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sexta-feira, abril 09, 2004

Presidente da República Portuguesa, Dr. Jorge Sampaio, convida representantes de Vigilantes da Natureza para visita a Áreas Protegidas 

Por convite do Exmº. Senhor Presidente da Republica, a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza, como única entidade associativa e representativa de Vigilantes da Natureza, legalmente constituída, vai acompanhar a visita que o Sr. Presidente vai efectuar ao Parque Natural do Tejo Internacional.

Irá tentar sensibiliza-lo para os graves problemas que os Vigilantes da Natureza enfrentam assim como tentar obter o seu apoio para que os mesmos se resolvam!

È um convite que muito nos honra e que esperamos ser frutífero, constatando-se pois que também à Presidência da Republica já chegou a informação da situação problemática que os Vigilantes da Natureza enfrentam, mas também a de que os Vigilantes da Natureza, após 30 anos de existência e de outros tantos de trabalho de campo, bastantes e fiáveis informações podem dar sobre o estado actual da conservação da natureza e da preservação do meio ambiente, assim como dos resultados que após estes anos todos foram obtidos!

Esta divulgação dos Vigilantes da Natureza, das suas actividades, dos seus problemas e da importância da sua existência, deve-se principalmente ao esforço permanente de dois deles, o Francisco José Semedo Correia do ICN e o Nuno Jorge Roque Cardoso da CCDR-Centro.

Debate sobre florestas e incêndios florestais! 

Tendo sido pedido a contribuição dos Vigilantes da Natureza para este debate em 31/03/2004, esperando que tal já não seja tardio, aqui fica o Blog onde o mesmo se passa http://bioterra.blogspot.com/, pelo que se sugere a participação de todos os interessados, que sabemos muito terem a dizer sobre esta questão.

Cópia da mensagem recebida:

Caro Nuno Roque, Sou colaborador do blog Ambientalistas, http://www.ambientalistas.blogspot.com/
Convido-o ao debate que estou a abrir no meu blog sobre incendios florestais e floresta: problemas/reflexões,etc. em http://bioterra.blogspot.com/.
Mais tarde terei muito gosto de falarmos sobre a água.
Com o tempo espero saber como se processa as likagens para colocar o vosso IMPORTANTE blog!!
Cordialmente,

João Paulo Soares
"No novo Contrato Social, o trabalho humano tem de saber partilhar a actividade do mundo com o trabalho da Natureza." de Prof. Boaventura dos
Santos in Reinventar a Democracia,2002


Um problema que a Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza rápidamenre tem que resolver, a bem de todos nós! 

Olá mais uma vez!
Cá vai mais um contributo para o nosso blog.

Só queria deixar aqui registado, e uma vez que se fala muito da união dos Vigilantes da Natureza, que uma vez mais não percebo porque existe uma Associação de Guardas e Vigilantes, senão para defender a união e interesses destes!

Como tinha escrito neste blog, no seu início, eu e mais 2 colegas enviámos propostas para associados da referida associação em Fevereiro de 2003 e nunca vimos qualquer resposta.

Quando perguntámos o porquê de não haver resposta, foi-nos dito que a folha de proposta para novo associado não teria nenhum associado proponente, bem como a falta de pagamento a anexar a essa folha não existia e por esse motivo não tinham registado a nossa entrada como sócios.

Pois bem... não me agradou de modo algum a resposta, em relação ao pagamento, pois se não sabiamos ainda se iríamos ser aceites, como poderíamos efectuar tal pagamento?!?

Adiante... resolvemos preencher essas lacunas, enviando novas folhas de associado, com cheque em anexo para pagamento da jóia de inscrição em e com um Vigilante da Natureza já sócio subscrevendo a proposta para a nossa integração como sócios.

Qual é o meu espanto (ou não) que passado mais de um mês deste novo envio não obtivemos qualquer tipo de resposta!!!

Sinceramente não entendo! Será por pertencermos às CCDR's, já que não está ninguém na direcção pertencente às CCDR's? Será que têm medo de novas ideias? Ou será que simplesmente ignoram as outras vozes dos Vigilantes?

Alguém tem uma resposta para dar?

25/03/2004,
Pedro Duvalle, duvalle@guiaviseu.com
Vigilante da Natureza, CCDR-Centro

Em Portugal, segundo "inteligentes pensadores", a pesca e a caça nada têm a ver com a Conservação da Natureza, mas que pelo menos sigam bons exemplos! 

Para alem do chumbo que se usa na pesca, com muitos milhares, mesmo milhões de praticantes e consequente dispersão de milhares de quilos desta substância na água dos nossos rios, durante as centenas de dias de pesca existentes em um ano, também o seu uso na caça è extremamente preocupante!

Se fizermos umas contas muito simples, contabilizando os cerca de 300.000 caçadores, as dezenas de dias de caça e tiro aos pratos, os milhões de cartuchos gastos usando chumbo, podemos chegar á terrivel conclusão de que todos os anos muitas toneladas deste perigoso metal são dispersas pelo solo e água de Portugal, o que leva de certeza ao aparecimento de graves doenças.

Assim torna-se urgentemente necessário mudar esta situação, seja alterando o conteúdo dos cartuchos e do metal de que são feitos os pesos usados na pesca, seja também pela IMPLEMENTAÇÃO DE UM IMPOSTO ESPECÍFICO DE FINANCIAMENTO DO TRATAMENTO DE PESSOAS QUE SOFRAM DE DOENÇAS EVENTUALMENTE ORIGINÁRIAS PELA INGESTÃO INDIRECTA DE CHUMBO!

"Universidade paulista cria "chumbada ecológica"

A preservação da água é a tônica deste século. Embora tenhamos grande oferta do recurso - cerca de 10% de toda a água doce do planeta está no Brasil, já começamos a ter graves problemas localizados, causados principalmente pelos desmatamentos nas nascentes, nas margens dos rios e pela contaminação por diversos poluentes.

A consciência preservacionista tem na pesquisa científica e tecnológica um forte aliado, com o incremento de processos e materiais não poluentes. Exemplo disso é a criação de “chumbadas ecológicas”, desenvolvidas no Liec - Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica, integrado por pesquisados da UFScar - Universidade Federal de São Carlos e do Instituto de Química da Unesp - Universidade Estadual Paulista, de Araraquara. O produto já está no mercado, pela Tecnicer, empresa de São Carlos.

Na fabricação das "chumbadas ecológicas" são empregados materiais como argila, areia e pó de pedra, os quais são biocompatíveis com o fundo dos rios e lagos, em substituição às tradicionais de chumbo, que contaminam a água e os peixes. Na composição química das chumbadas cerâmicas entram 30% de alumina, 45% de sílica, 15% de ferro e 10% de cálcio.

A empresa fornece o novo material para pesca por quilo ou em cartelas com 150 a 200 gramas, com folder institucional. Segundo a empresa, a aceitação no exterior tem sido boa.

Devido à diferença de densidade, as chumbadas cerâmicas precisam ser maiores que as tradicionais de chumbo, o que não impede que sejam usadas da mesma forma, com a vantagem de, por serem maiores, não enroscar nos mesmos lugares que as menores feitas de chumbo. As chumbadas cerâmicas perdidas no fundo de rios e lagos deterioram-se mais rapidamente, não contaminando a água e o solo.

Como todo metal pesado, o chumbo degrada-se muito lentamente no meio ambiente, persistindo durante décadas no solo e no fundo de rios, lagos e represas. Não é metabolizado pelos animais e sofre o processo de bioacumulação, afetando mais os animais do topo da cadeia alimentar, entre os quais está o homem.

O chumbo é comprovadamente carcinogênico (causa câncer), teratogênico (causa malformações estruturais no feto, baixo peso e/ou disfunções metabólicas e biológicas) e tóxico para o sistema reprodutivo (causa disfunções sexuais, aborto e infertilidade). A presença de quantidades elevadas de chumbo no sangue está relacionada a problemas neurológicos, com a falta de concentração e dificuldades na fala.

De um modo geral, os compostos de chumbo são nocivos para os animais. O efeito da absorção do elemento nas plantas não parece grave. No entanto, estas acumulam chumbo, que será absorvido pelos animais em caso de ingestão. Por essa razão não se utilizam compostos de chumbo em pesticidas ou inseticidas.

O chumbo e o seu sulfato são muito pouco absorvidos, considerando-se praticamente inócuos. No entanto, os sais solúveis, o cloreto, o nitrato, o acetato etc, são venenos muito ativos. As principais causas de intoxicação são desconforto intestinal, fortes dores abdominais, diarréia, perda de apetite, náuseas, vômitos e cãibras.

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(Radiobras)


Interesses menos claros continuam a bloquear a produção de energia limpa, no interior de Portugal! 

Na freguesia de Orvalho, Concelho de Oleiros, no interior da Zona do Pinhal, a iniciativa de se instalar uma central de produção de energia que use os resíduos florestais como combustivel, continua sem dar à luz, julga-se que bloqueada por interesses menos claros, já que na parceria não existe nehuma empresa dos Lobies Energéticos Portugueses, sendo os parceiros da iniciativa a C.M. Oleiros, a C.M. Fundão, a C.M. Castelo Branco, a C.M. Pampilhosa da Serra e uma empresa de transformação de madeira, existente na fréguesia atrás referida.

Deverá ser instalada num local que produz poucos votos, bastante deprimida e com problemas de desenvolvimento, mas que muito ajudará a melhorar o nosso nível económico e a resolver um grave problema da nossa floresta, os seus resíduos.

Por sua vez a Comunidade Europeia não se compadece com interesses mesquinhos e avança na procura de soluções idênticas, como a seguir se pode ler!

RESÍDUOS FLORESTAIS DO BRASIL PODEM GERAR ENERGIA PARA A EUROPA

A CEE - Comunidade Econômica Européia está discutindo com o governo brasileiro, por intermédio do LPF - Laboratório de Produtos Florestais do Ibama, a possibilidade de utilização de parte das 200 milhões de toneladas de resíduos vegetais produzidas anualmente no país para a geração de energia limpa e renovável em substituição aos combustíveis fósseis.

A França e a Espanha, grandes interlocutoras da CEE com o Brasil, buscam alternativas energéticas nos resíduos de madeira e de carvão vegetal, como o briquete (pó de serragem e de cascas vegetais compactados), do qual o LPF/Ibama é grande incentivador, para substituir a energia de fontes poluentes.

Para analisar o assunto, o representante no Brasil do CIRAD - Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento - Etienne Hainzelin e o pesquisador do CIRAD Forêt de Montpellier, na França, Alfredo Napoli, reúnem-se sexta-feira (13), no Ibama, com pesquisadores do LPF e produtores de energéticos compactados de origem vegetal.

Na reunião será tratada a viabilidade do transporte de briquetes em longas distâncias e reforçado o intercâmbio científico-tecnológico Brasil/França na área de energia da madeira. O LPF/Ibama, que há muitos anos trabalha com uma planta industrial de fabricação de briquetes em sua sede, em Brasília, foi responsável pela criação de mais de 40 usinas de briquetagem em funcionando no país.

Na reunião será analisada, também, a criação da associação dos produtores de energia de origem vegetal - a mais barata fonte alternativa e a única armazenável - e sua participação no projeto de Valorização Energética de Resíduos Industriais do LPF/Ibama.

O interlocutor oficial do governo brasileiro junto ao CIRAD, o pesquisador do LPF/Ibama, Waldir Ferreira Quirino, PhD em Valorização Energética de Resíduos, disse que é grande o interesse dos países da Comunidade Econômica Européia em estreitar a cooperação técnica e científica com o Brasil, devido às altas taxas cobradas pela emissão de poluentes provenientes da energia convencional.

Ele sustentou que as 200 milhões de toneladas de biomassa (resíduos de madeireira e agro-industriais) produzidas anualmente, e não utilizadas no Brasil, colocam o país em lugar privilegiado para a exportação de briquetes. Só em resíduos de madeira provenientes do processamento industrial e da exploração florestal sustentável, são cerca de 50 milhões de toneladas/ano.

O intercâmbio Brasil/França vigora desde 2001, com ações mútuas do LPF/CIRAD. O centro francês, que equivale à Embrapa no Brasil, vem trocando tecnologia com os pesquisadores do LPF/Ibama. Como contrapartida, o CIRAD apóia os estudos que o LPF desenvolve sobre Valorização Energética de Resíduos Industriais, assim como a implantação dos modernos sistemas de tratamento de resíduos e de carvão vegetal, em estágios avançados em países da CEE, além de formas de agregar qualidade aos resíduos.

É tal o valor dos resíduos como fonte de energia, que trinta quilos de briquetes seriam suficientes para iluminar uma residência que consome 100 kWh/mês de eletricidade hidráulica, garante Quirino. Ele diz ainda que apenas setenta por cento da biomassa vegetal produzidas no país abasteceriam as cerca de 40 milhões de residências brasileiras.

O volume de biomassa disponível no país para aproveitamento energético e a tecnologia para a fabricação de briquete serão apresentados por Waldir Quirino no Congresso Europeu de Compactação de Resíduos, de 03 a 05 de março, na Áustria. (Ibama)


Por cá a ver navios continuamos! 

È com muita pena, que em Portugal a criação animais em vias de extinção, em cativeiro para posterior libertação, não passe das palavras e do constante aumento do curriculo dos ditos especialistas!

ANIMAIS EM EXTINÇÃO PROCRIAM EM CURITIBA/PR

Filhotes de tamanduá-bandeira, macaco monocarvoeiro e ararajuba são as três novas atrações do Zoológico Municipal de Curitiba e do Passeio Público. Os animais, cujas espécies fazem parte da Lista Brasileira de Animais Ameaçados de Extinção, nasceram no começo deste ano no zoológico e no Passeio Público. Deles, apenas o tamanduá precisou de cuidados especiais. Os outros dois filhotes estão sendo criados normalmente pelos pais.

O pequeno tamanduá nasceu no final de dezembro. Os veterinários e biólogos decidiram criá-lo longe da mãe para aumentar suas chances de sobrevivência. Isso porque estimam que esta seja a quinta cria do casal de tamanduás. Nos outros nascimentos, os filhotes que estavam com mãe acabaram morrendo.

O filhote vem sendo alimentado por mamadeira. Duas vezes ao dia, recebe uma ração especial, gema de ovo, iogurte, carne moída e leite. Próximo a ele é deixado um pote com alimento para estimulá-lo a se alimentar sozinho. O tamanduá, que nasceu pesando 1,75 quilo, agora está com 3,315 quilos. Mesmo assim, os técnicos não o consideram ainda completamente fora de risco.

Outro nascimento foi o do macaco monocarvoeiro, em janeiro, no Passeio Público. Essa é a quarta reprodução de monocarvoeiro desde 1996, quando chegaram ao Passeio cinco animais da espécie, apreendidos pelo Ibama no litoral do Paraná. O macaco é o maior primata do Brasil. Depois de adulto, pode pesar até 18 quilos. O filhote está sendo criado pelos pais.

O terceiro animal nascido no começo de 2003, também no Passeio Público, é uma ararajuba, ave típica da Amazônia. Mas a pequena ararajuba, que também é criada pelos pais, ainda não está em exposição.

(Gazeta do Povo/PR)


Uma iniciativa a ser ponderada em Portugal, já que a protecção e apoio a quem fiscaliza e vigia o ambiente, mais não tem sido do que palavras! 

Fondo de Emergencia para Guardaparques en Perú

Es un proyecto que inició en 1996 para el personal de las áreas protegidas administradas por el SINAPE, cuenta con varios aportes, algunos de ellos externos. Tiene como objetivo cubrir los gastos ocasionados por enfermedad y/o muerte de personal de campo como desempeño de sus actividades.

En el reciente congreso mundial de parques, realizado en Durban, Sudáfrica, se resolvió crear un fondo similar.

Buscaremos más informacion sobre este tema.


www.guardaparquesargenti nos.org

Falta de capacidade de intervenção do Ministério do Ambiente de Portugal contribuirá para o agravamento desta questão, por cá normalmente escondida! 

POLUIÇÃO DO AR INTERFERE NO PESO DOS BEBÊS

Gestantes expostas a taxas maiores de poluição do ar durante o primeiro trimestre de gravidez geram bebês com peso menor. Este é o principal resultado do estudo conjunto realizado pela Faculdade de Medicina da USP - Universidade de São Paulo e St. George´s Hospital Medical School University, de Londres, e que envolveu 179 mil recém-nascidos de mães que moram na cidade de São Paulo.

O estudo foi publicado na edição de janeiro do Journal of Epidemiology & Community Health, com o título "Association between ambient air pollution and birth weight in São Paulo, Brazil".

O epidemiologista Nelson Gouveia, um dos responsáveis pela pesquisa, acredita que a variação de peso esteja associada, entre outras, à baixa oxigenação sanguínea provocada pelos poluentes nos primeiros meses de gestação. Para cada parte por milhão (ppm) de monóxido de carbono (CO) a que as mães ficaram expostas, houve redução de 23 gramas no peso do recém-nascido, enquanto que para cada 10 miligramas por metro cúbico do material particulado PM10, a redução foi de 14 gramas. Não foram constatados efeitos significativos dos poluentes nos demais trimestres.

Segundo Nelson Gouveia, é o primeiro trabalho no Brasil a relacionar a poluição com o peso de recém-nascidos, apesar de haver outros no País que já o relacionaram com a mortalidade, problemas respiratórios, etc. Também há estudos de outros países que demonstraram relações entre a poluição atmosférica e prematuridade, problemas congênitos e mortalidade do feto.

O estudo foi realizado pelos médicos Nelson Gouveia e Maria Novaes, do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP, e o britânico Steve Bremner, da St. George´s Hospital Medical School University.

(Agência Brasil com informações da Agência USP)


Uma solução para um problema que em Portugal se esconde nas bermas de caminhos e margens de cursos de água! 

PÓ DE ROCHA RECICLADO SE TRANSFORMA EM MATÉRIA PRIMA PARA CONSTRUÇÃO CIVIL

Qualquer extração de rochas ornamentais acaba gerando um sub-produto que, pelo menos até agora, era absolutamente indesejável. As toneladas de pó fino que se desprendem das atividades minerais são um grande problema para o meio ambiente.

Impedir essa agressão e ainda gerar renda e empregos é o que promete uma invenção de dois institutos de pesquisa ligados ao MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia.
O Instituto Nacional de Tecnologia e o Cetem - Centro de Tecnologia de Minerais desenvolveram um método para aproveitar o pó de rocha em linhas de produção industriais.

A partir da invenção que já foi, inclusive, patenteada, o poluente ambiental se transforma em matéria-prima que poderá ser usada na fabricação de argamassas para a construção civil.

“Essa nova massa é igual às preparadas em canteiros de obra”, disse Carlos Cesar Peiter, pesquisador do Cetem, à Agência FAPESP. “É possível fazer uma mistura homogênea substituindo o cal por esses resíduos. O produto final sai com a mesma qualidade ou até superior e o custo para a fabricação da argamassa também é reduzido, pois o pó é adquirido de graça.”

Além de resolver um problema ambiental, o pó fino deverá ser responsável pela geração de empregos. Está prevista, dentro dos objetivos anunciados pelo MCT, a construção de uma fábrica para a produção de argamassas a partir de pó de rocha na cidade de Santo Antônio de Pádua (RJ).

Segundo os técnicos envolvidos com o projeto, a retenção do pó fino pode ser feita no momento em que a pedra está sendo retirada da natureza. O adicionamento de água ao processo de extração promove a formação de uma espécie de lama. A partir desse material, o pó é separado da água, de forma que a parte sólida da mistura possa ser armazenada.

Segundo Peiter, a capacidade produtiva da nova linha de produção será de aproximadamente 1,9 mil toneladas por mês de argamassa, com faturamento bruto estimado em R$ 3 milhões por ano. “Temos 100 mil toneladas de pó estocadas para serem utilizadas”, disse.

Peiter explica que a fábrica já conta com um estatuto de viabilidade econômica aprovado, além de um projeto técnico. “Para viabilizar a obra, está faltando apenas uma maior articulação entre a Associação dos Produtores de Pedra da região e os órgãos de financiamento”, disse Peiter. Segundo o pesquisador, R$ 400 mil foram investidos na compra de equipamentos.

(Agência Fapesp)


Após algum tempo de ausência, cá se volta à acção! 


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