de preservação dessa espécie, alimentando os lobos com o fruto do seu trabalho e à custa do seu rendimento. Se não forem tomadas medidas urgentes para corrigir esta situação, o trabalho meritório pode ser posto em causa, porque se os agricultores e pastores não são pagos a tempo e horas pelas suas perdas, acabarão por ser obrigados a tomar medidas para protegerem os seus efectivos pecuários. Trata-se de uma questão de equilíbrio. Não se podendo controlar a natureza dos instintos animais, é necessário que, num habitat gerido pelo homem, se compense a vítima para que o lobo não volte a ser visto como mau.


25 Janeiro - correiodamanha.pt

Boa notícia, esperemos que não se fique apenas pela classificação! 

Juntamente com a Islândia

Açores candidatam fontes hidrotermais a reserva da biosfera

O Governo açoriano vai apresentar, no início de 2005, uma candidatura à UNESCO, para classificação como reserva da biosfera, das fontes hidrotermais situadas na crista média-atlântica, localizada ao Sul do arquipélago.

O secretário regional do Ambiente, que participou hoje no XII Encontro Nacional de Vigilantes da Natureza, informou que a candidatura será formalizada em parceria com a Islândia, até onde se estende a cordilheira média-atlântica.

Essa colaboração poderá favorecer a candidatura, tendo em conta que a UNESCO dá prioridade a projectos apresentados por mais do que um país, admitiu Helder Silva.

O governante adiantou que uma equipa internacional de técnicos está já a trabalhar no esboço da candidatura, de forma a concluir a fase inicial do projecto até ao Verão deste ano.

A intenção do Executivo açoriano e das autoridades da Islândia é proteger uma área cada vez mais procurada por investigadores, situada nas profundezas do Atlântico. Nas fontes hidrotermais têm sido encontradas diversas espécies marinhas que sobrevivem em ambientes considerados difíceis, junto a chaminés naturais que libertam gases tóxicos.

Helder Silva sublinhou a importância deste projecto, não apenas para preservação das fontes hidrotermais mas também para a própria UNESCO, que foi quem aconselhou Portugal a avançar com a candidatura.


29/01 - publico.pt


Mais um infeliz exemplo de que muito se estuda mas depois nada se faz! 

Para melhor entendimento do título, veja-se mais abaixo noticia sobre "Inaugurada estação de anilhagem na Lagoa de Santo André"!

Dia Mundial das Zonas Húmidas

Ambientalistas pedem medidas de recuperação urgentes para as zonas húmidas

Os ambientalistas portugueses alertam para a necessidade urgente de medidas de recuperação das zonas húmidas, ecossistemas vitais para a defesa contra tempestades e alterações climáticas que continuam "sem gestão". Hoje comemora-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas.

O presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), José Alho, lamentou que o balanço feito há um ano ainda apresente os mesmos resultados. "As zonas húmidas continuam mal geridas e precisam urgentemente de planos de ordenamento, de gestão e de medidas de recuperação", disse José Alho.

Para o ambientalista, o Ministério do Ambiente está a ser "negligente" ao abandonar as zonas húmidas, que continuam a ser contaminadas por efluentes industriais e domésticos.

As zonas húmidas são ecossistemas de transição entre os ambientes aquáticos e terrestres e contribuem para controlar inundações, para proteger a costa da erosão e para mitigar o efeito das alterações climáticas. Em Portugal há 49 zonas húmidas, 12 das quais classificadas como protegidas, ao abrigo de uma convenção internacional assinada por Portugal em 1980.

Entre as zonas classificadas como mais importantes destacam-se o estuário do Tejo, a Ria Formosa (Algarve), o paul da Arzila e o de Madriz (no distrito de Coimbra), as lagoas de Óbidos, Albufeira e de Santo André e o Estuário do Sado. A Ria Formosa, onde muitas casas ilegais continuam por demolir, é um dos casos mais preocupantes apontados por José Alho.

"O Estuário do Tejo, um dos mais importantes da Europa, não tem condições para ser gerido e, exemplo disso, é a falta de condições de gestão das Salinas do Samouco, em Alcochete, como ficou demonstrado pela recente visita do Presidente da República", referiu à Lusa o presidente da LPN.

As zonas húmidas funcionam habitualmente como locais de alimentação, descanso, abrigo e reprodução de várias espécies de aves e, nalguns casos, são habitats determinantes para a conservação de espécies ameaçadas. Durante o século XX, mais de 50 por cento das zonas húmidas em todo o mundo foram perdidas devido à pressão da construção, de actividades recreativas, da agricultura ou da desflorestação das suas margens.


(02/02 - publico.pt




Em Portugal - È bom lutar pela Natureza e pelo Ambiente!  

Uma boa noticia para quem diária e activamente luta pela conservação da natureza e pela preservação do ambiente, como os Vigilantes da Natureza!

Acontecimento raro
Mais de 20 golfinhos entram no estuário da Ria Formosa

Mais de 20 golfinhos entraram hoje no estuário da Ria Formosa, entre Olhão e Faro, um acontecimento que os especialistas classificam como muito raro, disse fonte da Capitania de Faro.


Os animais foram acompanhados por uma embarcação da Armada Portuguesa e por uma outra do Parque Natural da Ria Formosa, disse o comandante Mota Ribeiro, responsável máximo da Zona Marítima do Sul.

Segundo o responsável, o grupo terá viajado de Leste para Oeste, chegando à zona do cais comercial de Faro, onde fez meia volta e rumou de novo para a zona do sotavento algarvio.

Élio Vicente, director do parque Zoomarine de Albufeira, disse que os golfinhos terão entrado em águas interiores à procura de alimento e estimou que se tratava de uma comunidade familiar.

O especialista calcula que grupos de golfinhos entrem na Ria Formosa uma a duas vezes por ano. "Admitimos que estes grupos nem sempre são referenciados, sobretudo porque os pescadores mais antigos se habituaram ao seu convívio, uma vez que dantes o fenómeno era muito frequente".

As redes, as embarcações rápidas, o lixo e os fundos lodosos - que impedem o uso eficaz do sonar do animal - são os principais inimigos dos golfinhos neste ambiente, disse Élio Vicente.

Também o biólogo Nuno Grade, do Parque Natural da Ria Formosa, salientou que estas incursões "são muito raras" e a última que foi referenciada ocorreu no ano passado, quando um golfinho de alto mar entrou no estuário e não conseguiu sair pelos seus próprios meios. "Tivemos que o tirar praticamente ao colo", afirmou Nuno Grade, convicto de que tal não será necessário agora, já que "esta espécie não tem grandes dificuldades em encontrar o caminho de regresso ao mar".

Os animais, detectados hoje a meio da manhã, ainda se encontravam às 16h00 na Ria Formosa, segundo disse Élio Vicente, que acompanha de perto as movimentações.


02/02 - publico.pt


MCOTA - Mais um tiro no pé!  

Aprovadas pelo Ministério do Ambiente

Ambientalistas vão apresentar queixa em Bruxelas contra as dragagens no rio Minho

O presidente da associação ambientalista Corema, José Gualdino, garantiu hoje que vai apresentar uma queixa em Bruxelas para tentar impedir as dragagens no rio Minho aprovadas pelo Ministério do Ambiente e com início previsto para Setembro.

"Como o Governo português não quis saber dos nossos alertas para nada, vamos levar o caso a Bruxelas, até porque se trata de uma zona integrada na Rede Natura 2000", disse José Gualdino.

O líder da Corema lembra que as dragagens vão dispersar pela água os agentes "altamente poluentes" que estão depositados na zona do estuário - como o crómio, o arsénio e o chumbo -, "pondo em causa a sobrevivência da fauna e da flora".

José Gualdino critica também o facto de as dragagens estarem autorizadas por dez anos e de este prazo se poder prorrogar por mais dez, o que transformará o estuário "num autêntico estaleiro", em que "a indústria extractiva abafará a própria actividade piscatória".

A queixa a ser enviada a Bruxelas, dentro de um ou dois meses, deverá ser apoiada por outras associações ambientalistas de Portugal e da Galiza.

As dragagens, há muito reivindicadas pelos pescadores de Caminha, receberam em meados de 2003 luz verde do secretário de Estado do Ambiente, José Eduardo Martins. O governante garantiu que foi feito um "rigoroso" estudo de impacte ambiental (EIA) que concluiu que "não há qualquer dano" para o rio nem para a sua fauna.

No período de consulta pública do EIA, a Corema alegou que a pesca será precisamente a principal prejudicada com a concretização do projecto, já que as dragagens constituirão um factor de "enorme perturbação" das comunidades animais e vegetais.

Para o porta-voz dos pescadores de Caminha, Venâncio Silva, as dragagens "vão facilitar em muito a vida" dos homens do mar, uma vez que, com o actual assoreamento da barra, as embarcações são muitas vezes obrigadas a ficar em terra porque o caudal do rio não é suficiente para navegarem até ao mar.

A Corema defende a "elaboração urgente" de um Estudo Integrado do Rio Minho e alerta para a responsabilidade do Governo português em "defender este rio que é o limite sul da distribuição do salmão na Europa, além de ser habitat de inúmeras outras espécies ameaçadas ou em perigo de extinção".


03/02 - publico.pt




Inaugurada estação de anilhagem na Lagoa de Santo André  

Infelizmente parece apenas mais uma operação de charme com objectivos promocionais, que irá ajudar somente à produção de mais estudos, o que já acontece desde 1977, sem na verdade existir uma preocupação de os tornar operacionais e os aplicar onde são mais necessários, ou seja, no TERRENO!

Comemoração do Dia Mundial das Zonas Húmidas

Inaugurada estação de anilhagem na Lagoa de Santo André

Apoiar o trabalho dos anilhadores da Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha e promover a formação de profissionais nesta área são alguns dos objectivos da estação de anilhagem do Monte do Outeirão, inaugurada ontem nas comemorações do Dia Mundial das Zonas Húmidas.

A estação - resultado da recuperação de um monte alentejano junto à várzea da Lagoa de Santo André, que estava em ruínas - custou 47 mil euros e é uma das medidas de compensação pela passagem do gasoduto da Transgás de transporte de gás natural Sines-Setúbal pela reserva natural.

Ana Vidal, directora da Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha (RNLSAS), explicou ao PUBLICO.PT que há 27 anos são feitas campanhas de anilhagem na área, mas "não existiam condições para serem realizadas todo o ano, apenas no Verão". A tenda de campismo era a única solução para os anilhadores da lagoa.

Agora, a RNLSAS tem à disposição instalações que incluem áreas de trabalho e de alojamento e que servirão ainda como local de formação e educação ambiental.

"O monte situa-se a cerca de 200 metros do local onde os anilhadores costumavam acampar", disse Ana Vidal, acrescentando que, agora, os trabalhos terão condições para serem prolongados.

Com 216 espécies de aves recenseadas na área protegida alentejana, a reserva foi palco de 26 campanhas de captura e marcação de aves durante a migração Outonal, durante as quais foram anilhadas 74.114 aves de 150 espécies, principalmente Passeriformes.

Não são só anilhadores portugueses os que trabalham na lagoa. "Costumamos dizer que, por pouco, a língua oficial aqui é o inglês", uma vez que vêm anilhar pessoas do Reino Unido, França, Alemanha, entre outros países. Tudo porque esta é "uma zona sossegada, situada nas rotas das aves que migram na Primavera e no Outono" e com condições especiais para estas espécies.

A primeira campanha de anilhagem de forma organizada data de 1977 e teve como principal objectivo a formação de anilhadores portugueses, por parte de peritos ingleses.

Agora, o estudo da avifauna tem novos incentivos, através da estação de anilhagem. Esta pretende monitorizar as populações dependentes da Reserva Natural e da Zona de Protecção Especial (ZPE), criar um "pólo técnico-científico e formativo", desenvolver e apoiar projectos de anilhagem e marcação de aves e promover a divulgação de informação na área da conservação da natureza.

A anilhagem - marcação individual das aves através de anilhas ou outros marcadores inofensivos contendo um código de identificação internacional - permite conhecer rotas migratórias, estratégias de migração, mecanismos de navegação, as áreas e habitats de alimentação, repouso ou paragem durante a migração.

Ainda no Dia Mundial das Zonas Húmidas - para assinalar a assinatura da Convenção sobre Zonas Húmidas (Convenção de Ramsar) em 1971 - o Instituto de Conservação da Natureza lançou um livro e um vídeo sobre o tema.


03/02 - PUBLICO.PT




This page is powered by Blogger. Isn't yours?