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quinta-feira, fevereiro 26, 2004

Uma forma de evitar a "realização" de ataques de Lobo fraudulentos! 

<Com base num sistema de informação geográfica, Cientistas desenvolvem mapa para prever ataques de lobos a rebanhos

Os cientistas da organização Wildlife Conservation Society, com sede em Nova Iorque, e de outras instituições desenvolveram um mapa que utiliza a tecnologia e informações geográficas para prever onde os lobos vão atacar os rebanhos.

Os resultados do projecto, que envolveu ainda investigadores da Universidade do Wisconsin, em Madison, foram publicados na última edição da revista "Conservation Biology".

Utilizando um sistema de informação geográfica, os cientistas cruzaram dados de densidade de redes viárias, propriedades agrícolas, disponibilidade de veados - uma das presas naturais do lobo - e outros factores para definir mapas para os estados americanos do Wisconsin e do Minnesota.

Apesar das diferenças quanto às populações de lobos, políticas de caça e propriedades dos dois estados, os mapas mostram semelhanças quanto aos locais onde os lobos já atacaram rebanhos.

Cada cidade foi assinalada com cores que vão desde o vermelho (de alto risco) ao azul (baixo risco). O mapa revelou que as povoações a vermelho situam-se na fronteira com as populações lupinas e que as propriedades mais expostas são aquelas que têm maior dimensão e maiores rebanhos. No Minnesota, o risco é especialmente elevado nas propridades que partilham a região com populações de veados.

"Acreditamos que estes mapas serão utilizados para reduzir o conflito entre os lobos e as populações", disse Adrian Treves, coordenador do projecto e cientista da Wildlife Conservation Society.

"Ao saber previamente o tipo de áreas onde os lobos poderão atacar os rebanhos, podem ser utilizados controlos não letais, para que os lobos não sejam mortos desnecessariamente".

O estudo aconselha a utilização de animais de guarda, reforço de vedações e novas técnicas para espantar os lobos.

Em 2003, Treves e outros colegas divulgaram um estudo que mostrava que sons gravados de helicópteros e tiroteios conseguiram manter lobos e ursos longe das propriedades agrícolas.

Treves considera que esta técnica de mapeamento pode ser adaptada a outras regiões onde ocorram conflitos entre lobos e populações. "Sejam os tigres na Índia ou os ursos negros em New Jersey, esta técnica pode reduzir bastante as mortes desnecessárias da vida selvagem, ao evitar, desde logo, os conflitos".

Em Portugal estima-se que existam apenas cerca de 300 lobos-ibéricos , quando ainda há 30 anos a espécie - uma das mais ameaçadas da Península Ibérica e única no mundo - habitava todo o território nacional. As principais causas que reduziram a espécie a três núcleos estáveis (Peneda-Gerês, Montesinho e Alvão) serão a perseguição humana e a perda de habitat. A espécie goza de protecção total no país desde 1989, pelo Decreto-Lei 90/89
.


publico.pt 26/02




Um exemplo a seguir pelo Ministério do Ambiente, MCOTA, e pelo I.C.N. 

Financiamento de 300 mil euros

Ministério do Ambiente espanhol promove práticas ambientais em coutos de caça

O Ministério do Ambiente espanhol vai destinar 300 mil euros a um programa de boas práticas ambientais nos coutos de caça, noticiou hoje o jornal "El País".

O programa pretende compatibilizar a conservação das espécies de alto valor ecológico com a actividade cinegética, desporto praticado por cerca de um milhão e meio de pessoas em Espanha.

O financiamento será obtido junto dos fundos sociais europeus e terá como gestores a Fundação Biodiversidade e organizações que impulsionaram o projecto - a WWF/Adena, Federação espanhola de Caça e Fundação para o Estudo e Defesa da Natureza e Parques Nacionais.

Segundo o "El País", os coutos de caça que promovam uma gestão correcta da flora e fauna, recuperem espaços degradados, forneçam refúgio e alimento a espécies não cinegéticas e pratiquem capturas sustentáveis receberão um certificado do Sistema de Qualidade Cinegética e Ambiental (SCCA).

A iniciativa vai realizar-se, a título experimental, em zonas de caça de parques nacionais e em terrenos particulares em Portugal e Espanha.

Estima-se que o sector da caça mobilize em Espanha 1800 milhões de euros por ano.


publico.pt 25/02



quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Uma lição de mundialidade dada pelo Ministro da Educação do Brasil 

Esta merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um
esculacho educadíssimo nos Americanos...

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DF e actual ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

Um jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristovam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais
que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...

O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano.

Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por
constrangimentos na fronteira dos EUA.

Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao
mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA.
Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia.

Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. !

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!".


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segunda-feira, fevereiro 23, 2004

Níveis de poluição das empresas europeias publicados na Internet, entre as quais 159 portuguesas  

Inventário - Níveis de poluição das empresas europeias publicados na Internet

Os níveis de emissões poluentes de dez mil empresas europeias, entre as quais 159 portuguesas, estão disponíveis, a partir de hoje, num inventário publicado na Internet.

O Inventário Europeu das Emissões Contaminantes (EPER) disponibiliza ao público, pela primeira vez, as emissões de 50 poluentes por parte de empresas médias e grandes de áreas como a suinicultura, incineração, produção de cimento, combustão, indústria metálica e química, matadouros e refinarias, num total de 23 actividades industriais.

A base de dados, disponível através no endereço www.eper.cec.eu.int, tem informação detalhada sobre dez mil complexos industriais da União Europeia e da Noruega, relativa a 2001, permitindo conhecer os níveis de contaminação das indústrias situadas na sua região, sendo possível compará-la com outros países.

O inventário demonstra, no caso português, que foram inventariadas 39 instalações de aviários ou suiniculturas, responsáveis por 31 por cento das emissões daquele poluente para a atmosfera, a seguir às indústrias químicas inorgânicas ou de fertilizantes.

O EPER mostra ainda que o mercúrio, uma das substâncias mais perigosas, é vertido para a água maioritariamente pela indústria química, que em Portugal é responsável por 85 por cento da contaminação da água por esta substância, seguindo-se os matadouros (15 por cento). Já nas emissões de mercúrio para a atmosfera são as instalações de combustão as maiores poluidoras no país.

A base de dados é uma iniciativa da Comissão Europeia e da Agência Europeia do Ambiente, que acreditam poder contribuir para que os responsáveis políticos e os industriais possam eleger as soluções mais eficazes para a redução de contaminantes e para que os cidadãos acedam à informação, de forma a exercer pressão.

"O público tem direito a conhecer a realidade sobre o grau de contaminação à sua volta porque tal afecta directamente a sua saúde e qualidade de vida", afirmou a comissária europeia do Ambiente, Margot Wallstrom.

publico.pt 23/02


Em Portugal, os Vigilantes da Natureza do Ministério das Cidades, do Ordenamento do Território e do Ambiente, devido à regulamentação especial das suas funções, que lhes atribui especiais responsabilidades e disponibilidade de serviço 24/24 horas, 365 dias por ano, são no “terreno” a face visível do MCOTA com a responsabilidade de rectificarem/fiscalizarem este tipo de situações, pois normalmente outras forças intervenientes não se metem, seja por receio ou incapacidade, no entanto ninguém lhes atribui o valor merecido nem os conhece devidamente!

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